Prática da Confissão

Prática da Confissão

Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga! [Salmo 32.1]

Texto Básico: Salmo 51

Textos de Apoio:
1 Jo 1.9;
1 Jo 2.1, 2
Lv 5.5
2 Sm 12.13
Ne 1.6, 7
Lc 15.21

Introdução

Na caminhada cristã, todos tropeçamos e nos sujamos de novo com o pecado. Como voltar ao prumo? Como retomar o caminho de santidade proposto por Deus?

A confissão verdadeira remove a crise provocada pelo pecado e restaura a comunhão perdida ou arranhada. A comprovação de sua eficácia depende mais da fé do que de sentimentos. Por meio da contínua confissão de qualquer transgressão e de qualquer omissão é perfeitamente possível manter a higiene da alma.

 

Para entender o que a Bíblia Fala

1.  A confissão de pecados é uma bênção e um direito outorgado por Deus para uso contínuo, até a volta do Senhor e a nossa glorificação. Por que podemos afirmar que a confissão é um direito?
>> (1 Jo 2.1, 2)

2. É preciso tomar cuidado com a confissão formal, vaga, baseada em chavões, quase sempre desacompanhada de convicção real de pecado e de outro ingrediente indispensável: o arrependimento. A confissão deve ser consciente e precisa, mas muitas vezes temos dificuldade de confessar. Não sabemos exatamente o que declarar diante de Deus. Com a ajuda destes textos, faça uma relação daquilo que podemos e devemos confessar a Deus.
>> Lv 5.5
>> Sl 51.3 e Rm 7.18, 21
>> 1 Tm 5.22
>> Sl 19.12 e 139.23, 24

3. Existem alguns obstáculos que atrasam ou impedem a prática da confissão: o orgulho, a  consciência endurecida (que leva ao cinismo), o medo de pecar outra vez (o pecador admite que pecou, mas já cometeu o mesmo pecado outras vezes e não está suficientemente seguro de que não o cometerá mais, preferindo não confessar a reincidência) e a falta de uma noção correta do que é pecado. Identifique alguns desses obstáculos nas passagens abaixo.
>> Gn 4.14 (A declaração de Caim)
>> Lc 18.9-14 (A “oração” do fariseu da parábola)
>> Ml 1.6; 2.17; 3.7, 8, 13 (A “indiferença” do povo de Israel)

4. Assim como a febre indica a existência de alguma anormalidade no organismo, Deus coloca alguns alarmes para levar o pecador à prática da confissão:
>> Como podemos detectar a presença de pecado em nossa vida? (Cl 3.15)

5. Por que Davi perdeu a alegria?
>> (Sl 38.18; 51.12)

6. Que outros alarmes de Deus você pode identificar nestes textos?
>> Jo 8.9
>> Sl 32.4
>> 1 Co 11.31
>> Lc 5.8
>> 2 Sm 12.7

Hora de avançar

A prática da confissão é a arte de se apresentar constantemente diante de Deus para se  declarar culpado de pecados pessoais e específicos, depois de suficientemente alertado e repreendido pela boa consciência, pela Palavra de Deus e pelo Espírito, com o propósito de obter perdão e purificação, mediante a obra vicária de Jesus Cristo.

Para pensar

Devemos fazer uma confissão específica do pecado cometido: inveja, difamação, dificuldade de perdoar, ansiedade, irritação, palavra impiedosa, egoísmo, soberba, negligência devocional, falta de amor, mau trato dispensado ao cônjuge ou ao filho, incredulidade e assim por diante. Devemos também confessar o pecado desejado ou a natureza pecaminosa: vontade de mentir, vontade de adulterar, vontade de aparecer etc. Esse tipo de confissão é saudável, pois revela consciência pessoal da queda, da vulnerabilidade e da necessidade do auxílio do alto.

É necessário confessar até mesmo o envolvimento com a estrutura pecaminosa, a cumplicidade e os pecados que nós mesmos não conseguimos enxergar.

O que disseram

O pecador não sabe ao certo o que é pecado. Ele é capaz de coar o mosquito e engolir o camelo (Mt 23.24). Dá mais atenção à tradição do que à Palavra de Deus (Mt 15.6). Por isso é necessário recorrer ao conceito de pecado tão bem resumido no Catecismo Menor: “Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão dessa lei.”

A confissão remove a culpa e a sujeira moral, mas não remove as consequências naturais do pecado, embora possa aliviá-las.

Para responder

>> De que forma você tem confessado seus pecados: superficial ou nominalmente?

>> No momento, há algum alarme de Deus soando em seu interior?

Você e Deus

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” [1 Jo 1.9].

Tome posse dessa promessa. Faça a confissão devida e levante-se de seus joelhos na certeza de que alcançou ambas as bênçãos — o perdão e a purificação.

>> Estudo bíblico a partir do capítulo 4 do livro Práticas Devocionais. Editora Ultimato.

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6 Comentários para “Prática da Confissão”

  1. Ilton 5 de setembro de 2013 at 14:12 #

    Muito bom, gostei.

  2. Alfredo moura 7 de setembro de 2013 at 12:30 #

    muito interessante, pois a confissão liberta a alma.

  3. Jair 5 de novembro de 2015 at 15:54 #

    Estudei praticas devocionais em 2007, e foi uma benção na minha vida, pois aprendi sobre a importância de nos manter espiritualmente firme lendo e observando as nossas atitudes emocionais etc…Deus tem me ajudado….A Ele a Glória para sempre amem….

  4. Leandro 29 de abril de 2017 at 22:02 #

    Ótimo…

  5. Estudos teológicos 10 de janeiro de 2018 at 14:45 #

    Muito bacana, é sempre bom manter a boa prática.

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