O tripé da esperança

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Jamais tires da minha boca a palavra da verdade, pois nas tuas ordenanças coloquei a minha esperança. (Sl 119.43.)

Sem esperança é impossível viver. Todavia, é certo que a esperança é mais requisitada em tempo de dor. Fala-se de esperança mais em Jó — o livro do sofrimento — do que em Provérbios — o livro da sabedoria.

O grande problema da esperança é em que ou em quem colocá-la. Não se pode investir esperança em qualquer coisa, em qualquer palavra, em qualquer pessoa. A esperança não vem de cálculos bem elaborados baseados na história, na filosofia, na matemática, na estatística, na tecnologia, na informática. A esperança nunca é visível: “esperança que se vê não é esperança” (Rm 8.24). Embora concreta, a esperança que não decepciona é captada pela fé e não pelos olhos nem pelo raciocínio.

A experiência do salmista resume tudo: “Na tua palavra coloquei minha esperança” (Sl 119.114). Não é na palavra de alguém, mas na palavra de Deus, corretamente entendida.

Por que os cristãos têm a maior de todas as esperanças, a esperança de novos céus e nova terra? Porque ela está baseada na promessa de Deus (2Pe 3.13).

No ouro não dá certo (Jó 31.24), na incerteza da riqueza não dá certo (1Tm 6.17), na evolução da ciência não dá certo. Só a esperança centrada em Deus não decepciona. Ele é “o Deus da esperança” (Rm 15.13) e Jesus é “a esperança da glória” (Cl 1.27).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

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