Não somos tentados todos os dias

segunda-feira
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Cercaram-me por todos os lados, mas em nome do Senhor eu [os] derrotei. (Sl 118.11.)

O cerco de todos os lados, completo, existe. Mas certamente não é uma experiência cotidiana. É preciso tomar todo cuidado com o exagero. Não podemos mentir para nós mesmos: não estamos cercados de problemas insolúveis à nossa esquerda, à nossa direita, à nossa frente e à nossa retaguarda. Isso sufoca, apavora e enfraquece qualquer resistência. Existe o tal “dia mau” que fala o apóstolo (Ef 6.13). Seria o dia do acúmulo de problemas — o dia do cerco, da tentação, da provação, do aperto, da tempestade, da investida satânica, da crise, da frustração, da depressão, da dor, da doença, da morte, da tragédia. Todavia sabemos que esse dia não é eterno; ele acaba, passa, some de repente.

Não somos tentados todos os dias, pelo menos não com a mesma intensidade. Há intervalos, ora curtos ora prolongados. O diabo se aproxima e também se afasta. O Evangelho de Mateus faz questão de registrar a troca de situação pela qual passou Jesus no deserto: “Então o Diabo o deixou, e anjos vieram e o serviram” (Mt 4.11). Lucas afirma que depois daquele dia de cerco, “o Diabo o deixou até ocasião oportuna” (Lc 4.13). Precisamos crer nos intervalos e esperá-los. Devemos orar pelos intervalos, nos quais o cerco desaparece por algum tempo significativo. Salomão diz que há “tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar” (Ec 3.4).

Não se pode negar nem que o diabo anda ao nosso redor como um leão (1Pe 5.8) nem que o Anjo do Senhor é sentinela ao nosso redor (Sl 34.7).

O próprio salmista fala de cerco e de alívio: “Cercaram-me [as nações] por todos os lados, mas em nome do Senhor eu as derrotei. Cercaram-me como um enxame de abelhas, mas logo se extinguiram como espinheiros em chamas” (Sl 118.11,12).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

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