Você é o primeiro guia de seu filho. Aquele que o coloca ao peito para mamar, no berço para dormir e na banheirinha para tomar banho. Aquele que vai ensiná-lo a fechar os olhos e a pôr as mãos postas para orar. Aquele que vai levá-lo pela primeira vez à igreja.

Depois de você, virão outros guias: a babá, a professora da Escola Dominical, a professora do Jardim de Infância, o pastor da igreja, o guarda de trânsito, os avós, os primos, os colegas da escola, a televisão, o computador e muitos outros.

Você precisa ser um guia zeloso, um guia bem preparado, um guia bem sucedido. Um guia que leve seu filho a Jesus, como fizeram aqueles pais a que se referem as Escrituras (Lc 18.15). Um guia que não solte a mão do filho em hipótese alguma, em tempo algum. Um guia que possa proclamar em voz alta: “Eis aqui estou eu, e os filhos que Deus me deu” (Hb 2.13).

Você precisa selecionar os outros guias de seu filho. Não podem ser como Judas, “que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus” (At 1.16). Não podem ser os tais guias cegos, tantas vezes condenados por Jesus (Mt 15.14; 23.16 e 24).

Considere-se muito feliz, muito feliz, se o guia de seu filho for o mesmo guia de Israel durante a travessia do deserto: “O Senhor ia adiante deles, durante o dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, durante a noite numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite” (Êx 13.21).

Texto originalmente publicado na edição 249 de Ultimato.
  1. MEIRILENE PRAZERES GOMES

    Um excelente texto que precisa ser lido com profundo anseio por desejar ser este pai guia. o pai que começa e termina o seu chamado com maestria. Chega de desejar ter filhos, ser ter o encargo por ser pai e mãe. O lar deve ser a primeira escola e os pais devem ser os primeiros mestres. As lições mais preciosas e profundas que um filho precisa lembrar e recordar devem vim da vida de seus pais que se posicionam como verdadeiros mestres. Estamos terceirizando a responsabilidade para com os filhos. eles estão muitas vezes a encargo das creches, dos avós e babás. Os pais modernos vivem cansados, atarefados e cheios de compromissos. Poucos são os que oferecem amor fundamental: atenção de qualidade, afeto e palavras de afirmação.

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