Circuito Batatinha anima foliões em Salvador -Valter Pontes/Agência Brasil

Foliões em Salvador -Valter Pontes/Agência Brasil

Você pode até gostar de Carnaval: o clima é de leveza, brincadeira e é um encontro de amigos. Faz parte da cultura brasileira, porque reflete um pouco do que somos (ou gostaríamos de ser) em nossos relacionamentos.

Mas não, o Carnaval não é o clímax da alegria, nem uma prova de uma vida verdadeiramente feliz. Não dá para acreditar no que a cultura midiática prega. Não dá para ser ingênuo. Não é tão fácil assim.

Por outro lado, não gostar de Carnaval não é sinônimo de que se é mais feliz do que nossa fútil geração. Não é sendo tristes que encontraremos a alegria. Isso é fuga, não busca.

Com Carnaval ou não, a busca pela alegria é uma tarefa um tanto quanto misteriosa. Não há fórmulas, mas há pistas. Não é uma busca momentânea que termina na quarta-feira de cinzas, mas é uma jornada que começa desde o início e que durará a vida inteira. É como se, finalmente, conseguíssemos encaixar as partes desconexas de nossas ordinárias vidas. É fazer tudo que já fazemos, mas com uma paz de espírito que surge porque “acertamos as contas”… com Deus, com nós mesmos e com os outros. Alegria tem muito mais a ver com perdão do que com êxtase.

Neste sentido, a alegria pode ser a coisa mais singela do mundo. Ou pode ser a expressão da coisa mais extraordinária. Não começa com as circunstâncias, mas sim com as causas. Não começa com o fogo, mas com a fagulha que o acende. Não está no que vemos, mas no que é invisível, mesmo que deva necessariamente revelar-se enquanto vivemos.

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