“Se Jesus não tivesse entregue a si mesmo, ninguém o teria entregue” (Santo Agostinho)

Para abordar a riqueza toda de Jesus Cristo não há outro jeito senão inventar palavras, como imatável, que soa melhor do que inassassinável.

Dan Bianchin

Que Jesus rompeu os grilhões da morte “porque era impossível que a morte o retivesse” (At 2.24), todo mundo sabe. Que Jesus estava com Deus e era Deus no princípio mais distante no tempo e no espaço (Jo 1.1), ninguém duvida. Que Jesus é o Alfa e o Ômega”, o que é, o que era e o que há de vir” (Ap 1.8), os verdadeiros cristãos professam com absoluta segurança. Mas que Jesus é imatável, soa como surpresa para muita gente.

Talvez não haja palavra mais apropriada para mostrar a autoridade de Jesus sobre sua própria vida. Jesus é imatável porque ele não pode em hipótese alguma e em tempo algum ser morto. Foi o Senhor mesmo quem o declarou: “Ninguém […] tira [a minha vida de mim], mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai” (Jo 10.18).

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1.
Sob o ponto de vista histórico, reavivamento é aquele curto período de tempo em que o Espírito Santo de Deus atua maciçamente no meio de um grupo de crentes de um determinado lugar, levando-o a buscar a Deus de forma intensa, deixando de lado a rotina, a frieza e a inércia, e usando-o de maneira fora do comum para o engrandecimento do seu reino. O avivamento em si pode durar pouco tempo, mas os efeitos que ele produz podem durar muito tempo.

2.
Em geral, o reavivamento ocorre depois de um período de decadência moral e espiritual, depois da perda gradual e total do primeiro amor (Ap 2.4), depois das concessões feitas perigosamente à doutrina e à ética, depois de um vazio que se torna insuportável, depois de uma liturgia fria e repetitiva, depois de um púlpito seco e não cristocêntrico e também depois de certas tragédias de âmbito nacional ou internacional, provocadas por crises econômicas, epidemias, guerras e flagelos naturais.

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Há 165 anos | 6 de janeiro de 1852

Em 1812 não havia um médico sequer no povoado de Coupvray, a poucos quilômetros de Paris. Quando Luís, de três anos, feriu acidentalmente o olho com uma sovela de selaria do pai, foi preciso chamar o veterinário Duclos. Este nada pôde fazer. Nem o famoso médico Fontaine, dois dias depois, em Paris. Luís estava irremediavelmente cego de ambos os olhos. A tragédia não poderia ter sido maior, pois naquele tempo os inválidos eram considerados como amaldiçoados por Deus: a igreja falava que era a vontade de Deus, o governo encolhia os ombros e os infelizes tratavam de arranjar-se da melhor forma possível. Os cegos em geral eram mendigos profissionais ou trabalhavam em companhias de palhaços, ridicularizando sua própria infelicidade para provocar o riso alheio. Mas já havia um esforço em contrário, a escola para menores cegos, fundada por Valentin Hauy, em 1784, em Paris. Luís foi levado para esta instituição com a idade de dez anos. Aprendeu a ler contornando com os dedos as letras impressas com tipos grandes e em relevo. O sistema era precário mas o melhor que havia até em então. O jovem cego aprendeu música também e chegou a tocar órgão e violoncelo, a ponto de dar concertos públicos. Tornou-se professor de cegos. Em 1826, com dezessete anos apenas, ouvindo a leitura de uma notícia de jornal por uma amiga chamada Denise, Luís teve a ideia de criar um código para os cegos. Pôs-se a trabalhar intensamente no projeto, terminando-o três anos depois. O novo processo de escrita – com pontos em relevo preparado por Luís e que leva o seu sobrenome – Sistema Braille – e é o melhor universalmente adotado até hoje. Luís Braille nunca se casou, embora entre ele e a formidável Denise houvesse uma forte amizade. Morreu muito jovem, aos 42 anos, tuberculoso e sozinho, no dia 28 de março de 1852. O mais doloroso, porém, é que Braille não teve a alegria de ver o reconhecimento público e oficial de seu sistema que ocorreu dois anos depois de sua morte. Afinal, muita gente achava que a infelicidade e a pobreza haviam sido determinadas por Deus, e ensinar um cego a ler era ir contra o Altíssimo.

 

Queridos missionários,

Sei que vocês recebem muitos e-mails. Mas, se possível, vejam abaixo coisas muito bonitas sobre o valor da humildade*.

A humildade sintetiza e coroa as demais virtudes.

Precisamos aprender a subir e a descer a escada de Jacó. Quando nos exaltamos descemos; quando nos humilhamos subimos.

A Davi coube o reconhecimento de seu pecado após ter sido humilhado; a Deus coube dar-lhe o perdão após sua confissão de culpa.

Prefiro um malogro suportado com humildade a uma vitória com orgulho.

Com frequência, é a humildade que salva a quem muito e gravemente pecou.

Elben | 14 de junho de 2011.
*Frases extraídas da edição de abril/junho de 2010 da Revista Beneditina.

 

Enquanto caminhamos inexoravelmente para a morte via envelhecimento ou acidente ou doença, de ambas as margens do caminho se nos apresentam promessas de uma vida sem solução de continuidade. De um lado, somos convidados a colocar a nossa esperança nos recursos e nas possibilidades da ciência, ainda que vagarosa. Do outro, recebemos o desafio da fé para crer na intervenção do próprio Deus, que transformará nosso corpo atual em outro corpo, de biologia diferente, ainda que sem data anunciada.

A qual delas devemos nos apegar? Qual é a mais crível? Dar-se-á o caso de que a vitória sobre a morte anunciada nas Escrituras Sagradas é uma referência aos sucessos da engenharia médica e ao futuro da biologia?

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Salomão é o mais extravagante de todos os personagens das Escrituras Sagradas. Pode ser chamado, sem erro, de polivalente, superdotado e exagerado. Viveu mil anos antes de Cristo. Era filho de Davi e “da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6). Foi educado pelo profeta Natã (2 Sm 12.24-25). Assentou-se no trono de Israel por decisão do próprio pai (1 Rs 1.28-31). Foi uma expressão da misericórdia divina, uma vez que descendeu exatamente da mulher com a qual Davi adulterou. Seu nome está na árvore genealógica de Jesus Cristo, pois “onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou muito mais ainda” (Rm 5.20, BLH). Salomão foi um fenômeno quanto à capacidade e à diversidade de trabalho.

Salomão escreveu mil e cinco cânticos e três mil provérbios. Dos três mil provérbios, muito menos da metade está na Bíblia, sob o título Provérbios de Salomão. Se cada versículo de Provérbios fosse um provérbio, teríamos então 915 provérbios, somente um terço de toda a sua produção. Acompanhe alguns de seus conselhos:

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