Os poderosos deste mundo ainda não sabem o que é perdão. Perdão não é só dispensar o pagamento de dívidas encurraladas, que jamais seriam pagas, como as dívidas externas dos países mais pobres do mundo, cuja renda per capita é inferior a 1 milhão de dólares.

Esse perdão anunciado com euforia pelo presidente Bill Clinton no início de outubro “não resolve em nada a vida desses mais pobres nem significa dano financeiro algum aos ricos”, como explicou Dora Kramer. O verdadeiro perdão não é manobra política. O perdão só é virtude, só é beleza, só é prática cristã quando envolve compaixão frente ao devedor que não tem como pagar.

Os poderosos deste mundo precisam reler a parábola do devedor implacável, aquele homem que devia aos cofres públicos nada menos do que o equivalente a 174 toneladas de ouro e não tinha condições de pagar. As autoridades daquele país tiveram compaixão dele e simplesmente o perdoaram.

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Durante a caminhada de quarenta anos entre o Egito e a terra de Canaã, Israel armou e desarmou suas tendas inúmeras vezes. É como se lê: “Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel no deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do Senhor, acamparam-se em Refidin” (Êx 17.1).

Nós também precisamos de muitas paradas na caminhada rumo à Canaã celestial.

Paradas para descansar um pouco da última etapa. O cansaço enerva e provoca desânimo. O próprio Jesus fez questão de sugerir a seus discípulos um período de repouso (Mc 6.31).

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Há 162 anos | 1 de março de 1854

Depois de uma viagem de navio a vela de cinco meses e meio, o jovem J. Hudson Taylor desembarcou em Xangai. Viera da Inglaterra para pregar o Evangelho no interior da China, país de “360 milhões de almas sem Deus e sem esperança”, onde morriam 12 milhões de pessoas “dentro de um ano sem qualquer conforto do Evangelho”.

Nos três primeiros meses de campo missionário, Taylor distribuiu 1800 exemplares do Novo Testamento e porções bíblicas e mais de 2 mil livros. No ano seguinte (1855), fez oito viagens. Numa delas visitou 51 cidades, onde nunca antes se pregara o cristianismo. Sua morte se deu na China mesmo, 51 anos depois.

Sob o ponto de vista cristão e bíblico, o casamento é uma instituição natural, inaugurada por Deus logo após a criação do homem e da mulher, que une duas pessoas de sexos diferentes, para viverem em companhia agradável, até que a morte ou a infidelidade contumaz e irreversível de um ou de ambos os cônjuges os separe, com a finalidade saudável de perpetuar a espécie e passar para os filhos as ideias de um Deus não criado, Todo-poderoso, criador e sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Senhor e amigo do homem.

Assim posto, o casamento é de origem divina, heterossexual, monogâmico, estável e, salvo casos raríssimos (os que detêm da parte de Deus o dom do celibato espontâneo), indispensável para a realização interior do homem e da mulher.
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A criação do mundo é uma questão científica e uma questão religiosa. É uma questão científica porque envolve a ciência. É uma questão religiosa porque envolve a pessoa de Deus. Enquanto a ciência só se preocupa com a criação, a religião se preocupa com o Criador e com a relação da criação com o Criador.

A história religiosa da criação aparece nos dois primeiros capítulos da Bíblia (Gênesis 1 e 2) e é uma história de suma importância. Não pode ser de forma alguma renegada. Ela contém uma riqueza enorme, que precisa ser aproveitada intensamente. Ela desempenha o papel de uma bússola, apontando sempre para Deus.

1. A história religiosa da criação nos leva ao princípio.
Está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Somos conduzidos ao passado mais remoto, mais distante do dia de hoje, ao marco zero da história.
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Não tem como negar nem como escapar. Quanto mais trigo, mais joio. A quantidade de joio é proporcional à quantidade de trigo. Sempre foi assim. Enquanto alguns se dão ao trabalho de semear o trigo, outros se dão ao trabalho de semear o joio. Ambos os semeadores são incansáveis. A extensão do trigo provoca a extensão do joio.

O autor da denúncia da triste mistura do trigo com o joio é o próprio Senhor da Seara. Há quase dois milênios Jesus Cristo ensinou: “O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. Mas, enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi. Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu” (Mt 13.24-26, NVI).

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