Esqueça o seu povo e a casa paterna. (Sl 45.10.)

À moça que está para casar-se é preciso dizer francamente: “Esqueça o seu povo e a casa paterna”. Esse é um dos conselhos saídos da pena de “um hábil escritor”, aquele que escreveu o Salmo 45. Foi isso que Rute, a moabita, fez por causa de seu casamento, primeiro com Malon, e, depois da morte dele, com Boaz. Ela declarou à primeira sogra: “O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus” (Rt 1.16). Foi isso que as mulheres estrangeiras de Salomão não fizeram. Elas não esqueceram seus deuses e exigiram que o marido construísse um altar em Jerusalém para cada uma de suas divindades. Ao satisfazer o desejo delas, Salomão pecou contra o seu Deus e introduziu a idolatria e o paganismo no único país monoteísta de então (1Rs 11.13).

Mas não é só a noiva que deve esquecer o seu povo e a casa paterna. Ao criar o homem e a mulher, Deus estabeleceu a regra: “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2.24; Mc 10.6-8).

Nenhum casamento é bem-sucedido quando a mulher e o homem continuam individualmente amarrados ao passado e à casa paterna. Isso dificulta ou impede cada vez mais o novo entrosamento, a nova parceria e a nova carne.

Meditação originalmente publicada em Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos.

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