O Espírito clama

segunda-feira
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E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai”. (Gálatas 4.6)

Paulo poderia ter dito: “Deus enviou o Espírito do seu Filho aos nossos corações, o Espírito que ora, ‘Abba, Pai’”. Mas ele diz, propositadamente, “clama” para indicar a angústia do cristão que ainda está fraco e necessita crescer na fé. Em Romanos 8.26, ele descreve esse clamor como gemidos inexprimíveis.

Mas, em meio a aflições e conflitos, é difícil clamar a Deus, e é necessário muito esforço para ser fiel à Palavra de Deus. Nesses momentos, não somos capazes de perceber Cristo. Nós não o vemos. Nossos corações não sentem a presença nem a ajuda dele durante a aflição. Cristo parece estar irado conosco e ter nos deixado. E, então, durante o sofrimento, nós sentimos o poder do pecado, a fraqueza dos nossos corpos e a nossa dúvida. Nós experimentamos as setas inflamadas do Maligno (Ef 6.16) e os terrores da morte. Nós sentimos a ira e o julgamento de Deus. Tudo isso provoca gritos poderosos e horríveis contra nós mesmos de tal forma que não parece haver outra coisa além de desespero e morte eterna. Contudo, em meio a esses terrores da lei, ao estrondo do pecado, ao abalo da morte e ao rugido do Maligno, o Espírito Santo em nossos corações começa a clamar: “Abba! Pai!” E o clamor dele é muito mais forte e abafa os gritos poderosos e horríveis da lei, da morte e do Maligno. Ele penetra através das nuvens e do céu e alcança os ouvidos de Deus.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

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