Duas faces da verdade

domingo
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Temos aqui outra maneira de apresentar as duas faces da verdade. Por um lado, não devemos jamais imaginar que seja possível confiar em nossos próprios esforços para nos comportarmos, mesmo que só pelas próximas vinte e quatro horas, de forma correta. Se não estivermos apoiados em Cristo, nenhum de nós poderá evitar cometer algum grande pecado. Por outro lado, nenhum ato de santidade ou heroísmo dos maiores santos está além daquilo que ele está decidido a produzir em cada um de nós no final. Esse trabalho jamais estará completo nesta vida; porém, Cristo quer nos levar o mais longe possível antes da morte.

Por isso é que não temos razão alguma para nos surpreender, quando passamos por tempos difíceis. Quando uma pessoa se volta para Cristo e parece estar se dando bem (no sentido de que certos hábitos ruins estão sendo corrigidos agora), geralmente supomos que, a partir de então, o natural seria que as coisas acontecessem de forma mais fácil. Quando surgem os problemas — doenças, dificuldades financeiras, novos tipos de tentações — ficamos desapontados. Pensamos que tais coisas podem até ter sido necessárias no passado para nos levar ao arrependimento; mas por que agora? Porque Deus quer forçar-nos a ir em frente, para cima, rumo ao nível mais alto, colocando-nos em situações em que temos de ser mais corajosos, ou mais pacientes, ou mais amorosos do que nunca sonhamos ser. Tudo isso parece bastante desnecessário para a maioria de nós; pois ainda não temos a mínima ideia do algo tremendo em que ele pretende nos tornar.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

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