O sol brilha lá fora nesta segunda-feira de lutas, e dentro de mim também. Esta semana começam as aulas, a grande correria de um ano que promete grandes momentos e faz imensas ameaças. Que Deus me ajude a dar conta de tudo o que está proposto diante de mim.

“Tenha a coragem de crer somente no que é bom. Não estou dizendo que você deve crer em ilusões. Quero dizer que você deve apenas fazer o que é verdadeiro e bom e acreditar que os outros vão fazer o mesmo” (Sophie Scholl, estudante de biologia executada pelos nazistas em fevereiro de 1943, com apenas 21 anos).

Viva a memória de Sophie Scholl, Hans Scholl e Christoph Probst — os jovens sonhadores do The White Rose.

Recomeçar, retornar ao Pai, ao centro, ao coração, voltar às origens, à vocação, ao chamado primeiro, básico da vida: essa parece ser a essência da vida cristã. É assim na oração, é assim na convivência com as pessoas da Igreja, é assim no exercício dos nossos dons, é assim na nossa vida em família…

Falta de fé parece então consistir em desistir de retornar, de tentar mais uma vez. O que não crê se entrega nos braços do (des)espero, do não esperar mais nada das pessoas, de si mesmo, de Deus.

Cada vez mais percebo que todas as áreas da minha vida passam pela oração e dependem dela para ter sentido, energia e algum sucesso, até mesmo as atividades profissionais e acadêmicas. Vejo também que a oração contemplativa é uma experiência que pode me ajudar a superar fracassos, quando os demais planos simplesmente falham.

Em Pedra Lisa só pude orar de olhos abertos. Cada vez que fechava os olhos ouvia um pássaro cantar e dar um vôo rasante, uma manga caindo do pé, um som de chuva chegando, as águas do riacho, as vozes das crianças. Então elevava os olhos para as montanhas e a oração se misturava com a vibração de todas as cores e sons da criação.