Confiança e desconfiança. Qual a medida certa?

CONFIANÇA E DESCONFIANÇA ENTRE CRISTÃOS

 

Texto Básico:  Jr 17.5-8

Introdução

Na primeira edição de 2014 da revista Ultimato, o colunista Rubem Amorese escreveu sobre Confiança e confiabilidade. O artigo começa assim:

Gente crente é gente que confia, que acredita. Entretanto, se Deus é fiel, nem sempre nós também somos. E a “desconfiança” pode contaminar gerações. Explico.

Em geral, gostamos de confiar uns nos outros. A confiança torna a vida mais fácil, mais prazerosa. Na Bíblia, esse valor aparece como “fidelidade”: Deus é fiel; Deus é confiável. Assim também as recomendações quanto à família cristã ou quanto aos candidatos a cargos na igreja sempre requerem homens e mulheres fiéis, que criaram filhos fiéis. No grego, “pistóis”: confiáveis, de confiança (2Tm 2.2).

De fato, temos dificuldade em confiar em pessoas instáveis, fracas ou volúveis. Ou seja, só confiamos em pessoas confiáveis.

Na família, há pais que têm problemas para confiar. São desconfiados. Então, como ensinarão seus filhos a ser confiáveis?

 

Estudos de caso e perguntas para discussão

1. O texto de Jr 17.7 serve para apoiar a desconfiança generalizada e injustificada ou diz respeito à necessidade de não distribuir com o homem a confiança que deve ser colocada exclusivamente em Deus? Veja a passagem toda, de 5 a 8.

>> Leia agora os textos de Sl 118.5-9 e 146.3-7 e faça o mesmo exercício.

2. Coloque-se no lugar de Paulo na circunstância narrada em At 9.26-30. Lembre-se de que o apóstolo havia se convertido e recebido o batismo três anos antes, em Damasco, a 215 Km de Jerusalém (Gl 1.15-19). Além disto, ele já havia corrido risco de vida por amor ao evangelho (At 9.23-25 e 2 Co 11.32-33). O que seria de você se não houvesse indivíduos como Barnabé, prontos a abrir mão da desconfiança? (Veja mais sobre Barnabé em At 15.36-41.)

3. Assuma agora a posição de Josué depois de perceber o logro dos gibeonitas em Js 9.3-21. O que faltou a Josué – um pouco de desconfiança, consulta a Deus ou ambas as coisas? (Veja o verso 14.)

4. Por que Jesus não confiava nos muitos judeus que creram nele em Jerusalém por causa de seus milagres (Jo 2.23-25)?

5. Imagine dois personagens: A e B. B é inconstante, irresponsável, fingido, desleal. A convive com B e trata-o com desconfiança. Qual dos dois está errado e deve mudar? Veja Sl 41.9 e Pv 25.19.

6. Veja estas opiniões contra a desconfiança e a favor dela:1) “A desconfiança é o farol do sábio”(Shakespeare). 2) “Nas coisas humanas, o que salva não é a fé, é a desconfiança” (Napoleão). 3)”Somos muito mais enganados pela nossa desconfiança do que pela nossa confiança”(Cardeal de Retz). 4) “ Quem desconfia convida os outros a traí-lo” (Voltaire). 5) “Não confieis naquele que em ninguém confia” (Graf). 6) “É preferível morrer a desconfiar sempre”(Júlio César). 7) “É extremamente difícil não nos excedermos quer na desconfiança, quer na confiança” (Teognes).

7. Afinal, qual a medida certa? Que acha da fórmula oferecida por Jesus aos Doze: “Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16)?

 

Para refletir, leia os textos textos indicados e marque as afirmativas corretas (C) e incorretas (I)

(   ) “Há em crer demais e em crer muito pouco o mesmo perigo” ( Diderot)

(   )  O amor “ tudo crê, tudo espera” (1 Co 13.7), mas a Palavra de Deus também manda acautelar-se – pôr alguém de prevenção (Mt 7.15, 10.17, 16.6, Fl 3.2 e 2 Jo 8).

(   )  Quando Jesus disse que um dos Doze o trairia, todos imediatamente pensaram em Judas (Ver Mt 26.20-22 e Jo 13.21-22).

 

Sugestões práticas:

1. Procure inspirar e merecer confiança

2. Não desconfie sem justa razão, por antipatia pessoal, por juízo temerário, para prejudicar.

3. Lembre-se de que “a desconfiança moderada é, às vezes, proveitosa; nunca o é, porém, a desconfiança excessiva” (Sílvio Pellico).

Autor do estudo: Elben César. Publicado originalmente pela revista Ultimato, edição 114.

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