No texto de “Apresentação” da edição número 1 de Ultimato, o pastor Elben César, o seu fundador, conta a história do nascimento e propósito da revista, entre os quais está a urgência do anúncio da boa nova de Jesus.

Ao completar 51 anos, Ultimato continua empenhada em contribuir para a transformação, evangelização e edificação de vidas. Também em contribuir para criar uma mentalidade bíblica e estimular a arte de encarar os acontecimentos sob uma perspectiva cristã, associando a teoria com a prática, a fé com as obras, a evangelização com a ação social, a oração com a ação, a conversão com a santidade de vida, o suor de hoje com a glória por vir.

Acompanhe, a seguir, a história do nascimento da revista.

 

Em maio de 1966, o coordenador dos suplementos do órgão oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, dr. Paulo César, pediu-me preparar uma notas sobre a origem de alguns de nossos jornais vivos e mortos. Percebi, de início, que quase a totalidade desses periódicos veio a existir com o propósito de evangelizar. Um deles foi criado pela Sociedade Missionária da Igreja da Rua Silva Jardim, 23, na Velhacap, e 20% de sua tiragem era oferecida gratuitamente entre os transeuntes. Voltei ao presente e certifiquei-me de que a imprensa evangélica atual é farta, variada e boa, especialmente ente batistas e metodistas, mas pobre, impressionantemente pobre, quanto à proclamação do Evangelho fora de nossos arraiais. Temos literatura para todas as idades, órgãos denominacionais, revistas para a Escola Dominical, devocionários, revistas de senhoras, jornais para promoção de avivamento e até a Revista Bibliográfica. Vieram também à existência boletins ecumênicos. Os jornais de propaganda da fé evangélica, porém, são poucos e não ocupam a devia projeção.

Nesta altura, surgiram a ideia e o desejo de fundar um jornal para suprir, ao lado dos poucos existentes, esta lacuna. Orei. Conversei com algumas pessoas de extraordinário otimismo. Escrevi cartas. Depois de ano e meio, o jeito era pôr as mãos no arado e não olhar para trás. Só para a frente, para o Senhor da Seara, que fortalece o fraco e auxilia o necessitado. Assim nasceu o Ultimato.

Chama-se Ultimato para dar a ideia de urgência. O mundo está a correr. Corre-se para ganhar dinheiro, para ter nível de vida mais elevado, para ter o maior estoque possível de armas nucleares, para se chegar primeiro a casa e à lua. As pílulas, a esterilização e a guerra do Vietnã não conseguem deter a explosão demográfica, que é mais intensa em países chamados pagãos. A corrida para Deus, para as cousas do espírito, porém, diminuiu por causa da onde de materialismo e ateísmo que varre a terra, por causa do liberalismo quer teológico quer moral, em consequência da natureza corrompida do homem. Não obstante, o relógio do tempo não para. Os homens morrem e são substituídos pelos que nascem. Morrem sem Deus. Sem fé. Sem esperança. Sem direção certa. Sem certeza. É necessário escrever com letras grandes e colocar no caminho da vida o letreiro de Isaías 55.6: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.

O jornal pretende exaltar as Escrituras Sagradas, anunciar o Evangelho direta e indiretamente. Evangelizar significa pregar as boas novas. As boas novas referem-se ao advento de Cristo e à obra expiatória por ele realizada. Ultimato não se deleitará com polêmicas, mas será firme e delicadamente ousado. O diretor e os colaboradores têm convicções evangélicas e reformadas.

Agradeço àqueles que vão escrever para o jornal. Sei serem homens ocupadíssimos. Não pude dispensá-los porque são também homens piedosos e eruditos nas Escrituras. A heroica Igreja Presbiteriana de Viçosa, Minas, teve a liberalidade de financiar o presente número de Ultimato. Os demais serão impressos com a venda de assinaturas e exemplares avulsos. E, agora, colocamos nas mãos de Deus a trajetória que esse jornal deve descrever, para glória e louvor de Seu Filho Jesus Cristo.

Texto originalmente publicado na edição nº1 de Ultimato.

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