O problema da prosperidade

segunda-feira
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Ouçam esta palavra que o Senhor falou contra vocês, ó israelitas; contra toda esta família que tirei do Egito: “Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades”. (Amós 3.1-2)

Neste livro, o profeta Amós repreende e adverte o povo de Israel a olhar para si mesmo e se arrepender da sua impiedade. Ao fazer isso, Israel se atentaria para o julgamento de Deus, que estava próximo. Contudo, a mensagem de Amós foi largamente ignorada e desprezada pelos israelitas. Geralmente, o mundo odeia a palavra de Deus, bem como os mensageiros dela. Para piorar, Amós profetizou durante o reinado de Jeroboão, quando o reino de Israel estava no seu auge e tudo ia bem. Apesar de ímpio, Jeroboão era um rei famoso e corajoso que obteve muitas vitórias militares. Por meio dessas vitórias, “foi ele quem restabeleceu as fronteiras de Israel desde Lebo-hamate até o mar da Arabá” (2Rs 14.25). Como resultado, ele foi ludibriado pela prosperidade do seu reino.

Quando as coisas vão bem, as pessoas ímpias tendem a se tornar tolas e acabam destruindo-se (Pv 1.32). Elas não acham que precisam de Deus e, em sua cegueira, continuam a se comportar impiamente. Elas continuarão agindo assim até encararem o julgamento de Deus e perecerem. A Palavra é proclamada a elas inutilmente, como acontece no livro de Amós. Assim, Amós profetizou em um momento infeliz, mas também em um momento muito apropriado.

Podemos aprender muito disso. Quando os tempos são maus, devemos nos lembrar da bondade e da misericórdia de Deus. Quando os tempos são bons, contudo, devemos nos lembrar de temer a Deus.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

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