Minha família é normal?

Minha família é normal?

SÉRIE REVISTA ULTIMATO
Artigo: “Histórias de fragilidade e graça”, de Klênia C. Fassoni

Texto básico: Mateus 1. 1-17

Textos de apoio:
– Gênesis 38. 6-26
– Josué 2. 1-14
– Rute 4. 13-17
– Lucas 1. 26-38
– Romanos 7. 14-25
– 1 Pedro 1. 17-21

Introdução

Influência cultural, patrulhamento religioso, conceitos românticos inatingíveis. Tudo isso, e muito mais, pode nos levar a uma idealização irrealista do matrimônio e da família que, quando não atingida, produz como resultado sentimentos de fracasso, tristeza, desânimo e desesperança.
Mas nem tudo está perdido. Aliás, nada está perdido, se levarmos em consideração a atuação histórica e redentora de Deus! Deus está reconciliando todas as coisas em Cristo e para Cristo (Gl 1. 20), inclusive nossa história e nosso legado familiar. As nossas imperfeições pessoais e familiares não são obstáculo para a atuação de Deus. Ele age em nossas famílias e através delas; e não por pragmatismo, mas por misericórdia.
Foi assim até mesmo na história da encarnação de Seu Filho em nosso mundo. As famílias que se tornaram o fio condutor geracional através dos séculos, em preparação para a chegada do Salvador, foram marcadas por desencontros, traições, violência e até assassinato! Mas Deus não desistiu de seu plano e transformou o mal em bem, a alienação em reconciliação.
Será que Deus continua agindo assim? Ele realmente continua interessado em meu histórico familiar, e seu legado para o Seu reino nesta terra? É possível ser esperançoso e realista ao mesmo tempo?

Para entender o que a Bíblia fala

1. Você já parou pra pensar sobre a importância das genealogias presentes nas Escrituras? Por que elas podem nos ajudar a entender a ação de Deus na história?

2. Veja o resumo oferecido por Mateus no v. 1. Como ele ajuda seus leitores na compreensão da identidade de Jesus Cristo? Que segurança eles passariam a ter de que ele era mesmo o enviado de Deus esperado por eles?

3. Mateus incluiu três mulheres na genealogia de Jesus (versos 3 e 5), o que era absolutamente inusual para os padrões da época. Além disso, do ponto de vista religioso e nacionalista dos judeus, essas mulheres estavam longe de ser uma unanimidade. O que o autor queria apresentar aos seus leitores sobre o caráter e a obra salvadora de Deus?

4. O evangelista também inclui na genealogia um lembrete da vergonhosa situação que envolveu o grande rei Davi, que havia gerado um filho “daquela que foi mulher de Urias” (v. 6). Como você se sente ao saber que a “árvore genealógica” do próprio Cristo contém tantas pessoas ou situações que fugiam de um esteriótipo de perfeição? Que nova percepção você adquire sobre a graça de Deus em sua vida pessoal e familiar?

Para Refletir

“Ainda que nos atraia, a beleza glamorosa e romântica que vemos nos filmes, nas redes sociais e nas cerimônias de casamento não resiste ao tempo nem aos testes. Idealizar a família segundo este padrão leva-nos a buscar algo que não existe e nos impede de ver a beleza já presente em famílias de carne e osso… [que] nos lembram mais um caminhar capenga do que o andar desembaraçado”.
(Klênia C. Fassoni)

“Chorar e prantear são atitudes consideradas por muitas pessoas como sinais de fraqueza. Elas dizem que não adianta chorar. É preciso agir. Mas, não obstante, Jesus chorou sobre Jerusalém. Ele chorou também quando ficou sabendo que seu amigo Lázaro havia morrido. Nossas lágrimas revelam-nos a dolorosa e devastada condição humana; elas nos conectam profundamente à inevitabilidade do sofrimento humano. As nossas lágrimas oferecem o nobre contexto para a ação compassiva. Elas confessam nossas limitações, nossos pecados e nossa condição de mortais. E sem elas nossas ações bem intencionadas para a criação de um mundo melhor terão um resultado contrário àquele que desejamos, e se tornarão expressões de raiva e frustração. Nossas lágrimas podem levar-nos a Jesus, que chorou por nosso mundo.
(Henri Nouwen)

Para Terminar

1. Você tem consciência de que Deus já estava cuidando de sua história antes mesmo de você nascer? A graça de Deus também atua em meio ao nosso pano de fundo familiar. Você percebe isso como verdade? Por quê?

2. Como você e seus familiares poderiam renovar e reforçar a esperança de que Deus é e sempre será aquele que redime nossa história familiar? Conhecer melhor nosso passado e as lutas das gerações que nos precederam? Celebrar com mais intencionalidade e significado as reuniões familiares? Outras formas?

Eu e Deus

“Senhor, às vezes (ou muitas vezes!) os relacionamentos familiares são difíceis e cansativos. E desanimadores. Por favor, conceda-me Sua graça para que eu aprenda a aceitar o que não posso mudar em meus familiares, e dá-me força e coragem para rejeitar os aspectos negativos do passado formativo de minha família, e transformá-los em pontos positivos. Amém”.

Autor do estudo: Reinaldo Percinotto Júnior
Este estudo bíblico foi desenvolvido a partir do artigo “Histórias de fragilidade e graça”, de Klênia C. Fassoni, publicado na edição 365 da revista Ultimato.

Print Friendly, PDF & Email

3 Comentários para “Minha família é normal?”

  1. Antonio Scorzato Chaves 13 de junho de 2017 at 16:11 #

    Excelente reflexão. Administrar o complexo entre o idealismo e a realidade tem sido um enorme desafio. Que Deus nos ajude nesse desafio. Pr e psicólogo Antonio.

  2. Valdemir Costa. 25 de dezembro de 2017 at 18:41 #

    Tenho visto todas as reflexões que a Ultimato posta. Elas têm sido uma benção para a minha vida, para o meu crescimento espiritual. Oro para que o Senhor continue abençoando esse ministério.

  3. joão 31 de janeiro de 2018 at 19:30 #

    Amo a revista Ultimato. Conheci a revista a muitos anos atrás mas depois disso nunca mais a vi …. Gostaria de receber a revista. Obrigado e boa noite.

Deixe um comentário