O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças.  (Salmos 28:7)

A alegria não é tão difícil quanto os pessimistas pensam. Ela é provocada por coisas simples sempre relacionadas com a pessoa de Deus. Basta lembrar que a alegria é fruto do Espírito (Gl 5.22), consequência inevitável para quem está em Cristo e anda no Espírito, e não na carne. Essa verdade é reforçada por mais este texto: “Vocês receberam a mensagem com aquela alegria que vem do Espírito Santo, embora tenham sofrido muito” (1Ts 1.6, BLH).
Outra fonte de alegria é a segurança do perdão e da salvação: “Alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e, sim porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lc 10.20).

Todas as vezes que Deus se manifesta e aviva a sua obra no decorrer dos anos e a faz conhecida (Hc 3.2), há muita alegria: “Quando o Senhor restaurar a sorte do seu povo, então exultará Jacó, e Israel se alegrará” (Sl 14.7; 53.6). Talvez seja uma das mais poderosas fontes de alegria do povo de Deus (2 Cr 15.15; 29.36; 30.23-27; Ed 6.22; Ne 12.43). O crescimento quantitativo e qualitativo da igreja primitiva foi celebrado com muita alegria (At 15.3), justificando o provérbio de Salomão: “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira” (Pv 29.2).

O fruto do penoso trabalho também é fonte de alegria, até para Jesus: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Is 53.11). Paulo correu risco de vida em Tessalônica (At 17.1-10), mas muito se alegrou com os resultados de seu trabalho naquela cidade e escreveu aos tessalonicenses: “Vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!” (1Ts 2.20.) Na pequena epístola dirigida a Gaio, João se abre: “Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos [na fé] andam na verdade” (3 Jo 4).

As promessas de Deus são outra verdadeira fonte de alegria: “Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos” (Sl 119.162). A esperança produz alegria antecipada e diminui sensivelmente o impacto da dor, como aconteceu com Paulo: “Para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós” (Rm 8.18). Os heróis da fé listados na Epístola aos Hebreus não obtiveram em vida a concretização da promessa, mas viveram debaixo da alegria e do entusiasmo daquilo que Deus prometeu fazer a seu tempo (Hb 11.39-40). Entre Zacarias e o nascimento de Jesus, há pelo menos cinco séculos, mas o profeta anunciou à sua geração: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9.9).

Enquanto entre os secularizados a alegria depende do ter, e não do ser, de receber, e não de dar, entre os cristãos um dos segredos da alegria é a ordem inversa: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35). Essa palavra atribuída a Jesus é comprovada na experiência do povo de Deus tanto na época da construção do primeiro templo (1 Cr 29.9) como na época da restauração da casa do Senhor, cerca de 150 anos depois (2 Cr 24.10). Em ambos os textos, se lê que o povo se alegrou por ter dado liberalmente a sua contribuição voluntária.

Texto originalmente publicado no livro Práticas Devocionais. Editora Ultimato.

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