Pedro e Paulo disseram: “Estou pronto”. O primeiro afirmou: “Estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte” (Lc 22.33). O segundo declarou: “Estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor” (At 21.13). Na verdade, porém, Pedro ainda não estava totalmente pronto, fosse para a prisão, fosse para a morte. Ele precisou amadurecer um pouco mais e aprender a confiar em Deus mais do que nele mesmo. Não muito tempo depois, ficou pronto. Mas Paulo estava de fato disposto a enfrentar a prisão e o martírio.

Não é com poucos anos de carreira cristã que você pode considerar-se pronto para enfrentar qualquer obstáculo, qualquer provação, qualquer oposição, qualquer tortura ou qualquer sofrimento. O arroubo e a impetuosidade não são suficientes para enfrentar certas gargantas muito apertadas do testemunho cristão. Você precisa ter lastro, reservas, experiências, profundidade e o contrário de auto-suficiência.

Você precisa estar sempre pronto. Para qualquer eventualidade, para qualquer mudança, para qualquer perigo, para qualquer crise emocional.

Essa prontidão você precisa conquistar. Ela é perfeitamente possível. Depende muito de sua intimidade com Jesus, depende muito de seu crescimento espiritual, depende muito de sua vigilância. Uma pessoa pronta vai até as últimas conseqüências. É capaz de passar pela prova de escárnios e açoites e até de algemas e prisões. É com estas pessoas que Deus realiza a sua obra de redenção do mundo.

Deus o abençoe!

Texto originalmente publicado na edição 261 de Ultimato.

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