O que leva à apoteose é o descortinar da plenitude da salvação, é a chegada de tudo aquilo que se esperava pela fé, é a revelação de todo o conjunto que antes “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou” (1Co 2.9), é a contemplação do triunfo final e cabal de Jesus Cristo.

Tudo o que tem vida louve o Senhor! Aleluia! (Sl 150.6.)

Apoteose é a soma total de toda admiração, de toda contemplação, de toda reverência, de todo tributo, de toda adoração, de toda gratidão que se dirige a Deus. Por meio da palavra, por meio do canto, por meio da música, por meio das palmas, por meio dos gestos, por meio da curvatura do corpo, por meio da dança. Apoteose é o louvor que flui de dentro para fora, o louvor solto, o louvor que explode, o louvor gratuito, o louvor puro, o “perfeito louvor” (Mt 21.16).

O que leva à apoteose é o descortinar da plenitude da salvação, é a chegada de tudo aquilo que se esperava pela fé, é a revelação de todo o conjunto que antes “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou” (1 Co 2.9), é a contemplação do triunfo final e cabal de Jesus Cristo.

Os cinco últimos salmos (de 146 a 150) têm cheiro de apoteose. Todos começam e terminam com o vocábulo Aleluia!, que quer dizer “louvem a Deus!”

O salmista faz um grande esforço para incluir na apoteose o maior número possível de adoradores nas maiores alturas e nas maiores profundezas, e acaba resumindo numa frase curta o seu apelo: “Tudo o que tem vida louve o Senhor!” (Sl 150.6). Faz uma lista de justificativas: “Louvem-no pelo seus feitos poderosos, louvem-no segundo a imensidão de sua grandeza” (Sl 150.2). E faz uma relação de instrumentos musicais, da trombeta aos címbalos ressonantes (Sl 150.3-5). É o melhor ensaio já feito da apoteose apocalíptica!

Texto originalmente publicado no livro Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos.

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