Sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês (Mateus 5.48, NVI)

A cada ato de criação, Deus fazia uma pausa e observava o que havia feito. A expressão “E Deus viu que ficou bom” aparece seis vezes no relato a criação. O Gênesis registra que, depois de tudo pronto, “Deus viu tudo o que havia feito e tudo havia ficado ‘muito’ bom” (1.31).

Porque Deus é perfeito, a criação e a criatura, originalmente parecidas com ele, deveriam ser perfeitas. Jesus ordena: “Sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mt 5.48).

Deus é gracioso e misericordioso, mas é também exigente. O Decálogo e o Sermão do Monte comprovam isso. Os animais sacrificados como oferta pelo pecado deveriam ser sem defeito (Lv 22.17-25), assim como o sacerdote (Lv 21.17-24). A expressão “sem defeito” aparece dezenas de vezes em Levítico, Números e Ezequiel.

Temos um Sumo Sacerdote sem defeito. Ele é santo, puro e separado dos pecadores. Ao contrário de todos os outros, “ele não tem necessidade de oferecer sacrifícios dia após dia, primeiro por seus próprios pecados e, depois, pelos pecados do povo” (Hb 7.26-27).

A perfeição de Deus deixa o homem admirado e envergonhado. Esse constrangimento pode levá-lo a Cristo, que amou a igreja e entregou-se por ela para “apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5.25-27).

Embora não alcancem neste corpo e neste mundo a plenitude da perfeição, os crentes devem tê-la como alvo a ser perseguido.

Texto publicado em Devocionais Para Todas as Estações. Editora Ultimato.

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