O tempo corre, o mundo passa
Um sonho vinga, outro sonho jaz
O vento dita a velocidade
Mesmo cansado, eu sigo atrás

Não somos filhos do louco tempo
Nós somos filhos da Eterna Paz
Correr a vida é muito pouco
Sem pressa, o mundo é muito mais

Arar a terra com lindos sonhos
Prenhar o chão, plantar ideais
Sem Cristo, a vida com o tempo seca
Sem verde, a vida é correr atrás.

Carlinhos Veiga (Album “Menino”, 1999)

Frio, domingo estranho. Quimeras pertubam-me. As vozes são diversas, e gritam.
Quem aplacará a fúria da realidade?
De onde vem o socorro?
É difícil acreditar. As mentiras são tantas, as máscaras são coloridas e o prazer parece realmente deus.
Mas digo que quero continuar. Não quero me convencer de que a mediocridade é a solução. Quero coragem para enfrentar o mal (o de dentro e o de fora).
Quero esperança para “continuar andando na verdade”.
Quero fé para continuar acreditando que minha caminhada não é em vão.
Quero Tu, ó Pai. Somente Tu.
Porque sem Ti, ó Senhor, não passo de um pecador.

A sociedade atual é movida pelo dinheiro, não pela Verdade. Ninguém quer andar. Somos todos preguiçosos, não queremos nos esforçar. Queremos sim o caminho mais fácil, que exija menos da nossa medíocre identidade.O que devemos fazer? Apenas observar com a indiferença costumeira? O que nos impede de começar a viver? O que nos impede de continuar? Por que não somos apaixonados pela Verdade? Por que preferimos acreditar na ilusão, na utopia e nas máscaras que nos cercam?
É preciso tomar posição. Queremos continuar andando na verdade. Queremos ser fiéis.

Verdade: sentido de todas as coisas, realidade nua e crua, código e compreensão de como a vida funciona e de qual é o seu verdadeiro rosto. É encontrar-se com a Origem, com o Criador, com o Alfa, com a Fonte da Vida.