A pobreza das mãos humanas

segunda-feira
segunda-feira

Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas. (Sl 115.4.) 

O salmista chama a atenção para a diferença existente entre as mãos de Deus e as mãos humanas. Enquanto estas fabricam ídolos de prata e ouro (Sl 115.4), aquelas formam os céus e tudo o que neles há (Sl 102.25).

A diferença entre umas e outras vai se aprofundando cada vez mais na história da revelação. A tal ponto que o contraste passa a ser não entre mãos humanas e mão divinas, mas entre mãos humanas e a expressão sui generis “sem mãos”. A pedra que derrubou a grande estátua que representava os Impérios Babilônico, Medo-persa, Grego e Romano, por exemplo, soltou-se de uma montanha “sem auxílio de mãos” (Dn 2.34, 45). Outro exemplo está nestas palavras de Paulo: “Quando for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas” (2Co 5.1).

Tanto Estêvão como Paulo fazem questão de frisar que o Altíssimo “não habita em santuários feitos por mãos humanas” (At 7.48; 17.24). Referindo-se à sua ressurreição ao terceiro dia, Jesus prometeu: “ Destruirei este templo feito por mãos humanas [o templo de Jerusalém] e em três dias construirei outro, não feito por mãos de homens” (Mc 14.58).

Outra diferença notável é a que existe entre a circuncisão “feita no corpo por mãos humanas” (Ef 2.11) e a circuncisão “operada no coração, pelo Espírito, e não pela Lei escrita” (Rm 2.29).

O que temos de melhor não foi feito por mãos humanas, mas “sem mãos”, isto é, pelas mãos de Deus! 

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Print Friendly, PDF & Email

Um comentário para “A pobreza das mãos humanas”

  1. Solano agosto, 22 at 7:20 #

    Bom dia!

    Ele (Cristo) morreu em nosso lugar para nos redimir e para que o Espírito Santo habitasse em nós, por tanto temos que fazer “obras maiores” (Jo 14.12), pois se estamos em Cristo, temos as mãos dEle.

    Abraço!

Deixe um comentário