Como ideal a ser levado a sério e bem usufruído, o casamento é um contrato de parceria de duração contínua, assumido espontaneamente entre um homem e uma mulher, por força e obra daquele sentimento que acompanha o ser humano desde a criação, a que se dá o nome de amor.

Casamento não é dominação de um sobre o outro. Nem dele nem dela. É parceria. Parceria a vida inteira. Parceria total. Parceria em tudo:

Na troca de atenções
Na manutenção da paz
Na liberdade da queixa
Na generosidade do perdão
No progresso da cordialidade

Continue lendo →

Papai e mamãe tiveram dificuldades tremendas. Mas eles venceram porque eram crentes, porque tinham um Salvador, porque eram o templo do Espírito, porque podiam contar com a graça de Deus.

Meus pais Elvira e Benjamim César tinham algumas desavenças, não tão raras como era de se esperar. Isto deixou algumas marcas em nós. Eu, por exemplo, tenho verdadeiro horror ao atrito verbal. Prefiro perder algum direito ou alguma conquista, se eles dependerem de discussão não amistosa.

Lembro-me de uma briga muito feia entre papai e mamãe, quando éramos apenas eu e meus irmãos Júnia e Kléos. A discórdia foi tão grande que papai pegou a mala e se dirigiu para a estação ferroviária. Parece-me que ele pretendia tomar o trem para o Rio.
Ficamos horrorizados, olhando um para o outro, em silêncio total. Mamãe também não esperava um acontecimento deste porte. Aparentemente, era a desintegração do lar, o que ninguém queria, o que ninguém suportaria. Na verdade, nós os amávamos muito e tínhamos um sentimento de família talvez até exagerado.

Continue lendo →

A história completa de José e a do povo de Israel no Egito mostram que, no final das contas, quem teimosamente colocava José em evidência era o próprio Deus, tendo em vista os seus propósitos imediatos e futuros.

José, bisneto de Abraão, neto de Isaque e filho de Jacó, viveu no Egito por volta de 1.900 antes de Cristo, desde os 17 até os 120 anos, quando morreu. A essa altura as famosas pirâmides do Egito já haviam sido construídas, inclusive a Grande Pirâmide (com mais de 2 milhões de blocos de pedra que pesam em média mais de duas toneladas cada um).

José se revela a seus irmãos, Peter von Cornelius, 1816.

Antes de ser filho de Jacó e Raquel, José era filho da oração. Está escrito que Deus se lembrou de sua mãe e “ouviu a sua oração e fez com que ela pudesse ter filhos”. Então Raquel engravidou, deu à luz a José e mostrou-se agradecida ao dizer: “Deus não deixou que eu continuasse envergonhada por não ter filhos” (Gn 30. 22-23).

O que mais tem chamado a atenção dos leitores da Bíblia quanto à história de José são a túnica talar, a inveja de seus irmãos, a venda de José para os ismaelitas, as investidas sexuais da mulher de Potifar, o sucesso de José na casa de Potifar, no cárcere e na governança do Egito, tanto no período das vacas gordas quanto no período das vacas magras, e a generosidade de José com o pai e os irmãos.

Pouco se sabe e pouco se divulga o seu comprometimento com a missão integral e seu ministério no exercício da profissão. Num país acentuadamente religioso onde as divindades eram representadas por animais (como touro, crocodilo, falcão, carneiro e chacal) ou por estátuas com uma parte humana e outra parte animal, dar testemunho de um Deus uno e invisível exigia muita firmeza e muita paixão. É o que José fez pela vida e pela palavra. Diante do comandante da guarda, diante da mulher de Potifar, diante do chefe dos copeiros e do chefe dos padeiros da corte, diante de Faraó e de seus ministros, diante de todo o povo egípcio e de outros povos (nações do mundo inteiro iam comprar grãos das mãos de José) e diante de sua família. Poucas pessoas tiveram um ministério tão abrangente e variado como o de José, e ele mesmo não poderia supor, na sua juventude, que viria a desempenhar esse papel. Por algum tempo, o Egito foi o celeiro do mundo e quem tinha a chave do celeiro era José.
Continue lendo →

Além das nove cartas gerais aos romanos, coríntios, gálatas, efésios, filipenses, colossenses e tessalonicenses, e da carta pessoal a Filemom, Paulo escreveu três cartas pastorais, duas a Timóteo e uma a Tito. Ambos são tratados como verdadeiros filhos na fé (1 Tm 1.2; Tt 1.4).

Nessas cartas pastorais, há dezenas de exortações. Os verbos sempre estão no imperativo, como, por exemplo: “Combata o bom combate”, “Exercite-se na piedade”, “Fortifique-se na graça”, “Pregue a palavra”, “Seja moderado” etc. Se fizermos um arranjo desses imperativos, encontraremos oito exortações básicas.

1. Cuidado com a saúde

“Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades” (1 Tm 5.23).
Continue lendo →

1. O crente é sal para a humanidade quando tem uma linguagem sadia — não mentirosa, não caluniadora, não bajuladora, não agressiva, não obscena.

2.  O crente é luz para o mundo quando realiza transações honestas, não assume débitos que não pode resgatar, paga suas contas no prazo certo, desculpa-se quando precisa adiar o pagamento de uma dívida, não emite cheques sem fundo, não aceita suborno de espécie alguma, sabe controlar seus gastos, não faz do dinheiro o seu deus, não é sovina.

3. O crente tem credibilidade quando é autêntico, não lava apenas o exterior do prato, não tem duas caras nem duas medidas, quando se compromete “a viver o que prega e deixar de pregar o que não vive”.

4. O crente é perfume que se espalha por todos os lugares quando tem relações humanas aprovadas — delicadeza, cordialidade, humildade, paciência, tolerância, generosidade, espírito de perdão, capacidade de andar a segunda milha.

Continue lendo →

A ressurreição de Jesus de entre os mortos foi uma tremenda surpresa. Para todo mundo. Para os apóstolos. Para Cléopas e seu companheiro de caminhada. Para as mulheres da Galileia. Para José de Arimateia e Nicodemos. Para os principais sacerdotes. Para fariseus e saduceus, especialmente para estes, “que dizem não haver ressurreição” (Mt 22.23). Para o governador Pôncio Pilatos e o rei Herodes Antipas. Para as multidões que cantavam: “Hosana ao Filho de Davi” e para as multidões que gritavam freneticamente: “Crucifica-o”. E, talvez, até para Maria, sua mãe.


Os apóstolos custaram a assumir a ressurreição do Senhor, apesar das aparições. Jesus lhes mostrou as marcas dos cravos nas mãos e nos pés e ainda permitiu que eles o apalpassem (Lc 24.39-40), o que provavelmente fizeram, já que João declara algum tempo depois: “O que nossas mãos apalparam… anunciamos também a vós outros” (1 Jo 1.1-3). Para se certificarem de que era um Jesus ressurreto de carne e ossos, e não um espírito, o Senhor lhes pediu algo para comer na presença deles (Lc 24.41-43). Tomé foi o mais resistente. Não levou a sério o testemunho das mulheres da Galileia nem o testemunho de Pedro e João nem o testemunho dos demais apóstolos nem o testemunho dos dois discípulos de Emaús: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei” (Jo 20.25).

Continue lendo →