É quase exaustivo ler todos os textos bíblicos que mencionam a expressão junto às águas. Mas vale a pena! Esse é o segredo da folha sempre verde, da árvore carregada de frutos e da vida em abundância (Jo 10.10). As práticas devocionais nos levam obrigatoriamente para junto das águas, e o resto é consequência natural dessa proximidade.

Gn 49.22 – “José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.”

Mesmo vendido pelos irmãos como escravo aos ismaelitas, mesmo caluniado pela mulher de Potifar, mesmo jogado numa masmorra por um crime que não cometeu, mesmo esquecido pelo copeiro-chefe de Faraó, mesmo em tempos de vacas magras – os braços de José foram feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, que o abençoou com as bênçãos dos altos céus. A explicação do sucesso contínuo de José em qualquer circunstância foi anotada pelo próprio pai: José é um ramo frutífero junto à fonte.

Sl 1.3 – “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido.”

Este texto se aplica a qualquer pessoa que, além de não participar da impiedade, se deleita em meditar de dia e de noite na lei do Senhor. O sucesso é inevitável.

Sl 23.2 – “Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma.”

O cuidado é do próprio Deus, do próprio Pastor. Ele quer abastecer a ovelha e renovar as suas forças e o seu entusiasmo com a proximidade das águas.

Is 44.3-4 – “Derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes; e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas.”

A comparação com os salgueiros é oportuna, pois eles cresciam, floresciam e formavam moitas sempre perto das águas (Lv 23.40; Sl 137.1-2; Ez 17.5).

Jr 17.7-8 – “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano da sequidão, não se perturba nem deixa de dar fruto.”

Os contratempos, a adversidade e as mudanças de situação não são suficientes para interromper a produção de frutos nem para secar as folhas verdes da árvore, graças ao fato de estar plantada junto às águas.

Texto originalmente publicado no livro Práticas Devocionais. Ultimato, 2005.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>