Guardando o domingo como um dia especial

quarta-feira
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Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou. (Gênesis 2.3)

O que significa o fato de Deus ter “abençoado” o sétimo dia e o santificado? É claro que o dia em si não sofreu nenhuma mudança; o que mudou foi somente o seu uso, pois Deus separou-o dos outros seis dias da semana para um propósito especial.

Em 1985 foi lançada uma campanha no Reino Unido com o slogan: “Mantenha o domingo como um dia especial”, enfatizando a necessidade de evitar que os trabalhadores fossem obrigados a trabalhar aos domingos, exceto nas atividades essenciais. Ao mesmo tempo essa campanha buscava preservar o domingo como dia de descanso e recreação, voltado para a adoração e a família. O sucesso foi praticamente total. Atualmente, ela tem sido redirecionada no sentido de assegurar que todos tenham “um dia de folga regularmente”.

Essa campanha não tem nada a ver com a guarda opressora do sábado defendida pelos rabinos na época de Jesus. Eles calculavam que a observância à guarda do sábado continha mais de mil e quinhentos regulamentos. Jesus, no entanto, não concordava nem um pouco com esse tipo de casuísmo. Declarando-se “Senhor até mesmo do Sábado” (Mc 2.28), Jesus afirmou que tinha autoridade para interpretar da maneira correta o quarto mandamento. Fazer o bem no dia de sábado era sempre certo (Mc 3.4), ele disse. Certamente ele teria concordado com a opinião divina expressa em Isaías 58.13-14:

Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado
e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia;
se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor,
e se honrá-lo […]
então você terá no Senhor a sua alegria,
e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra
e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai.

Para saber mais: Marcos 2.23-28

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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