Arquivo de agosto 2008

índia

india

Segue uma velha canção. O Jorge Camargo fez referência a ela na semana passada, quando nos encontramos para a gravação do DVD Casa Grande. Aqui vai a letra.

A canção é de amor pelo outro, pelo próximo, pelo diferente, por aquilo que está marcado pelo riscado da alteridade. Pelo desenho daquilo que está além de mim.

Quero tua música estridente, quero tua gente

Quero estar aqui pra te ajudar.

Quero tuas vozes de criança, quero tua dança,

Cheiros e temperos pelo ar.

Vou sair da minha segurança,

Começar a minha andança pelas ruas do país.

Quero tua lágrima salgada

Transformada num sorriso de quem sabe ser feliz.

O teu nome é Índia, berço do meu Oriente.

Tua terra é muito linda, tuas vilas, tua gente.

O teu nome é Índia, viva como o sol nascente.

No teu mundo tudo rima, mas é tudo diferente.

Quero tuas avenidas vivas

De animais e bicicletas, teus poetas a cantar.

Belos muros e jardins floridos,

Nos quintais adormecidos as crianças a brincar.

Quero repartir o meu bocado amanhecido

De esperança em cada mesa, em cada lar.

Quero ver a tua claridade, não apenas caridade,

Mas vontade de sonhar [dignidade vindo como chuva].

Eu habito a periferia numa estrebaria,

À beira mais sombria do teu rio,

Para alimentar tua alegria,

Confortar teus longos dias e aquecer-te nesse frio.

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aguardando o plataforma

Estou na fila, no aguardo do lançamento do Programa Patlaforma, que vai ao ar em setembro deste ano. Produção de primeira, participação de músicos que tanto admiro. Como é que eu fui parar lá entre eles, mesmo? Nem sei. “Só sei que foi assim”, como diria Chicó.

O site já está no ar: www.plataforma.art.br

Algumas fotos tiradas pelo Flávio confirmam que eu estava lá.

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