Generosidade ou avareza?

GENEROSIDADE OU AVAREZA?

 

 

Texto básico:  Atos 4.32-37

Texto devocional:  2 Coríntios 9.6-15

Versículo-chave:  2 Coríntios 8.9
“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos”

Alvo da lição:
Ao estudar esta lição, você terá condições de avaliar sua contribuição para a obra do Senhor e decidir ser generoso para a expansão do evangelho.

Leia a Bíblia diariamente
seg 1Cr 29.1-21
ter 2Co 8.7-15
qua 2Co 8.16-24
qui Rm 14.1-12
sex At 2.42-47
sáb 2Co 11.7-11
dom Fp 2.1-4

 

Introdução

Jesus declara que onde estiver o tesouro do homem aí estará também o seu coração (Mt 6.21). A generosidade e o bem-estar dos outros são campo bem seguro e confiável para investimento da vida e dos bens. Quando nosso Senhor nos ordena a acumular “tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt 6.20), refere-se à causa do reino com sua capacidade vertical e horizontal, isto é, abrange os céus com a glória de  eus, e a terra, com a salvação dos perdidos e assistência social aos desfavorecidos e necessitados.

Podemos entesourar, com ações evangélicas, nessas áreas, como nossos bens e dinheiro e colheremos para a eternidade ( Jo 4.36). Essas verdades nos vêm mais claramente quando lemos Mateus 6.24, em que o Mestre faz-nos entender que não podemos servir a dois senhores: “não podeis servir a Deus e às riquezas”. Se formos sinceros, reconheceremos que quando não somos generosos nos omitimos, porque o amor e o apego às riquezas foram mais fortes em nossa decisão.

Há muitos entre nós que poderiam e deveriam aplicar mais recursos no trabalho de Deus, mas preferem a indiferença e a omissão de um coração fechado e avarento.

Esta lição está especialmente alicerçada em oração para que Deus sensibilize seu coração e o liberte de todo egoísmo, para que mãos fechadas se transformem em mãos abertas e corações generosos: “minha prata e ouro toma, nada quero Te esconder”.

Aplicação
Vamos discutir abertamente nossa atitude para com o dinheiro e checar a mordomia dos bens que Deus nos deu.

I. O que o dinheiro representa

1. Para Deus (1Cr 29.10-14; Sl 24.1)
Se olharmos de maneira global e ampla, concluiremos que o dinheiro é parte de tudo o que pertence a Deus: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Deus não tem casa de moedas, mas tudo é Dele. A matéria-prima do dinheiro (níquel, prata, ouro, cobre e celulose) foi criada por Deus, e a Ele pertence por direito de criação (1Cr 29.11,14).

Aplicação
Deus é o dono de tudo; a Ele pertencem todas as coisas (1Cr 29.11).

2. Para o homem que não teme a Deus (1Rs 21.1-4)
O homem que não teme a Deus acha que o dinheiro pode comprar tudo, inclusive a dignidade, a honra e a reputação do próximo. Usa a riqueza para alimentar seus interesses pessoais ou egoísmo, como Acabe, rei de Israel.

3. Para o crente infiel (At 5.1-10)
Um dos relatos mais tristes da igreja apostólica está no texto acima. O dinheiro para Ananias e Safira representou o apego às coisas materiais, à aparência de piedade cristã e à mentira camuflada de generosidade.

4. Para o crente fiel (At 4.36-37)
Deus é o Senhor de tudo o que existe no céu e na terra. “Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” (At 17.25). A mordomia cristã parte desse princípio: somos administradores e mordomos de tudo o que temos e de tudo que somos; ainda temos a responsabilidade de servos, e a figura que mais se encaixa nessa função é do “fiel depositário” com direitos, prerrogativas e deveres na administração daquilo que nos foi outorgado, inclusive o dinheiro, o qual representa vida, tempo, horas, talentos e esforços. Quando ofertamos, damos parte da vida.

Aplicação
José de Arimatéia e Barnabé são bons exemplos de generosidade voluntária e prática consistente de ação social.

II. Mordomia no ganhar (Gn 47.14,20)

A história de José do Egito mostra- -nos um aspecto desafiador na área de ganharinheiro e bens visando a grandeza de outrem, no caso, Faraó. José chegou a comprar toda a nação (Gn 47.14,20) para seu senhor, incluindo gado, terra e escravos. Sua mordomia era acompanhada de sábia administração e missão fiel, pois seu interesse maior era corresponder à confiança que lhe foi dada. Qual o segredo do sucesso que teve?

1. Sua vida era controlada pelo Espírito Santo (Gn 41.38-40)
Somente o homem espiritual tem a capacidade de adquirir riquezas e bens no propósito de agradar a Deus e usá-los para a glória do Senhor e o bem do próximo.

2. Sua ação administrativa
Sua ação administrativa ia além de seus interesses pessoais (Gn 47.20,23)

3. Sua generosidade
Sua generosidade alcançou os que não a mereciam (Gn 45.3-15; 47.11-12)

4. Sua convicção
Sua convicção era de que tudo vinha de Deus

Muitos dos crentes têm habilidades em ganhar dinheiro e só não são grandes empresários por causa da infidelidade e por se deixarem levar pelos interesses pessoais e pelo amor aos bens materiais; não são altruístas no exercício da economia cristã e Deus lhes tirou a oportunidade da prosperidade material.

 

III. Mordomia no uso do dinheiro

Quando ganhamos dinheiro honestamente, com a capacidade e oportunidade que Deus nos oferece, devemos, também, nos revestir da sabedoria do alto, para usá-lo devidamente dentro da vontade de Jesus. Nosso Pai Celeste é liberal e Ele permite que grande parte dos recursos que temos apliquemos para nós mesmos, nossa família e o suprimento de nossas necessidades. O pecado é destinarmos tudo à satisfação do ego. Vejamos alguns fatos bíblicos de pessoas que marcaram a história cristã no sábio uso do dinheiro.

1. Maria de Betânia (Jo 12.1-8)
Pergunte para a classe: Como Maria usou seu dinheiro e por que o fez? Um denário equivalia à diária de um trabalhador. Calcule a oferta em valores atuais.

aplicação
Quem ama oferece e entrega o que lhe é de maior valor. !

2. Tabita ou Dorcas (At 9.36-39)
“Ela era notável pelas boas obras e esmolas que fazia”. Aquela serva de Deus usava parte de seu dinheiro em caridades, fazendo túnicas e vestidos para viúvas pobres da igreja.

aplicação
Devemos ser ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir (1Tm 6.18). !

3. Lídia de Filipos (At 16.15)
Mostrou-se generosa em usar parte de seus recursos para hospedar missionários em sua casa. Sabe-se que ela era uma próspera comerciante.
“Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.” Atos 16.15

4. A igreja de Antioquia
Usou suas rendas para o envio dos missionários Paulo e Barnabé aos povos não alcançados, além de atender às necessidades locais. Os exemplos dessa lista continuam vivos nas páginas sagradas e nos desafiam hoje para assumirmos diante de Deus a responsabilidade de aplicar o dinheiro da maneira certa.

Conclusão

No final desta lição, devemos avaliar nossa sementeira (2Co 9.10) para vermos se ela está sendo suprida e aumentada, e seus frutos, multiplicados; se estamos sendo enriquecidos para toda generosidade (2Co 9.11).

Outros estão tributando graças a Deus por nossa atitude liberal? (2Co 9.12-15). Vamos nos comprometer com o evangelho e sua expansão, mas também com a assistência aos pobres, pois a generosidade é dom de Deus.

Autor da lição: Pr. Enoque Vieira de Santana
>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Tudo Entregarei”. Usado com permissão.

 

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3 Comentários para “Generosidade ou avareza?”

  1. antonio carlos 5 de agosto de 2014 at 8:39 #

    excelente estudo vou ministrar na igreja sem negar a fonte foi muito edificante que o nosso Deus te abençoe poderosamente.

  2. Regina Helena Nogueira Couto 16 de agosto de 2015 at 8:57 #

    É verdade! Tudo que semeamos, colhemos multiplicadamente, da mesma qualidade.
    Certo fazendeiro era famoso pela qualidade do seu milho, e por isso, anualmente ganhava prêmios. Nesses festivais, ele distribuía sementes para os vizinhos. Certa vez uma pessoa questionou: – “Se você distribui a sua melhor semente irá perder o prêmio dos próximos festivais. Eles são seus concorrentes”.
    O fazendeiro respondeu: – “O milharal dos meus vizinhos fornece pólen que, levado pelo vento, fecunda o meu milharal. Se eles não tiverem uma cultura de milho de boa qualidade genética além de perder os prêmios, perderei a fonte de renda da minha família. Melhorando a produção dos meus vizinhos, melhoro a minha também”.
    As abelhas dançam indicando fontes de alimento. Isto é fundamental pra sobrevivência de sua colmeia.
    ‘Dançando e semeando: http://destilardosfavos.blogspot.com.br/2013/07/dancando-e-semeando-danca-das-abelhas.html

  3. DTG 20 de outubro de 2015 at 13:03 #

    Muito bom o estudo ! gostei, está falando direto no coração,
    que o senhor continue te abençoando meu amado, fique na paz do Senhor.

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