Uma jovem pobre de um lugarejo desimportante. Em suas mãos uma missão nunca antes realizada. Em seu ventre o Divino vira embrião e cresce. O transcendente se encontra com o singelo cotidiano (aconteceria novamente no encontro do exército de anjos com os pastores na noite campestre). Perguntas e respostas não estão em jogo, mas tão somente a revelação pessoal de Deus.

“Sou serva do Senhor. Que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Mesmo com medo, assim Maria reage. E depois canta o senhorio de Deus contra todos os poderosos da História. Medo, obediência, confiança. Não importa. Não se excluem. Fazem parte do Encontro que muda todas as coisas e anuncia o futuro. Aquela jovem seria a primeira testemunha da presença do Messias, o Rei de um reino que jamais terá fim.

Muito mais que uma história fantástica, o Natal foi o caminho aberto para a grande reconciliação. Depois da chegada do Verbo, os abismos – sejam econômicos, sociais ou espirituais – nunca mais seriam intransponíveis.

 

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