A submissão de Maria

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Respondeu Maria: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. (Lucas 1.38)

“O fato mais incontestável sobre o nascimento de Jesus”, escreveu o bispo John A. T. Robinson, “é que ele ocorreu fora do casamento. A única opção para a qual não há evidência alguma é a de que Jesus era filho legítimo de José e de Maria. Só nos resta escolher entre um nascimento virginal ou um nascimento ilegítimo”.

Os rumores sobre a possível ilegitimidade de Jesus surgiram durante seu ministério público, numa tentativa de desmoralizá-lo. Por exemplo, quando ele declarou que certos judeus incrédulos não tinham Abraão, mas o diabo como seu pai, eles replicaram: “Nós não somos filhos ilegítimos” (Jo 8.41). Esses rumores persistiram mesmo depois de sua morte. No Talmude judaico há referências explícitas. Essas insinuações e calúnias só poderiam surgir se as pessoas soubessem que Maria já estava grávida quando se casou com José. Por mais repulsivos que sejam esses boatos, eles na verdade são uma forte evidência do nascimento virginal.

A resposta de Maria à anunciação do anjo desperta imediatamente a nossa admiração: “Sou serva do Senhor. Que aconteça comigo conforme a tua palavra” (v. 38). Depois de ouvir a explicação sobre o propósito e o método de Deus, ela não fez nenhuma objeção. Colocou-se completamente à disposição de Deus, demonstrando total boa vontade para ser a virgem mãe do Filho de Deus. Certamente era um grande privilégio para ela. “O Poderoso fez grandes coisas em meu favor”, ela disse (v. 49). Mas era também uma terrível e custosa responsabilidade, pois incluía a disposição de ficar grávida antes de se casar, sujeitando-se assim à vergonha e ao sofrimento de ser vista como uma mulher imoral.

A humildade e a coragem de Maria em submeter-se ao nascimento virginal contrastam fortemente com as atitudes dos críticos que rejeitam este fato. Maria deixou sua reputação nas mãos de Deus. Precisamos como Maria confiar em Deus e permitir que ele faça as coisas a seu modo, mesmo correndo o risco de perder a nossa boa reputação.

Leitura recomendada: Lucas 1.34-38

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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