Hoje, 21h. O vento varre as palavras longas, difíceis. Sobram 280 caracteres Faltam os 144 mil sobreviventes de Apocalipse. A faca que me fere diariamente Limpa também os galhos da pitangueira. O sangue que jorra Acolhe outros, dispostos a sorvê-lo. E as palavras ficam Intrincadas no emaranhado de ideias. Mais órfãs do que eu mesmo.

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O poeta suja as mãos Com letras, rimas e estrofes Cada uma delas, tem um cheiro próprio Tem uma textura original   O poeta não suja as mãos Com amor, compaixão, ira Cada uma delas tem uma virtude própria Tem um gosto original   O poeta é um sublime simplório Descansa, descalço, à sombra da […]

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Pelas estradas da vida, ele semeava Lançava sementes e mais sementes, sem medida. Alguns perguntavam: por quê? Outros: não vale nada. Mas o semeador a semear continuava. Grãos caíram no meio do caminho, e as aves o comeram. Não nasceram, mas voaram; Outros entre as pedras ficaram; Brotaram, mas sem raízes profundas. Existiram, mas, sem […]

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