O menino corria alegremente, desviando-se das poças de água artisticamente formadas pela chuva da tarde, e procurando esconderijos entre as árvores frondosas. O objetivo da brincadeira era este mesmo: esconder-se pelo maior tempo possível. Para ele tudo isso era normal, nada de maravilhoso em brincar em um quintal grande e cheio de esconderijos providenciados pela […]

Read More →

Os pés pesam cada vez mais. E não sabe quanto tempo ainda vai andar. Ele observa as fachadas das residências e lembra das fachadas das casas de sua infância. Bem diferentes. As casas de antigamente sempre tinham varandas, e quase nunca muros. As de hoje abdicaram do espaço de convivência porque precisam proteger-se. Tudo é […]

Read More →

  Eu a encontro todos os dias. No ponto de ônibus. Nunca conversarmos. Mas me chama a atenção seu jeito triste. Sempre com um fone nos ouvidos. Sempre com um cigarro na boca. Nunca ri. Nunca fala com ninguém. Não tem amigos. Pelo menos é o que eu percebo nos cinco minutos que a vejo […]

Read More →