Quem precisa confessar pecados?

QUEM PRECISA CONFESSAR PECADOS?

 

 

Texto Básico: Salmo 32

Para memorizar:
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João, 1.9).

 

INTRODUÇÃO

Não há quem não cometa pecado. Seja ele quem for. Pecado público e pecado escondido, pecado individual e pecado grupal, pecado leve e pecado grosseiro, pecado remoto e pecado recente, pecado contra o Criador e pecado contra a criação, pecado contra a família e pecado contra a igreja, pecado consciente e pecado inconsciente, pecado novo e pecado repetido.

Porque a morte de Jesus na cruz tornou possível o perdão de pecados, qualquer pecador, depois de convencido de seu pecado e depois de se arrepender dele, pode confessá-lo a Deus para ser perdoado e purificado (1Jo 1.9). Então, o pecado será apagado e desaparecerá como a neblina com o levantar do sol. Deus mesmo o lançará na mais profunda fossa oceânica.

A diferença entre “espiar” e “expiar”
Embora tenham o mesmo número de letras e soem iguais, há uma diferença assustadora entre os verbos espiar e expiar. Deus “espia” o pecado não-confessado e “expia” o pecado confessado. Depois da convicção do pecado, depois do arrependimento e depois da confissão, Deus apaga definitivamente o pecado (Sl 51.9) e trata o pecador como se ele não tivesse pecado (Rm 5.1).

 

1. Perguntas para reflexão e discussão em grupo

 A) Confessar o pecado quer dizer abandonar a tentativa de ocultar ou desculpar diante de Deus o pecado cometido. Já que Jesus Cristo satisfez a justiça divina e tornou possível o perdão, a confissão é necessária? (Leia Pv 28.13).

B) No Salmo 32, Davi se situa entre duas opções: retenção ou confissão do pecado (v.3), “constantes gemidos todo o dia” (v.3) ou “alegres cantos de livramento” (v.7), o peso da mão do Senhor dia e noite (v. 4) ou o perdão (v. 5), a perda do vigor (v. 4) ou a bem aventurança do pecado coberto (v.1). Este período de hesitação ou de fuga da verdadeira solução é uma experiência rara ou comum? Qual foi finalmente a escolha do salmista?

C) Se sua confissão de pecado for honesta, o que você pode esperar de Deus, à luz de 1 João, 1.9?

D) Deus perdoa uma vez, sete vezes ou indefinidamente? (Compare Lc 17.3-4 com Mt 6.12).

E) A frequência de nossas confissões e a certeza do perdão de Deus seriam um estímulo ao pecado? (Veja Jo 5.14, 8.11, Ef 4.28 e 1 Jo 2.1)

F) Depois da repreensão de Natã, Davi acordou para a gravidade de seu pecado e disse: “Pequei contra o Senhor”. O profeta deu-lhe, então, a certeza do perdão: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado” (2 Sm 12.13). Mas Davi perdeu a criança, fruto do adultério, e suportou vários reveses ligados à sua transgressão (compare 2 Sm 12.10-12 com o incesto de Amnom e os crimes de Absalão). Há diferença entre castigo (pena que se aplica ao culpado) e disciplina (correção)? (Veja Jó 5.17-18, Pv 3.11-12 e Hb 12.4-13).

G) O perdão de Deus altera as consequências naturais do pecado? (Veja Gl 6.7-8)

 

2. Para pensar. Assinale as frases corretas (C) e as frases incorretas (I):

___ A confissão não é necessária por duas razões: 1) Deus sabe de todos os meus deslizes; 2) Jesus já fez a expiação de todos os meus pecados.

___ Se confesso os meus pecados, Deus me perdoa e purifica. Crerei neste resultado, porque foi “o Deus que não pode mentir” (Tt 1.2) quem prometeu. Não esperarei pelas emoções para aceitar essa promessa.

___ Se eu for reincidente, Deus não me perdoará. (Veja Sl 65.3).

___ Se eu pecar, tenho um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo (2 Jo 2.1). Isto quer dizer que diante da santidade absoluta de Deus, meu pecado foi algo tão serio, que eu preciso de um Advogado.

___ O perdão de Deus que a Bíblia ensina não é bom. Ele deveria cancelar toda e qualquer dor causada pelo pecado e não apenas remover a culpa.

___ Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um fariseu e o outro publicano. O fariseu desceu justificado para sua casa porque não era culpado de pecados de transgressão e omissão. (Lc 18.9-14)

 

CONCLUSÃO

A confissão é um direito outorgado pela misericórdia de Deus para uso contínuo até que venha o Senhor e transforme nosso corpo miserável “para ser igual ao corpo de sua glória” (Fp 3.21). Enquanto houver arrependimento tão grande quanto a culpa, nada impede que o pecador volte contritamente à confissão quantas vezes forem necessárias (Mt 18.22)!

Porque a morte de Jesus na cruz tornou possível o perdão de pecados, qualquer pecador, depois de convencido de seu pecado e depois de se arrepender dele, pode confessá-lo a Deus para ser perdoado e purificado (1Jo 1.9). Então, o pecado será apagado e desaparecerá como a neblina com o levantar do sol. Deus mesmo o lançará na mais profunda fossa oceânica.

Para meditar, acesse e leia a seção De Hoje em Diante, da edição 348 da revista Ultimato.

Sugestões para oração

1. Procure confessar não apenas o pecado específico, mas ainda a tendência pecaminosa, as suas limitações e coisas assim como a falta de entusiasmo, as dúvidas doutrinárias, o abandono do primeiro amor, a impaciência, a sensibilidade exagerada, o fervor cego etc.

2. Agradeça o resultado de uma confissão honesta.

3. Peça capacidade para perdoar o seu irmão até setenta vezes sete (Mt 18.22) ou sete vezes ao dia (Lc 17.4).

 Autor da lição: Elben César. Publicado originalmente na revista Ultimato, edição 101.

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9 Comentários para “Quem precisa confessar pecados?”

  1. Eduardo 6 de agosto de 2014 at 17:09 #

    “A confissão é um DIREITO OUTORGADO pela MISERICÓRDIA DE DEUS para uso contínuo até que venha o Senhor e transforme nosso corpo miserável “para ser igual ao corpo de sua glória” (Fp 3.21). Enquanto houver ARREPENDIMENTO tão grande quanto a CULPA, nada impede que o pecador volte contritamente à confissão quantas vezes forem necessárias (Mt 18.22)!

    Tem umas coisas que os evangélicos se agarram e não abrem mão nem que os fatos se opuserem à confissão.

    Direito é uma coisa, outorga é outra. Quem outorga não reconhece que o outorgado tenha direito algum. Simples assim. De modo que quando se junta outorga com direito, não apenas se está diante de uma tremenda confusão lógica, mas no caso em questão, a coisa complica mais ainda.

    Aqui a outorga significa que ela chega ao outorgado por meio do que o autor do estudo chama de ‘misericórdia’. Outorga, que em sí, já não é direito algum, agora agrava-se mais ainda com a ideia de ‘misericórdia’: quer dizer, alguém dá (outorga) porque o ‘miserável’ ou não vale nada ou se vale, só valeria depois da outorga.

    É o tipo do raciocínio não necessariamente evangélico, mas logicamente autoritário.

    Como Gênesis depois do capítulo 3 — seguindo a lógica do autor do estudo bíblico, não o sentido evangélico clássico — apresenta o homem como um “João ninguém”, um “doente”, “perdido”, a este pede-se que seja “alguém”, que seja “são” e que não esteja “no rumo certo”, a outorga passa a ser uma leitura imperial travestida de bondade. Isto é, “você não vale nada, mas tome, a partir de agora você será capaz!”.

    Outorga é isso: não há mérito, apenas concessão. E no caso do estudo, mais agravado ainda com o ‘retorno’ sempre para pedir mais.

    Como pessoa, como ser humano, me sinto devastado com esse tipo de raciocínio.

    • Jader 3 de setembro de 2017 at 13:54 #

      Só pelo fato do próprio Deus encarnado, morrer numa cruz por mim (em meu lugar), fica evidente de quão valioso é a raça humana para Ele.

  2. selma 20 de agosto de 2014 at 9:34 #

    APRENDI MUITO COM ESSES ESTUDOS

  3. Wallace Santos 10 de junho de 2015 at 19:25 #

    Que Benção este estudo, muito forte.

    Algo que aprendi muito e tambem me ajudou bastante em minha vida Espiritual, creio que esta ajudando bastante vidas a reconciliar sua comunhao com DEUS.
    Que Deus abençoe Poderosamente suas vidas e de cada pessoa que meditar neste estudo.
    Deus lhes dê tudo em dobro a cada dia mais.

  4. Wal 15 de julho de 2015 at 17:03 #

    Gostaria muito de saber a respeito de pecado cometido contra outrem no passado, que a pessoa não soube (oculto). Além de arrepender-se e pedir perdão a Deus, é preciso procurá-la, confessar-lhe o que fez e pedir-lhe perdão? se positivo qual a base bíblica?

    • Kemuel Matias 11 de outubro de 2015 at 19:57 #

      Sabemos que devemos confessar nossos pecados a Deus, mas muitos cristãos se perguntam se precisamos confessar àqueles contra os quais pecamos. Precisamos dizer à pessoa ofendida que realmente sentimos muito? “Andar na luz” (1 João 1:7) significa que estamos vivendo em obediência aos mandamentos de Deus. No mesmo versículo, temos referências ao perdão através de Cristo e “comunhão uns com os outros.” Então, há uma ligação entre ter uma “ficha limpa” e o nosso relacionamento com outras pessoas.

      No fim das contas, todo pecado é cometido contra Deus (Salmos 51:4). A Bíblia enfatiza constantemente a nossa necessidade de confessar os nossos pecados a Ele (Salmo 41:4; 130:4, Atos 8:22, 1 João 1:9). Quanto à confissão de nossos pecados a outras pessoas, a Bíblia não dá nenhum comando direto. Somos advertidos muitas vezes a confessar os nossos pecados ao Senhor, mas o único comando direto para confessar a outra pessoa está no contexto dos anciãos da igreja orando a favor do doente (Tiago 5:16).

      Isso não quer dizer que nunca devamos buscar o perdão de outra pessoa. A Bíblia nos dá exemplos de confissão a outras pessoas. Um deles é os irmãos de José, pedindo-lhe perdão em Gênesis 50:17-18. Além disso, a confissão direta entre duas pessoas está implícita em passagens como Lucas 17:3-4, Efésios 4:32 e Colossenses 3:13.

      Os princípios aqui parecem ser: 1) Devemos buscar o perdão do Senhor por todos os pecados. Ele deseja a “verdade no íntimo” (Salmo 51:6). 2) Se o nosso relacionamento com o Senhor estiver certo, então os nossos relacionamentos com as outras pessoas se alinharão. Trataremos os outros graciosamente, com justiça e honestidade (Salmo 15). Pecar contra alguém e não tentar corrigir a situação seria impensável. 3) A extensão do pedido de desculpas por um pecado deve coincidir com a extensão do impacto do pecado. Em outras palavras, devemos buscar o perdão de quem estava diretamente envolvido a fim de garantir a cura.

      Por exemplo, se um homem olhar com cobiça a uma mulher, ele deve imediatamente confessar o pecado ao Senhor. Não seria necessário ou apropriado confessar o pecado para a mulher. Esse pecado é entre o homem e Deus. No entanto, se um homem quebrar uma promessa, ou fizer algo que afeta diretamente a mulher, ele deve confessar a ela e buscar o seu perdão. Se um pecado envolver um grande número de pessoas, como uma igreja, o homem ou mulher deve, então, estender a confissão para os membros da igreja. Assim, a confissão e o pedido de perdão devem coincidir com o impacto. Aqueles afetados pelo pecado devem ouvir a confissão.

      Embora o perdão de Deus a nós não dependa da nossa confissão de pecados aos outros e/ou do perdão que eles nos dão, Deus nos chama a ser honestos e diretos com outras pessoas a respeito de nossas falhas, especialmente quando os nossos erros as envolvem. Quando temos ofendido, magoado ou pecado contra os outros, devemos procurar oferecer um pedido de desculpas sincero e confessar e pedir perdão. Se o perdão será concedido ou não depende daqueles a quem confessamos. Nossa responsabilidade, no entanto, é de genuinamente nos arrepender, confessar o pecado e pedir perdão

  5. jmateus 17 de junho de 2016 at 12:09 #

    Exemplo se eu adúltera só sou perdoado se dizer pra alguém?

  6. rafael 6 de novembro de 2017 at 11:24 #

    a minha dúvida é : se alguém cometer um pecado de se contaminar com pornografia, depois de se arrepender e pedir perdão a DEUS, ele tem alguma obrigação de confessar a igreja ou ao seu Pastor sobre o tal pecado ?

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