Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. (Atos 2.44)

Antes do dia de Pentecostes, os três mil convertidos não se conheciam, não se amavam e não se encontravam. Agora, eles se reuniam constantemente e “tinham tudo em comum” (2.44, NBV). Havia muita diversidade entre eles: alguns eram galileus, outros eram judeus, alguns nasceram e foram criados em diferentes regiões, próximas ou distantes, outros nasceram e foram criados em Jerusalém; alguns se comunicavam em hebraico ou aramaico, outros em grego; alguns eram jovens, outros, idosos; alguns tinham casa própria, outros, pagavam aluguel; alguns eram ainda solteiros, outros eram casados ou viúvos. Era uma mistura enorme. O que aconteceu em Jerusalém naqueles dias? O que provocou essa extraordinária mudança?

O traço de união era a mesma fé religiosa, o mesmo Pai, o mesmo Salvador e Senhor, o mesmo Espírito, o mesmo batismo de água. Todos eles descobriram o Ressuscitado, abraçaram a fé e receberam o batismo do Espírito no mesmo dia e no mesmo horário (nove horas da manhã). Naquele dia todos falaram em outras línguas. Eram todos membros do mesmo corpo, o corpo de Cristo, e membros da mesma família. Eles se sentiram amados por Deus e começaram a amar a Deus e aos irmãos. Tudo era novo, surpreendente, emocionante. Não era, pois, de estranhar, que os mais ricos vendessem “suas propriedades e outras coisas, e dividissem o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade” (2.45).

 

Texto originalmente publicado no livro Refeições Diárias – No Partir do Pão e na Oração.

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