Fé e Obras

FÉ E OBRAS

Texto básico: Tiago 2.14-26

Texto devocional: Gênesis 22.1-19

Versículo-chave
“Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2.26).

Alvo da lição
O aluno entenderá que a fé deve, necessariamente, ser traduzida em obras que beneficiam o próximo e glorificam a Deus.

Leia a Bíblia diariamente
– Segunda: Mt 5.13-16; 25.31-46
– Terça: Lc 10.25-37; Ef 2.10
– Quarta: 1Jo 3.16-18
– Quinta: Gn 15.1-21
– Sexta: Gn 22.1-19
– Sábado: Js 2.1-24
– Domingo: Rm 4.1-25

Você acreditaria numa pessoa que se diz eletricista, mas não consegue trocar uma lâmpada? Você acreditaria num homem que diz ser excelente piloto, mas não consegue estacionar o carro numa garagem? Você acreditaria em alguém que diz ser matemático, mas não sabe o resultado de 8 x 8? Tiago também quer saber como é que uma pessoa pode dizer que tem fé, mas não possui uma obra, nem uma sequer, para poder provar esta fé! O problema é sério!

Qual é a fé que salva? Como conciliar Romanos 3.28 com Tiago 2.24? Estaria Tiago contradizendo o ensino de Paulo? Qual o papel das obras na salvação?

I – QUAL É O PROBLEMA?

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?” (Tg 2.14).
O versículo acima, que é uma pergunta, leva-nos ao ponto central deste parágrafo, ou desta lição. Tiago quer saber como uma pessoa sem obras pode dizer que está salva? Antes que você pense errado, acompanhe comigo algumas observações.

1. Tiago inicia o parágrafo fazendo uma pergunta (Tg 2.14)

Uma pergunta não é uma afirmação. Uma pergunta chama ou espera uma resposta. Então, o autor está apenas iniciando o diálogo com seus leitores. A palavra“proveito”, no grego, significa “lucro ou vantagem”. Não pense que Tiago esteja pregando a salvação pelas obras, contradizendo o apóstolo Paulo. Analise as três afirmações a seguir:

a. Tiago dirige suas perguntas a alguém que defende a “fé somente”.
b. Tiago não afirma que a fé não pode salvar; ele está dizendo que a fé que essa pessoa afirma ter, ou seja, uma fé sem obras, não pode salvar.
c. Paulo e Tiago querem dizer a mesma coisa com a palavra “obras”: atos praticados em obediência à Palavra de Deus. A diferença entre eles é o contexto em que estas obras são praticadas. Paulo nega que as obras possam ter algum valor em nos colocar num relacionamento com Deus; Tiago insiste em que, uma vez estabelecido o relacionamento, as obras são essenciais (Tiago: Introdução e Comentário, Douglas Moo, p. 100).

2. Tiago ilustra de cinco maneiras o ensino que quer transmitir (Tg 2.15-25)

a. Indiferença em face dos irmãos necessitados (v.15-17).
Como reage o crente? Ele se despede das pessoas necessitadas usando palavras evasivas e piedosas: ”Vá em paz, irmão”, ou “estarei orando por você.” Mas o necessitado não está precisando de oração, e sim de auxílio material. Observe que Tiago não está falando de alguém na igreja que está querendo um carro mais novo ou uma casa na praia ou no campo. Ele está falando de gente na igreja que não tem o pão de cada dia e roupa suficiente para se cobrir ou se proteger do frio. O prefeito, não evangélico, de uma cidade do interior de São Paulo fez a seguinte afirmação: “Quando vejo um mendigo na rua, tenho a certeza que ele não é evangélico”. Que testemunho bonito, demonstrando que os crentes estão cuidando dos seus (1Tm 5.9)!

b. Pergunta retórica (v.18).

É o que os gregos chamavam de diatribé, isto é, “questões e objeções que são postas na boca de um crítico imaginário” (F.F. Bruce); recurso literário que Paulo usou muito na carta aos Romanos. Leia este versículo em outra versão: “Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé, e eu tenho ações.” E eu respondo: “Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações” (NTLH). Tiago não está simplesmente desafiando alguém de maneira inconsequente, ele só declara que a fé sem obras não é uma fé genuína e não pode ser provada.

 

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c. Demônios (v.19).

Pode soar estranha a afirmação que demônios creem! Todavia, observe duas coisas. Primeiro, o autor pergunta: “Crês tu que Deus é um só?” A confissão da unidade de Deus (Dt 6.4) fazia parte da doutrina básica recitada duas vezes ao dia pelo judeu piedoso. Jesus confirmou isto em Marcos 12.28-29. A segunda coisa a observar é a natureza da “fé” dos demônios, que é uma mera apreensão intelectual. Aceitar certas coisas como verdadeiras não significa um envolvimento ou entrega pessoal. Na época de Jesus (assim como nos nossos dias) muitas pessoas acreditaram que Ele era quem dizia ser, mas nem por isso se tornaram Seus discípulos (cf. Jo 6.14-15). O próprio Pilatos declarou, duas vezes, a inocência de Jesus Cristo (Jo 18.38; 19.4). Resumindo: Tiago está afirmando que esta espécie de “fé demoníaca” é um simples reconhecimento de uma verdade. Eles chegam a tremer (literalmente, “eriçar cabelos”), mas sabemos que não são salvos. A fé salvadora vai além do intelecto, pois afeta nossa vontade e nossas ações.

d. Abraão (v.20-24).

Agora Tiago volta ao passado, e vai buscar o personagem do Antigo Testamento que ficou conhecido como o “pai de todos os que creem” (Rm 4.11), Abraão. Interessante notar que é o mesmo homem de quem o apóstolo Paulo lança mão quando quer ensinar a doutrina da justificação pela fé em Romanos 4. Todavia, existe uma diferença crucial que precisa ser feita. Quando Paulo fala de Abraão, ele menciona Gênesis 15.1-6, onde Deus fez a promessa e Abraão “creu no Senhor, e isso lhe foi imputado (“creditado” – NVI) para justiça” (Gn 15.6).

Quando Tiago cita Abraão como parte do seu argumento, ele menciona o homem que está sendo provado por Deus em Gênesis 22 e conclui. “Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou” (Tg 2.22). Os dois escritores do Novo Testamento citam o mesmo Abraão, mas Paulo está em Gênesis 15, na promessa; enquanto Tiago está em Gênesis 22, quando Isaque já é um cumprimento vivo e palpável. Em outras palavras, quando Abraão ofereceu seu filho Isaque, mostrou com esta obra a sua fé.

e. Raabe (v.25).

A história de Raabe é descrita em Josué 2.1-21, e também é citada em Hebreus 11.31. Ela havia se convencido de que “o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” ( Js 2.11). Baseada nesta “fé”, ela “acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho” (Tg 2.25). O autor de Hebreus enfatiza a fé de Raabe, enquanto Tiago assinala as obras de Raabe.

3. As conclusões de Tiago (Tg 2.17, 24, 26)

Observe como estes versículos começam:
• v.17 – “Assim também”
• v.24 – “Verificais que”
• v.26 – “Porque, assim como”

São palavras que exprimem uma conclusão. Significam que Tiago apresenta um relato racional da sua tese doutrinária: uma fé sem obras é falsa, inoperante, estéril e morta.

II – O QUE SIGNIFICA?

Podemos responder à pergunta acima com as seguintes afirmações.
1. Obras não produzem fé; mas a fé produz obras, e as obras confirmam a fé.
2. O contraste é entre a fé sem obras e obras sem fé, e não entre fé e obras.
3. A questão não é uma opção entre fé e obras; mas sim entre a fé viva e a morta.

4. Tiago nunca afirma que as obras podem salvar; mas sim que a fé genuína e viva sempre redundará em boas obras. Alguns acham que o ensino de Tiago contradiz o ensino de Paulo acerca da justificação pela fé. Todavia, o quadro comparativo abaixo procura esclarecer a questão.

Paulo “versus”Tiago

O que Paulo rejeita são obras sem fé.
O que Tiago rejeita é fé sem obras.
Paulo nega a eficácia das obras antes da conversão.
Tiago apela à necessidade das obras depois da conversão.
Paulo declara como alguém é justificado.
Tiago enfatiza como alguém deve viver depois de justificado.
Paulo confirma a declaração por Deus da nossa retidão.
Tiago fala da demonstração de nossa retidão.
Abraão foi justificado porque creu em Deus.
Abraão foi justificado porque obedeceu a Deus.

 

Não temos que fazer opção por um ou outro. Temos que aceitar o ensino dos dois, porque eles se completam, e não se contradizem. Quando somos confrontados com a doutrina da salvação pelas obras, temos que chamar o teólogo Paulo, como fizeram os reformadores. Entretanto, quando somos confrontados pelos que acham que obras são desnecessárias para os cristãos, devemos ouvir o pastor Tiago.

III – O QUE APRENDEMOS?

1. Que desafios há para nós nesta lição?
2. O que aprendemos de novo?
3. Há neste texto alguma proposta para mudarmos algo em nossa vida?
4. Que outros textos confirmam este ensino? Sugestão: Procure na seção “Leia a Bíblia diariamente”, no começo desta lição.

Conclusão

Por toda a epístola de Tiago fica claro que o problema dos irmãos destinatários não era a ortodoxia (doutrina correta), mas a ortopraxia (prática correta). Eles não tinham problemas com o “crer”, mas com o “fazer”. É um desafio para todos nós, que enfatizamos tanto a salvação pela fé em Cristo Jesus, e constantemente nos esquecemos que nossas obras serão julgadas. No encerramento desta lição, vale reler 2Coríntios 5.10: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.”

Autor da lição: pr. José Humberto de Oliveira

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Tiago: a Fé em Ação”. Usado com permissão.

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56 Comentários para “Fé e Obras”

  1. waltraude 1 de fevereiro de 2014 at 20:01 #

    sou professora de escola biblica, assim essa mensagem me ajudou muito na questão da fé morta e fé viva. em tiago 2.1926….DEUS ABENÇOE VOSSO MINISTÉRIO. CADA DIA MAIS. OBRIGADA ASSIM: WAL;.

  2. Edvaldo Alves da Silva 27 de junho de 2014 at 10:58 #

    parabens! pelo excelente comentário, Deus abençoe.

  3. Plinio Patricio 2 de julho de 2014 at 21:35 #

    Ótima lição, que Deus continue abençoando suas vidas e que possamos permanecermos fiéis a essa doutrina maravilhosa, a palavra de Deus.

  4. Rayane Ribeiro 5 de julho de 2014 at 15:23 #

    Maravilhosa lição! Consegui abrir minha mente para dar uma explicação melhor para meus alunos. Ótimo mesmo, baseado em versiculos, adorei! Louvado seja Deus pelas suas vidas

  5. Elias gomes de lima 6 de julho de 2014 at 17:48 #

    dois tipo de fe, a morta e a viva , natural e sobre-natural , ate para ter fe e preciso ter fe. a fe sem obras salva sim. muitos sao salvos , na ultima hora ou num hospital e la permanece as vezes anos , depois morre e salvo. o ladrao na crus, muitos na hora da morte em um acidente etc. as obras pela fe produs maior galardao ou premio.

    • Alex 3 de março de 2015 at 22:26 #

      Caro, irmão. O que Tiago está dizendo é que se alguém é salvo em Cristo necessariamente produz os frutos de amor dessa salvação. Claro que se alguém não teve a oportunidade de exercitar a fé genuína na prática relacional com as pessoas é salvo. Mas essa não é proposta de Tiago, como bem enfatizou o amado Pastor.

    • claudia barbosa 11 de outubro de 2016 at 14:19 #

      Boa tarde Elias, concordo com você, que obras aquele ladrão tinha para ter fé, nenhuma,que obras ele tinha para salva-lo, nenhuma, mas a fé principal e genuína ele teve na ultima hora, quando pediu para Jesus se lembrar dele, ele reconheceu que estava diante do único que poderia salva-lo por isso pediu para ele se lembrar dele ,mas concordo com a explicação do irmão porque quando temos fé genuína temos obras porque o espírito que passa habitar em nós que o espírito santo, nos transforma e mudamos completamente e começamos a ter obras ,quais obras, temos temor de Deus, temos compaixão do próximo e o ajudamos, temos domínio próprio, que são os frutos do espírito, eu creio desta forma.

      a paz de Cristo esteja com você.

  6. joão batista de souza 16 de julho de 2014 at 18:50 #

    palavra que a igreja precisa reter para edificação constante, dou graças a Deus pela vida do Pr Jose Humberto que o Espirito Santo a cada dia de mais sabedoria a amado pastor para estar escrevendo estes textos abençoaos, edificantes para o leitor que lê e crê como ABRAÃO,mostrando sua obra.

  7. Tarcisio Miranda 12 de agosto de 2014 at 18:53 #

    Muito bom este estudo.
    Me ajudará muito!

  8. carline 13 de agosto de 2014 at 10:08 #

    ótimo muito clara e objetiva, parabéns pela lição. que Deus os abençoe confie sempre em Deus e em sua palavra.

  9. gelson jar 13 de agosto de 2014 at 20:24 #

    muito bom esse estudo …..sou professor biblico dominical….e isso me ajudou muito..

  10. reinaldo 14 de agosto de 2014 at 22:21 #

    eu sei que tenho cada vez mais tenho vontade de aprender na biblia sagrada nao importa o que digam para mim amo a Jesus meu salvador.

  11. Vandilson p. Ferreira 15 de agosto de 2014 at 20:19 #

    Muita clara e objetiva parabéns!!!!!

  12. Napoleao monteiro de carvalho 16 de agosto de 2014 at 20:46 #

    muito bom gostei, que Deus continue te usando muitissimo.

  13. Oseias 16 de agosto de 2014 at 22:22 #

    Ótima explicação! Parabéns ao elaborador deste estudo e glórias a Deus.

  14. Osvaldo Barbosa 17 de agosto de 2014 at 0:15 #

    Ola meu querido Irmão como o seu comentario foi esclarecedor e consistente dentro da ortodoxia bíblica que cristo continue te usando .

  15. GERSON LUIS SILVA 17 de agosto de 2014 at 0:36 #

    À APOLOGÉTICA DA FÉ, SÓ TEM BASE QUANDO A FÉ SE MATERIALIZA,

    ATRAVÉS DAS OBRAS.

    A FÉ SEM OBRAS É COMO O CORAÇÃO SEM SANGUE, MORRE.

  16. Rômulo Cícero 17 de agosto de 2014 at 9:47 #

    Very nice! Clear, concise and direct. Hope more studies of this level, I’ll use as the Works of the site as a reference from now on.

  17. ivo 18 de agosto de 2014 at 18:08 #

    uma benção de estudo!
    Deus abençoe.

  18. Dubis pires 18 de agosto de 2014 at 23:43 #

    Me deliciei, com esse estudo, acrescentou em muito na aula que darei, na próxima escola dominical , parabéns , que Deus continue te dando sabedoria para honra e glória do Senhor !!!

  19. Marcio Melquiades 20 de agosto de 2014 at 10:56 #

    Mas, enquanto a Romanos capitulos 3 e 4? Lá se dá outra explicação, outro entendimento à justiça dada a Abraão!!

  20. itamar feitosa santos 24 de outubro de 2014 at 6:15 #

    Parabens pela instruçao,viajei no ensino,tirei minhas duvidas e vou pregar semelhantemente atraves deste ensino.Que Deus Pai,continue te dando sabedoria em nome de Jesus,amem!

  21. ALISSON MOISÉS MOREIRA DE SOUZA 4 de novembro de 2014 at 9:26 #

    Muito bom o comentário! Certamente guiado pelo Espírito de DEUS, ajudou muita gente!

  22. Alessandro 18 de dezembro de 2014 at 15:31 #

    Bom, estava começando a fazer um estudo desse capítulo, e poxa me ajudou muito, e creio que vai ajudar a muitos também! Obrigado!
    Que Deus abençoe mais.

  23. Matheus Barcelos 22 de janeiro de 2015 at 23:34 #

    Glória a Deus! Deus abençoe sua vida Pastor. Meus neurônios já estavam derretendo com essa dúvida, Paulo ou Tiago? Por fim, Deus esclareceu através do senhor!

  24. William Lemos 12 de fevereiro de 2015 at 12:53 #

    ótimo este ensinamento, Deus falou muito comigo através deste estudo!
    Deus abençoe muito sua vida e seu ministério!

  25. Lucineide Amaral 15 de março de 2015 at 12:06 #

    Ótimo estudo! Tirei algumas dúvidas, Deus continue abençoando e lhe dando a cada dia mais e mais sabedoria. Amo o Senhor Jesus!!!

  26. SENI ARAUJO 13 de abril de 2015 at 20:55 #

    amei este estudo , foram eclarecidas muitas duvidas.o ESPIRITO SANTO TEM ME DESPERTADO PARA ESTUDAR A ESPISTOLA DE DE TIAGO , ACERCA DA FE Y DAS OBRAS , ESSA E UMA CARTA TREMENDA COM MUITISIMA SABEDORIA !ESTUDO PROFUNDO , MARAVILHOSO, TE FELICITO PR AUTOR DO ESTUDO , DEUS TE ILUMINE CADA DIA MAIS !

  27. Valdinei dos Santos 14 de junho de 2015 at 16:56 #

    O público de Paulo era diferente do público de Tiago. Paulo em Gálatas 5:06 luta contra a exigência da ‘Circuncisão’ dizendo que Fé é a base da nova Aliança em Cristo Jesus, mas diz também na fé que atua pelo Amor. Em Tiago isso é confirmado: “A fé sem obras é morta”. Toda obra feita com amor somado a fé, se completa.
    Seu texto é esclarecedor e nos ajuda a meditar na compreensão da Palavra.
    Obrigado!

  28. Rafael Augusto 23 de julho de 2015 at 9:43 #

    Excelente lição. Parabéns!!! Que Deus continue lhe usando com sabedoria e graça.

  29. Antonio Freitas 29 de julho de 2015 at 22:39 #

    Muito obrigado, Pastor. que o Mestre Jesus te abençoe e continue te usando como instrumento para esclarecer a muita gente busca o entendimento do evangelho.

  30. Eduardo 24 de agosto de 2015 at 14:02 #

    Sou católico e louvo a Deus pela sabedoria com que esse irmão expôs a questão da fé e obras pois muitos ao longo dos anos enfatizaram uma coisa ou outra e as duas estão interligadas. Obrigado

  31. wellington carvalho 20 de outubro de 2015 at 12:49 #

    o próprio JESUS CRISTO confirmou a importância da fé com obra!!! /E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?
    Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.
    Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.
    E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.
    E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.
    Lucas 18:18-22/// isso nos deixa bem claro que: UMA FÉ SINCERA,PRODUZ ÓTIMAS LINDAS E PERFEITAS OBRAS!!!

  32. conceicao 26 de outubro de 2015 at 17:36 #

    Obrigada! Aqui fica a mensagem, para todo cristao que ama e segue Cristo a exemplo dos Apostolos Tiago e Paulo. valeu Padre… Deus vos abençoe
    MOcambique

  33. Aristides 10 de janeiro de 2016 at 16:40 #

    Muito confuso as explanações. Direto ao assunto: Quem tem toda a autoridade é Jesus que é superior a todos e Ele diz em Mateus cap. 25: a cada um segundo suas obras. Basta entender que obras significa o amor em prática, pois também está escrito que Deus é amor. Também Jesus nos ensina que o maior mandamento é amar a Deus e ao próximo. Esse negócio de Salvação pela fé não cola.

  34. andre luiz da silva 11 de janeiro de 2016 at 22:57 #

    antes de qualquer um criticar a explicaçaõ do irmaõ ve se você ora mais do que trabalha jejua mais do que fala,ler a biblia mais do que conversa com outras pessoa,jesus foi criticado por muito doutores da lei,fariseu,mestre de sinagogas etc antes de alguem criticar quantos minutos voce tem orado pela vida dele e a sua familia em ????????? falar e muito facil fazer o que ele fez ai e dificil ne ??????

  35. andre luiz da silva 11 de janeiro de 2016 at 23:00 #

    criticar o irmaõ facil faz o que ele fez,sabidaõ,parabens amado

  36. Waldecy Antonio Simões 16 de fevereiro de 2016 at 13:37 #

    Segundo Jesus, as boas obras são imprescindíveis como parte importante para a salvação na Eternidade.

    A bem da Verdade, vamos expor, aqui, um gigantesco erro bíblico praticado pela maioria dos pastores evangélicos, e até mesmo pelos teólogos, pois provaremos, sem dúvida alguma, que no Evangelho do Apóstolo Paulo há citações distintas que nos mostram, seguramente, a existência de dois tipos de obras e dois tipos de leis. E é exatamente por desconhecer essa importância bíblica, ou por ignorar segundo suas conveniências doutrinarias pelas quais promovem confusões, os pastores do mundo todo, na maioria, ensinam errado.
    Mostraremos, aqui, sem possibilidade alguma de refutação honesta, o próprio Filho de Deus, em várias colocações bíblicas, confirmando, diretamente, a Salvação pelas obras e a condenação pela falta delas.
    (Os textos bíblicos aqui expostos são da tradução de João Ferreira de Almeida (https://www.bibliaonline.com.br)
    A salvação na eternidade se dará pela fé, por obras ou por ambas?
    “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. Tiago 2:18.
    O Espírito Santo de Deus já nos revelou, pelo apóstolo Paulo, que a maior das virtudes cristãs não é a Fé, e sim o Amor, mas o amor verdadeiro, que necessariamente tem de estar integrado às obras de caridade por amor ao semelhante. De outra forma, esse amor será inválido perante Deus. Amar ao semelhante sem socorrê-lo em suas necessidades básicas, também nas espirituais, é omissão e jamais amor cristão:
    “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. I Coríntios 13:13.
    O que Jesus mais fez em seus três anos de Ministério senão Obras? Ensinou, consolou, curou, ressuscitou, deixou exemplos de humildade lavando os pés de seus amigos e, a principal de suas obras, essa Inefável, deu-se quando ofereceu-se em holocausto para redimir a Humanidade, habilitando-a a cruzar os Portais do Reino de Deus no Grande Dia da Volta de Jesus, antes fechado a todos (João 14:1-2).
    “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”. Jesus, em João 15:13
    Por isso, vamos mostrar aqui, sempre fundamentado nas Escrituras, o gigantesco erro de pastores e teólogos que, valendo-se de interpretações evangélicas não condizentes com a Verdade, principalmente da Carta aos Gálatas, ensinam errado quanto ao valor das obras.
    Os pastores evangélicos, em sua maioria, se desviam das revelações de Jesus quando essas atentam contra as suas doutrinas congregacionais, pelas quais ensinam que a salvação se dará pela fé, e não por obras.
    Bem, vamos agora à Verdade Total, pois o Espírito Santo de Deus é quem nos revelará, através do Filho, para que não haja a mínima dúvida: a salvação pelas obras e a condenação pela falta delas. São várias, indiscutíveis e contundentes as revelações, mas vamos apenas à dez delas, as mais relevantes:
    1) Mateus 25:31 a 44: “Quando vier o Filho do homem com seus anjos e na glória, reunirá toda as nações à sua frente, separará as ovelhas dos cabritos… e dirá às ovelhas: Vinde benditos de meu Pai, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me beber….”.

    Revelações do Filho de Deus, que nos revelam, de modo indiscutível, a salvação também pelas obras. Ou será que você, cristão, terá a ousadia nociva de contestar o próprio Jesus Cristo?

    Depois, Jesus se voltará aos cabritos e lhes dirá: “Tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber… E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”.

    E maioria evangélica alega que não seremos salvos pela guarda das leis, nem pela prática de boas obras, mas “pela misericórdia de Deus”, como se só isso, simples assim, fosse o bastante para o ingresso eterno no Reino de Deus, o que caracterizaria alcançar o Reino de Deus sem esforço algum. Que bom! Mas o Evangelho revela bem diferente:
    “E, se ao justo é difícil ser salvo, o que será do ímpio e pecador?”. 1 de Pedro 4:18.
    “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim também como eu guardo os Mandamentos de meu Pai, e no seu amor permaneço”. João, 15.10, lembrando que os Mandamentos do Pai são dez.

    2) Novamente o Espírito Santo nos revela, através do Filho, através da monumental e altamente esclarecedora Parábola do Samaritano (Lucas 10:30), a Salvação pelas obras e a Condenação pela falta delas (subentende-se):

    Os dois personagens bíblicos dessa maravilhosa Parábola tinham fé, senão não estariam, em suas montarias, dirigindo-se ao templo para honrar e louvar a Deus, no entanto, por isso mesmo, convenientemente se desviaram da maior das virtudes cristãs: O Amor de servidão ao semelhante, que vale mais que mil horas sob o teto do templo, pois negaram-se a socorrer um homem bastante ferido e distante do povoado. Faltaram as boas obras, que sempre representam um sacrifício pessoal e, nesse caso, o socorro teria de ter absoluta prioridade sobre a simples presença no templo a favor da fé.

    Mas o amor de caridade, o único válido (boas obras) surpreendentemente ocorreu através de um homem estrangeiro considerado pagão: ele abandonou a sua missão, os seus interesses, para socorrer o homem ferido que nem conhecia, colocou-o na montaria, e ainda gastou de seu próprio dinheiro para salvá-lo da morte.

    Entenderam o Recado de Jesus Cristo através dessa impressionante Parábola, pastores? Por ela, segundo o Messias de Deus, não adianta a alguém, sob o teto do templo, bradar, por todo o tempo: “Senhor! Senhor!” se esse desviar-se das boas obras, pois vale muito mais ser cristão fora do templo que dentro dele. Dentro de templo é fácil louvar a Deus, pois a corrente é favorável, mas fora dele é que nos defrontamos com inúmeras dificuldades que têm de serem superadas na verdadeira prática cristã, e as obras por amor ao semelhante é a maior e a mais importante delas todas. Sendo assim, ao nomear como muito mais cristão o pagão que os dois do templo, o Espírito Santo de Deus nos mostrou que a fé sem as boas obras é oca, insípida, inválida, e não somam merecimentos para o ingresso no Reino de Deus no Grande Dia da Volta de Jesus (João 14:1-3).

    3) Também pela esclarecedora Parábola do Rico e Lázaro (Lucas 16:19), Jesus nos revela a condenação pela falta de obras: Preocupando-se apenas consigo mesmo e com seus interesses terrenos, faltou ao avarento e insensível rico o necessário amor de servidão ao semelhante (boas obras) e por isso mesmo foi condenado ao Lago de Fogo.

    “Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação”. Jesus, em (Lucas 6:24.

    “E transformarei as vossas festas em luto e os vossos cantos em lamentações”. Amós 8:10.

    4) Novamente, o Espírito Santo de Deus, através de Jesus, nos revela, direta e inequivocamente, a gigantesca importância das boas obras para a salvação – que equivale à metade dos merecimentos, – que são maiores que a fé, através do surpreendente exemplo do Jovem Rico (Marcos 10:17):

    O Jovem Rico certamente tinha fé, pois confessou a Jesus que desde a infância guardava as leis de Deus que são 10 (entende-se), portanto, se as guardava, se procurou a Jesus em consulta espiritual, com certeza tinha fé.

    Mas Jesus revelou-lhe que havia duas condições sinequanon para a salvação: obededecer a Deus guardando os seus mandamentos e depois complementar os merecimentos para a salvação praticando boas obras a favor dos necessitados. E por se apegar muito mais aos seus bens perecíveis que a Deus, o pobre rico negou-se a servir os seus semelhantes, mesmo sendo alertado pelo próprio Filho de Deus, e facilmente entende-se que foi condenado por isso, mesmo porque Jesus nos revelou, em seguida, que é quase impossível a um rico se salvar. Para se salvar, não adianta somente ser batizado, ter fé, reconhecer e aceitar a Jesus como o Senhor, se faltarem as duas condições citadas acima: a obediência ao Decálogo de Deus e a prática das boas obras do Evangelho da Graça de Jesus.

    Então, segundo o Jesus do Amor, o Jovem Rico foi condenado pela falta das obras. Obedecia ao Senhor observando as suas 10 Leis do Monte Sinai, mas faltou-lhe a outra metade dos merecimentos para a Salvação: desapegar-se dos bens materiais a favor das boas obras em socorro aos necessitados. Quanto a isso, atentem-se os pastores: O rico tinha fé, também em Jesus, pois procurou-o numa dúvida espiritual, mas mesmo dotado do dom da fé foi condenado por negar-se a praticar boas obras mesmo sendo alertado pelo próprio Messias de Deus. Se tivesse dividido pelo menos o excedente de suas riquezas, pois não necessitaria dessas sobras para viver decentemente, suas chances de salvação teriam sido consideráveis, segundo as Escrituras.

    Por isso tudo, está provado por Jesus que o amor de caridade tem de sobrepor-se em importância cristã à todas as leis e à toda fé. Ver I Coríntios capítulo 13.

    5) Outro gigantesco exemplo, nos mostrado pelo próprio Jesus Cristo, é a Salvação, também, pelas Boas Obras: a Obra de caridade santa, deveras grandiosa, por acolher um necessitado, exemplo maior em nossos dias tal como a adoção de uma criança, ou de socorro financeiro duradouro a uma delas ou mais:
    “E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, é a mim me recebe”. Mateus 18:5
    . Então os códigos bíblicos para o ingresso nos Portais do Reino de Deus são esses: Obediência e Amor!

    1) Amar ao Senhor guardando seus Mandamentos escritos por ele próprio nas Rochas das Leis.
    2) Amar ao semelhante a ponto de servi-lo nas necessidades básicas.

    6) No Apocalipse, as Revelações de Deus, em todas as sete Cartas à Ásia são ressaltadas as OBRAS, as boas obras.

    Vamos a outro exemplo, deveras muito esclarecedor, a respeito da Salvação também pelas boas obras:

    7) “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. Apocalipse 20:12

    8) Em Tiago, o Espírito Santo de Deus realça, fortemente, as boas obras como absolutamente indispensáveis para a salvação:
    “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
    Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
    Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
    Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.
    Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?”. Revelações do Espírito Santo, em Tiago 2:14-20.

    9) Quando Jesus permitiu, num sábado, que seus amigos colhessem espigas, agiu com o objetivo de mostrar que o amor de caridade (obras) tem de sobrepor-se a toda e qualquer lei, mesmo a do Sábado Santo, pois seus amigos estavam com fome pelas longas caminhadas. (Mateus, 12:1),

    10) O Espírito Santo de Deus, nos revela, em I Coríntios, capítulo 13: preceitos altamente esclarecedores a respeito da monumental importância do amor que faz agir a favor do semelhante necessitado.

    “O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade” Romanos 2:6-8

    Apesar da quase totalidade dos pastores evangélicos que abominam o Quarto Mandamento, o Evangelho os desmentem ao legitimar, mas uma vez, o Decálogo por inteiro:

    “Porque qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei”. Tiago 2:10-11

    “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. (I Coríntios 13:1) Entende-se, então, perfeitamente, que o amor sem a servidão ao semelhante é o mesmo que zeros à esquerda.

    E não adianta acusar os que defendem a salvação também pelas obras, mais que pela fé, e que por isso se assemelham aos espíritas de Kardec, pois está provado pelos escritos do Espírito Santo de Deus, através do próprio Filho, cujas revelações estão colocadas acima que mostram, sem dúvida alguma, que sem as obras não há salvação. Pelo menos nesse ponto, os espíritas estão mais afinados, biblicamente, que os pastores citados, pois aqueles defendem o forte valor das obras de caridade por amor ao semelhante.

    Tem muito mais preceitos que mostram a imprescindível necessidade da prática das obras no nosso dia a dia, mas bastam esses dez exemplos que nos mostraram que não há salvação sem as boas obras. Não adianta só guardar todos os Mandamentos de Deus se faltar as boas obras. Como também não adianta citar o exemplo do ladrão crucificado ao lado de Jesus que se salvou sem obra alguma, porque foi uma exceção à parte e não teve tempo, sobretudo, porque o que Jesus quis nos mostrar nesse exemplo foi o imenso valor do arrependimento (não aprovado e não acatado pelo outro criminoso ao seu lado) pois mesmo no momento de nossa morte, se nos arrependermos sinceramente de nossos pecados, seremos salvos Mas essa opção é arriscada, pois a morte pode nos pegar entre um passo e outro.

    É altamente contraproducente, espiritualmente falando, quando os pastores defendem a Religião da Graça, do amor e da Liberdade de Jesus, porém se desviam da altíssima importância das boas obras, colocando a fé maior que o amor que faz praticar as boas obras. O amor de caridade tem de ter pleno destaque na Religião da Graça de Jesus, deixando a fé em segundo lugar, tal como está revelado em I Coríntios 13:13, pois o mesmo Jesus resumiu todos os Dez Mandamentos em dois grupos: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao semelhante como a nós mesmos. Esse amor deixa de existir sem as obras.

    Bem, para tentarem refutar a Verdade acima, os pastores evangélicos, teólogos e entendidos, em sua maioria, invocarão o mesmo Paulo do Decálogo e das boas obras, trazendo aqui um rosário de abominações às obras e às leis, não levando em conta a Verdade do Evangelho que santifica as boas obras e legitima as boas leis, o que vem a provar que no Evangelho de Paulo há dois tipos de obras e dois tipos de leis.

    Por exemplo, principalmente na Carta aos Gálatas, Paulo não se cansava de abominar as leis e as obras, mas essas se tratavam das leis, ordenanças e obras antigas que realmente escravizavam e até matavam, mas quanto às Dez Leis do Decálogo Imutável, vejamos o mesmo Paulo, o santo em vida, falando pelo Espírito Santo de Deus nos revelando que santificava essas leis, como não poderia jamais ser diferente, senão não seria servo de Cristo, como ele mesmo se nomeou. Eis o Paulo do Decálogo:
    Quanto às leis do Decálogo, o apóstolo Paulo que falava pelo Espírito Santo se confessa escravo delas:

    “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado”. Romanos, 7:25.

    “Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus”. Romanos, 7:22.

    “Para Deus não há diferença de pessoas. Assim, pois, todos os que sem a lei pecaram, também sem lei perecerão; e todos os que com a lei pecaram, mediante a lei serão julgados, porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas todos os que praticam a lei hão de ser justificados”. Romanos, 2:12. Aqui, Paulo, novamente, ressalta o valor dos Mandamentos, e lembrando que são Dez!

    “… se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações”. Paulo, em Romanos, 16:25.

    Paulo, o santo de Deus em vida, revela que não haveria pecado sem que houvesse antes a Lei, instituída, promulgada e propagada e ainda cita uma das leis do Decálogo provando que se referia, de fato, às Dez Leis:

    “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça se a lei não dissera: Não cobiçarás”. Romanos, 7:7.

    “Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento é santo, justo e bom”. Romanos, 7:12.

    O apóstolo Paulo, repetindo Jesus em Mateus 22:36, legitima, mais uma vez, todas as 10 leis de Deus do Monte Sinai, mesmo não tendo citado uma a uma:

    “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Romanos 13:9
    O Apóstolo Paulo revela, acima, que sem leis não se reconheceria o pecado, portanto, sem leis não teria como existir o pecado no mundo e, por consequência, Adão e Eva não poderiam ter sido ser expulsos do Paraíso se a eles não tivesse sido dada uma lei pelo Senhor Deus; não terá como Deus julgar os homens no Grande Dia de Jesus, pois os julgamentos, necessariamente, têm de ser fundamentados em leis previamente promulgadas, estabelecidas e propagadas, e isso foi realizado também por seu próprio Filho no Sermão do Monte e só não toma conhecimento também dessa Verdade de Deus quem não quer!

    Mas os pastores… Ah! Os pastores evangélicos! pelo menos uma parte deles ensina que Jesus teria abolido as leis de Deus (que são 10) pregando-as na cruz a favor da Graça e da Liberdade (que grotesco absurdo), como se a Graça, as leis e a Liberdade não se completassem maravilhosamente! Ou será que pela liberdade pregada por eles Jesus nos teria libertado das leis do Decálogo, da maldição das leis? Ora, do Decálogo jamais, pois não há, nem por sonhos, um só mandamento que seja nocivo e que amaldiçoe o homem, mesmo porque, entende-se biblicamente, o Criador, em sua Justiça Perfeita, jamais promulgaria leis que nos escravizassem ou nos amaldiçoassem e, assim, é facílimo concluir que essas se tratavam da leis antigas de Levítico que só puderam vigorar até João ou até Jesus (Lucas 16:16), sendo que as principais delas foram citadas acima. Essas sim, se tivessem ter sido aceitas por Jesus na Nova Mensagem, por certo nos escravizariam, amaldiçoariam e até nos matariam legalmente pelo esfacelamento corporal \a pedradas.

    Então é inegável que quando Paulo se referia à leis como abominações, citava as leis que só vigoraram até João, e quando se referia às leis como normas da salvação na Eternidade, citava as leis do Decálogo do Monte Sinai, que não são NOVE, mas DEZ.

    Vamos agora às más obras, pois as boas já as colocamos acima:
    “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. Romanos 3:28.
    Interpretando-se esse verso isolado, parecerá que Paulo está abominando as boas obras. nada disso! Paulo se referia às más obras, as mesmas que um grupo de gálatas tentou introduzir no Evangelho, mas sem sucesso, pois se tratavam das obras e leis que só vigoraram até João, pois se tais leis e obras retrógradas, antigas, de Levítico, feitas para regular os inseguros e desobedientes israelitas nos sofridos 40 anos de deserto pudessem ser integradas no Evangelho da Graça e da Liberdade, nos escravizariam e até nos matariam legalmente. Para aclarar, ainda mais essa verdade, no verso seguinte Paulo cita a Circuncisão, a principal das obras da carne, lei que realmente escravizava, pois se essa lei vigorasse mesmo nos tempos da Igreja Primitiva até hoje, qualquer pagão que se convertesse ao cristianismo e a ele desejasse integrar-se, Paulo teria de informar-lhes:
    “Amigos, novos irmãos, parabéns pela sua conversão à Religião da Graça e da Liberdade. Mas para que vocês se tornem cristãos de verdade, é necessário que eu, com essa faca, proceda a uma operação cirúrgica no pênis de todos. Por certo vai doer, vai sangrar e em alguns vai inflamar e até infeccionar, mas isso é necessário”.
    Ora, que Religião da Graça e da Liberdade seria essa se apenas uma só dessas más obras, ordenanças antigas, cargas pesadas, como disse Jesus em Mateus, cap. 23 vigorasse, também no Evangelho?
    “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8-11 “(a salvação) Não vem das obras, para que ninguém se glorie…”. Certamente aqui o apóstolo Paulo se referia às más obras e para provar isso, em seguida ele cita uma lei ou obra que escravizava: a dolorosa Circuncisão.
    “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão”. Carta aos Gálatas 2:21, outra interpretação equivocada da maioria evangélica, os que julgam que Cristo anulou as leis, pois a lei citada aqui não se refere às leis do Decálogo, defendidas por Jesus, e sim às leis retrógrada que só vigoraram até João, sendo que as principais estão citadas acima. Cristo teria morrido em vão se a justiça fosse executada mediante as leis retrógradas que só vigoraram até João.
    Mas, como citado acima, Jesus nos revela a salvação pelas obras. Então está provado aqui que Paulo não se referia às boas obras, e sim às más, mesmo porque cita no verso seguinte uma das más obras que escravizavam: a circuncisão, que só foi oficialmente varrida completamente do Evangelho no capítulo 15 de Atos.
    Muitos se apegam em preceitos isolados, como o abaixo, confiando erradamente apenas na misericórdia de Deus. Deus é Bom, mas também Está Escrito que é Furor com os desobedientes às suas leis. Por um exemplo bem consistente, Deus varreu da face da Terra 11 das 12 tribos de Israel por causa da constante desobediência, e devemos lembrar que se tratava do Povo de Deus, do Povo Escolhido, e só não extinguiu também a tribo de Judá, porque o Messias teria de nascer israelita.
    “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:4.
    A respeito de Tito, acima, ele também escreveu, em seguida, que o cristão tem de se aprimorar na prática das boas obras:
    “Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens”. Tito 3:8.
    “…e estejam preparados para toda a boa obra”. Tito 3:1
    Os que julgam que se salvarão somente pela misericórdia de Deus, estão completamente enganados. Devo lembrar que não haverá misericórdia alguma para aqueles que fugirem da observação correta da Palavra de Deus Escrita, mormente os ensinamentos de Jesus, pois ele mesmo revelou, por muitas vezes, que os infiéis, também os que não praticarem boas obras, serão lançados no Lago de Fogo (Mateus, 25:31 a 44, colocado acima.
    Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; Efésios 2:8-11. Paulo cita aqui, mais uma vez, a obra que mais escravizava o homem: a lei da circuncisão carnal que foi varrida do Evangelho.
    Abaixo, Paulo repreende vigorosamente o mesmo grupo de Gálatas que pretendia que certas leis da antiga tradição israelita tivessem lugar, também, no Evangelho.
    “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”. Gálatas 3:10. As leis citadas aqui, certamente nada têm a ver com as leis do Decálogo, então sobram para as leis retrógradas, cargas pesadas, segundo Jesus, que só vigoraram até João, mesmo porque, examinando-se uma a uma todas as 10 lei do Decálogo, não encontraremos nem uma que nos escravizem, nos amaldiçoem ou que nos matem. Isso seria impossível, pois é certo que pela benignidade do Senhor, ele jamais cravaria das Rochas das Leis uma só delas que nos fosse nociva.

    Abaixo, Paulo repreende novamente um grupo de gálatas por pretender introduzir, no Evangelho, leis antigas que realmente escravizariam:

    “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. (Nada a ver com as leis de Deus (10), pois toda a lei se refere às centenas de leis de Levítico que não tiveram vez no Evangelho).

    Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído”. Gálatas 5:1-4. Entende-se, facilmente, que como Paulo escreveu que “os que praticam a lei hão de ser justificados”, Romanos 12.13, certamente citou, novamente, as leis retrógradas.

    “que está obrigado a guardar toda a lei”. Por esta colocação, o apóstolo Paulo não se referiu à guarda as 10 leis das Rochas Sagradas, mas às leis retrógradas que escravizavam, àquelas por isso mesmo só vigoraram até João.
    Vamos então às principais obras obsoletas e leis antigas que escravizavam e até matavam legalmente o homem e a mulher até a chegada de Jesus. Segundo Lucas 16:16, as leis abaixo colocadas só vigoraram até João, leis essas às quais Paulo chamava-as de obras da carne (nada a ver com obras de caridade):
    1) Os holocaustos, as matanças diárias de animais nos templos seguidas da aspersão do sangue deles nos presentes para o “perdão dos pecados”. (sacrifícios, obras da carne, ordenanças antigas de Levítico, que não tiveram lugar no Evangelho, segundo Hebreus 9:11-12)

    2) A operação na carne (na época dolorosa e perigosa) a fimose, chamada circuncisão – que veio com Abraão -, oficialmente anulada em Atos dos Apóstolos, capítulo 15, obra da carne (carga pesada) que os judeus da antiga tradição queriam ver imposta nos ombros do cristão, por isso mesmo essa lei antiga foi completamente abolida no Evangelho, na primeira reunião cristã para tratar exatamente dessa antiga lei da Circuncisão carnal.

    3) A separação racial imposta pela tradição israelita, removida por Jesus quando regeu que Deus não faz distinção de pessoas ou de raças e que todos são iguais perante ele.

    4) A lei da morte por adultério, provinda de Levítico, foi completamente anulada por Jesus ao perdoar e salvar a mulher adúltera condenada legalmente, segundo essa lei antiga, ao terrível esfacelamento mortal.

    5) A lei das 40 chibatadas e outras mais de menor importância, todas elas chamadas por Paulo como obras da carne, ordenanças antigas, prejudiciais e contra o homem, originárias das leis de Levítico (Paulo levou 39 chibatadas por cinco vezes).

    6) A lei da morte também a quem fosse flagrado trabalhando aos sábados, carga pesada segundo Jesus no capítulo 23 de Mateus, também só vigorou até João (Lucas 16:16) Exatamente apoiados nessa lei antiga, os fariseus tentaram, por várias vezes, matar Jesus, interpretando errado que ele violava os sábados. Na verdade, Jesus apenas praticava a caridade (obras), também aos sábados, quando curava e consolava as pessoas e isso não representava trabalho braçal (Números 15:32-36).

    Quanto a ser acusado pelos fariseus do tempo de violar os sábados santos, Jesus simplesmente respondeu que apenas aparentava isso:
    “Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. Jesus, em João 7:23 a 24
    Os evangélicos, em parte, que se posicionam equivocadamente contra as obras, apegam-se tenazmente no preceito: “Crê no Senhor Jesus e serão salvos tu e tua família” (Atos:16:31). Ora, para crer realmente no Senhor Jesus é fundamentalmente necessário viver observando seus preceitos, vivendo seus exemplos, pelo menos na medida do possível, e assim, Jesus nos exorta a guardar as Leis do Pai da mesma forma que ele também os guarda (João 15:10). Ora, por que Jesus nos exorta a guardar as leis senão para a nossa salvação? No mais, pela religião da Graça e do Amor, através de Parábolas e preceitos Jesus nos incita fortemente a praticar as obras do amor, cujo conteúdo maior é a caridade, nos mostrando que essas obras são imprescindíveis como parte ativa importantíssima na soma dos merecimentos para a salvação, mesmo porque Jesus viveu e morreu pelo amor, pela lei e pelas obras a favor dos necessitados.
    Mostramos, aqui, claramente, sempre segundo o Evangelho do Espírito Santo de Deus, de forma completa e detalhada, que o cristianismo não vive somente pela fé, pelo batismo ou pelo fato de reconhecer a Jesus Cristo como o Senhor, pois se faltarem a obediência aos mandamentos de Deus e as obras do amor de caridade na nossa vida cristã, principalmente as voltadas para os carentes mais necessitados, fica tudo anulado, da mesma forma que o Espírito Santo de Deus nos revelou pelo exemplo do jovem rico que a Obediência a Deus tem de estar aliada ao Amor de caridade aqui revelada a imensa importância pelo próprio Jesus, o Rei do Amor. E quanto à obediência, ela tem de ser completa na medida do possível, pois o Espírito Santo de Deus nos revelou que a fuga conveniente de um só dos mandamentos de Deus anula a observância correta de todas as Dez.
    Quem somos nós para duvidar dessa Verdade revelada pelo Espírito Santo de Deus?
    Por curiosidade, vejamos abaixo que o apóstolo Paulo ensinava e guardava todas as leis do Decálogo. Se assim ensinava fez até mais, pois nos deixou exemplos dessa Verdade de Deus que valem mais que mil palavras a respeito até da Quarta Lei, da qual a plena maioria evangélica de todo o mundo foge dela mais que o gato escaldado que foge até da água fria, procurando, de todas as formas possíveis, ignorar convenientemente os exemplos de Jesus e sua Igreja, nos concedendo o exemplo de que o sábado é sagrado e tem de ser observado pelos cristão. Vejamos, primeiramente, a Igreja de Paulo, décadas após a ressurreição de Jesus, santificando os sábados do Decálogo:
    “No dia de sábado, saímos fora da porta, junto ao rio, onde julgávamos haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido”. Atos dos Apóstolos 16:13.
    Esse preceito revela, com toda clareza, um culto de louvor aos sábados pelos cristãos. As mulheres cristãs sempre trabalhavam, só não aos sábados. Então, segundo o preceito acima, estavam em dia de descanso, santificando os sábados assim como os homens!
    “No sábado seguinte, concorreu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus, mas os judeus, vendo aquela concorrência, encheram-se de inveja…”. Atos 13:41 – 44.
    Se os judeus encheram-se de inveja não se tratava de uma reunião judia aos sábados, mas sim de um culto cristão que reuniu quase toda a cidade para louvar no sábado.
    “E todo o sábado, ensinava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Atos 18:4.
    Os defensores do domingo inventado argumentam, falsamente, que Paulo comparecia às sinagogas dos judeus aos sábados, porque era nesse dia que podia encontrá-los, mas não é o caso aqui, pois pela sua tradição jamais aceitariam que gentios pagãos – no caso presente os gregos – participassem de cerimônias em seus templos, em simples reuniões e nem mesmo aceitavam permanecer com eles ou com outros pagãos no mesmo ambiente. Sabemos que o santo em vida Paulo não ensinava somente aos judeus, mas principalmente aos gentios e aos demais pagãos. Quanto a isso, se os primeiros cristãos guardavam o sábado mesmo após a ressurreição de Jesus, só isso prova a Grande Mentira do tal domingo, um feito gigantesco de Satanás através de seus servos, os papas romanos.
    “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado”. Catecismo católico, Edição 2, Editora Vozes, Petrópolis, RJ. 1962.
    Vamos aos demais exemplos da Igreja Primitiva, aos tempos de Jesus, santificando o Quarto Mandamento do qual se esquivam pastores evangélicos, católicos e ortodoxos, pois já mostramos os exemplos da Igreja de Paulo, décadas depois da Ressurreição de Jesus, também santificando o sétimo dia:
    “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, (Jesus) entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler”. Lucas 4:16. Jesus, nos concedendo o exemplo.

    Antes da ressurreição de Jesus, os cristãos faziam do sábado um dia de louvor:

    “O sábado ia começar. Ora, as mulheres que tinham ido da Galiléia com Jesus, indo, observaram o sepulcro onde fora colocado o corpo de Jesus. Voltando, prepararam aromas e bálsamos. No sábado, observaram o repouso, segundo a Lei”. Lucas 23:55 – 56. A Igreja de Jesus, nos concedendo o exemplo.

    Em Atos dos Apóstolos, conforme a tradição dos apóstolos de santificarem os sábados, um preceito é usado como referência ao Quarto dos Mandamentos:
    “Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a uma jornada de sábado…”. Atos 1:12. Ora, ao se referirem a uma jornada de sábado como exemplo pelos apóstolos de Jesus, é certo que se tratava de um preceito em uso.

    “Orai para que vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.
    Jesus Cristo, em Mateus 24:20, ressalta, novamente, a grande importância do sábado (nem no inverno que é muito frio, o que dificultaria a fuga dos inimigos romanos (na terrível carnificina, no massacre contra os judeus nos anos 70, no episódio Masada), nem nos sábados porque é o Dia Santo de Deus, consagrado para descanso e louvor.
    Jesus nos mostra que o sábado foi criado para o homem:
    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28, respondendo à irritação dos judeus quando permitiu que seus amigos colhessem espigas (Mateus, 12:1), com o objetivo de mostrar que o amor de caridade (obras) tem de sobrepor-se a toda e qualquer lei, mesmo a do Sábado Santo, pois seus amigos estavam com fome pelas longas caminhadas. Nesse preceito Está Escrito que o sábado foi criado pelo Deus Imutável por causa do homem. Portanto, enquanto existir o homem na Terra os sábados terão de ser observados, pelo menos pelos cristãos. E inegavelmente é mais uma Verdade do Senhor Deus que não pode ser contestada por ninguém, e de modo algum!

    Waldecy Antonio Simões walasi@uol.com.br

    • Apóstolo Paulus 21 de junho de 2016 at 10:57 #

      Vc inverteu o entendimento sobre o sábado, que é mandamento da lei, que aliás não são só 10 como vc disse em seu texto, eram 613 na época e continuam até hoje entre judeus. Se vc quiser viver guardando o sábado, que assim viva. Porém está obrigado a guardar TODA a LEI MOSAICA.

    • Marcos Aurélio 22 de abril de 2017 at 20:53 #

      Eu iria ler seu pensamento todo, afinal, devemos “provar tudo”…Mas, quando me deparei com a Parábola do bom samaritano percebi que o senhor não estava usando a teologia na integra…Vejamos…

      1 – Jesus conta uma parábola para um religioso, estudado e “seguidor da lei mosaica”

      2 – A intenção de Jesus era mostrar o amor, acima de toda lei que eles buscavam seguir e compreender, o mais importante era o Amor a Deus e ao seu próximo, ou seja, o tema principal da parábola…isso significa dizer que eles, (escribas, fariseus, sacerdotes e levitas) precisavam conhecer isso,(amor), pois, a lei(Velho testamento) os cegavam!!

      3 – O sacerdote e o levita não se desviaram do homem semi-morto por falta de amor, pois, eles não conheceram o amor (JESUS) (Nova Aliança) (Novo Testamento), se buscares informação na mesma bíblia que pegou a informação da parábola em questão, verás que o Sacerdote e o Levita estavam seguindo a lei segundo os seus entendimentos, e a lei que regia seus trabalhos para Deus dizia que eles não podiam tocar em cadáver…

      “Números 19,11, Aquele que tocar um cadáver, qualquer que seja o morto ficará impuro sete dias; Números 19,13, Todo aquele que tocar um morto, o corpo de alguém que morreu, e não se purificar contamina a Habitação de Iahweh; tal homem será eliminado de Israel, visto que as águas lustrais, não foram aspergidas sobre ele, e está impuro, e a sua impureza ainda permanece nele; Números 19,14 Esta é a lei de um homem que morre numa tenda quem quer que entre na tenda e quem quer que aí se encontre ficará impuro sete dias.”(Números 19,11.13-14)

      Estes homens (sacerdote e levita), estavam sendo zelosos pela lei que seguiam para desenvolver o seu trabalho no templo, por isso, Jesus Cristo usa esta parábola, não para mostrar a falta de amor deles, pois, Ele conhece a lei, mas para trazer a luz a nova aliança para este homem e dizer que o amor é maior que a lei, que a religiosidade e etc…

      Foi para isso que Jesus veio ao mundo, para pregar o amor, mais o povo Dele não o quis conhecer…

      • Marcos Aurélio 22 de abril de 2017 at 20:57 #

        PS: Quando digo que eles não podiam tocar em cadáver, não estou dizendo que o semi-morto estava morto, mas, que se a bíblia diz que ele estava semi-morto, o sacerdote e o levita não iriam tocá-lo para tirar prova, afinal, eles não iriam se contaminar…

  37. Nathan 21 de março de 2016 at 11:48 #

    Achei muito bom o texto,comparando as cartas de Paulo e de Tiago. Esclareceu bastante essa dúvida que tinha.
    E conseguir ver que não existe paradoxo entre essas epístolas.

  38. RAISSA THALIANE FERNANDES DA SILVA 8 de julho de 2016 at 0:52 #

    Muito maravilhoso este texto,tirou minha dúvida,agra sei que o que temos que ter e um fé viva,fe seguida de obras,obras que confirmem nossa fé!!!
    Ou glórias!!!

  39. Renato Botelho 11 de agosto de 2016 at 15:49 #

    Por favor, quase não uso e-mail, por favor, me respondam pelo whats App 976449754. Gostaria de saber quanto vocês cobram para o Estudo Bíblico. Obrigado.

  40. Raiane 2 de janeiro de 2017 at 23:35 #

    Como esse texto veio em boa hora.
    Aprendi muito.

  41. Edney lima 3 de fevereiro de 2017 at 23:30 #

    Gostei muito mesmo abriu muito aminha mente ia formar de pensar vc ta de parabéns contunui assim , grande homem de Deus.

  42. MAURO 5 de junho de 2017 at 22:48 #

    Amei o artigo. Realmente espetacular. A fé de Paulo nao contradiz as obras de Tiago, apenas se completam.
    Realmente uma maravilha de Jesus.
    Muito obrigado.

  43. Gilmar Jorge Rau 28 de julho de 2017 at 19:14 #

    E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.
    Lucas 23: 34

    Jesus fez apenas um faz de conta? Pediu perdão a eles pra depois os por no inferno?

  44. Analú Cunha 13 de dezembro de 2017 at 14:57 #

    Excelente texto!! Ainda mais comparando as cartas de Tiago e Paulo. Aprendi muito! Deus abençoe!

  45. FELIPE SALOMÃO FERNANDES 3 de fevereiro de 2018 at 20:47 #

    Excelente explicação. foi tirada uma duvida da minha vida. que Deus continue usando o senhor.

  46. Samuel 10 de novembro de 2018 at 14:44 #

    Muito obrigado eu aprendi muito
    Que Deus ti abençoe

  47. Rosangela lima 10 de novembro de 2018 at 16:23 #

    Como a fé é ensinada a uma pessoa que ainda não conhece

  48. André Candido dos Reis 6 de março de 2019 at 4:57 #

    No meu ponto de vista esse texto é tão simples de se interpretar que alguns inventam.

    O corpo precisa do espírito como a fé precisa de obras, entramos que na comparação o texto mostra a necessidade de um do outro para funcionar.. Exemplo da mulher do fluxo de sangue ela creu é agiu significa fé válida… Não adiante simplesmente crer e não tomar uma atitude… Se o que faço com minhas próprias força no sentido de boas obras valida minhas então são o que faço que justifica, mas não é isso… Esse texto significa fé+ação =resultado… Então vamos da direção do que cremos.

  49. paulinamary 20 de outubro de 2019 at 19:12 #

    que texto maravilhoso e explícito! ajudou muitíssimo seu belo comentário bgda.

  50. Rose li 2 de abril de 2020 at 23:57 #

    Maravilhoso, como aprendi! Glória ao Senhor, que a graça do nosso Pai continue te abençoando

  51. Roseli 2 de abril de 2020 at 23:59 #

    Muito obrigada por contribuir com mais este aprendizado para minha vida. Que o Senhor nosso Deus continue a lhe abencoar

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