E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. (Apocalipse 9:6)

Em todos os tempos e em todos os lugares foge-se da morte e não da vida. Mas, em algumas situações, deixa-se de fugir da morte para fugir da vida. Às vezes sofre-se mais por não se conseguir fugir da vida do que por não se conseguir fugir da morte. Para se fugir da vida é mais fácil: basta cometer suicídio.

Embora as muitas causas de atentar contra a vida sejam extremamente complexas, uma delas é fácil de entender, mas quase nunca mencionada. Quando a ilusão do secularismo, da apostasia, da permissividade, do amor ao dinheiro e da carnalidade acaba, e a pessoa se defronta com Deus, a preferência pela morte é muito maior do que a preferência pela vida.

Isso está registrado em pelo menos duas passagens da Bíblia. Na época de seu completo e insistente desligamento de Deus, os rebeldes de Israel preferiram “morrer em vez de continuar vivendo” (Jr 8.3). Escatologicamente falando, por ocasião do toque da quinta trombeta, “naqueles cinco meses [do terror apocalíptico] as pessoas procurarão a morte, mas não a encontrarão; vão querer morrer, mas a morte fugirá delas” (Ap 9.6).

Texto originalmente publicado na edição 361 de Ultimato.

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