Ilustracoes_dignidade3A colorida composição do cabeçalho do blog e as imagens ao lado foram realizadas com gravuras que ganharam formas e cores, provavelmente, durante os anos de 1958/ 1959. As imagens ilustravam a história chamada “De onde me virá o Socorro?”, produzida em conjunto pela desenhista, Phyllis Reily, e por Lydia Santos, que escreveu o texto. A narrativa mostrava como, a partir das necessidades de uma senhora que procurou o pastor, toda a igreja se mobilizou para fundar uma creche e fomentar meios consistentes de ação social em sua cidade. A intenção da história – que era projetada a partir de slides – era estimular sociedades internas e igrejas a se envolveram com as demandas sociais do local em que atuavam.

A produção de “De onde me virá o socorro?” foi realizada pelo CAVE – Centro Áudio Visual Evangélico (grafia da época). O CAVE foi uma agência de mídia, organizada e administrada por igrejas e entidades evangélicas, um projeto protestante, que funcionou durante os anos de 1951 a 1971. Em 2010, documentos do CAVE foram reunidos no então recém criado Centro de Memória Metodista (CMM), da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), em São Bernardo do Campo, São Paulo. O acervo foi organizado e analisado durante trabalho de doutoramento, apresentado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, acreditamos, o conjunto de documentos abre mais um caminho para a história dos evangélicos no Brasil durante o século XX.

Assim, as imagens estão no lugar de uma moldura histórica, remetem à herança dos autores e do conteúdo que ela delineia: não como limite, mas como parte integrante, aberta à construção, releitura, apropriação, continuidades. Com suas cores vibrantes, elas mantém vivo o desafio que permanece, de responder aos que clamam: “De onde me virá o socorro?”.

 

Priscila Vieira

 

* Agradecemos ao Centro de Memória Metodista (CMM) que permitiu a utilização das imagens neste Blog. Especialmente às pessoas do Bispo Paulo Ayres Mattos, coordenador do CMM; Otoniel Ribeiro, Coordenador Administrativo da Faculdade de Teologia Metodista de São Paulo; Prof. Davi Betts, Coordenador de Tecnologia e Informação da UMESP; e a Glaucia Regina Dias, funcionária do CMM. Os documentos integram minha pesquisa de campo para tese de doutorado sobre o CAVE, a ser defendida no dia 8 de abril de 2013.

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