Cristianismo, Sentido, Imaginação, Nárnia e Rock’n Roll

 

      Por Cleber Santos Oliveira

Há um rio subterrâneo profundo que corre através das faixas gravadas nos discos do U2. Elas fazem você pensar e o convidam a imaginar” (Steve Beard).

 

Para os teólogos Roger Olson e Grenz Stanley (2006) as vozes da cultura popular possibilitam a reflexão da realidade de Deus porque “Deus está presente em todas as questões básicas da vida”. Para Olson & Stanley refletir a realidade sob a perspectiva da existência de Deus dá-nos um enfoque adequado para tratar das questões acerca da vida porque “Se Deus existe – o Criador do “céu e da terra” – então todas as outras interrogações adquirem novo significado e obtêm eventuais respostas, que de outro modo conduziriam somente a becos sem saída” (2006, p. 17). Billy Graham disse que: “As questões fundamentais da vida, em última análise, estão ligadas à religião” […] somente Deus, que nos criou, pode dar respostas definitivas a essas perguntas” (2008, p. 461). Portanto, Olson, Stanley e Graham concordam que Deus é o horizonte de toda a indagação humana. Nesse sentido, C.S. Lewis e a banda de rock U2 oportunizam pensar a fé cristã porque em seus trabalhos eles levantam questões fundamentais acerca da vida. Com Lewis e U2 temos a oportunidade de refletir e considerar um conjunto de questões significativas e apropriadas tanto sobre a fé cristã bem como alguns problemas que afligem o mundo ocidental.

Assim sendo, é possível identificar três pontos em comum entre os escritos e fábulas do apologista cristão de Oxford e as composições da banda irlandesa: O Cristianismo como sentido e significado para a vida, a imprescindibilidade de intervenção social e o engajamento intelectual. Então, vamos lá:

 

Uno, dos, tres, catorce

Quando pensamos na relação entre C.S. Lewis e a banda de rock U2 entramos em dois campos vultosos da história humana, a saber: a Literatura e a Música. Existe uma trama relacional entre ambas que é muito interessante. A música tem muita importância para a Literatura. A Bíblia Sagrada (A Palavra de Deus) dá testemunho da relevância da música na história do relacionamento de Deus com Seu povo. De acordo com o Howard F. Vos, professor de História e Arqueologia no The King’s College, “As canções também são encontradas na classe lírica; essas abundam nos Salmos, onde elas tratam de temas como libertação, providência, natureza, julgamento, confiança e consagração” (2006, p. 92). No Antigo Testamento, “literatura nacional divina” para o povo hebreu (Id. p. 87), os cânticos de louvores brotavam de corações agradecidos como expressão de fé e adoração ao Senhor.  Segundo Shedd (2006, p. 592) “Davi deu grande ênfase à música no culto divino. […]. Cânticos faziam parte das cerimônias religiosas (Êx 15.21; Jz 5:1; 1 Cr 13.8)”. O líder internacional de adoração Ron Kenoly destaca o progresso e o amadurecimento na adoração ao Senhor nos relatos bíblicos de 2 Crônicas 5:12-13 em comparação com Êxodo 15:20. De acordo com Kenoly, em Êxodo a “Profetisa Míriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças”, e em 2 Crônicas “houve uma tremenda procissão com tamboris, trombetas, outros instrumentos e danças” (2003, p. 58). Para Kenoly “é um exemplo bíblico de crescimento na área da adoração”.  Segundo Cassonatto (2011) o gênero literário dos hinos e cânticos faziam parte das epístolas paulinas nas celebrações litúrgicas das comunidades cristãs. A Bíblia Sagrada, portanto, dá ênfase ao cântico de louvor – e o salmista fala da necessidade de entoar novos cânticos ao Senhor para celebrar a ação salvífica de Deus (v. Salmos: 33:3; 40:3; 96:1; 98:1; 144:9 e 138:1) – e isso inclui “poemas, hinos, e cânticos; notadamente em voz alta e com muita alegria espiritual” (NTSP, 2007, p. 702), e com todo o nosso coração (v. Salmo 138:1).

Outrossim, muitos compositores foram influenciados por William Shakespeare desde que suas peças foram apresentadas em Londres no século XVII. Conta-se que mais de 300 óperas já foram inspiradas pelo poeta e dramaturgo inglês, inclusive o pop e o rock. “Se a música é o alimento do amor, não parem de tocar”, dizia Shakespeare. George Steiner, crítico literário, disse que “Foi através da música que o século XIX realizou seu sonho de criar formas trágicas comparáveis às dos drama clássico e renascentista, em nobreza e coerência: nas cerimônias de lutos dos quartetos de Beethoven, no quinteto em C maior de Schubert, no Otelo de Verdi, e, comumente, em Tristão e Isolda” (2006, p. 99). Nessa época considerava-se o drama como gênero literário supremo. Noble Smith citou que “A importância da música nos trabalhos de Tolkien, às vezes, não é levada em conta. O Silmarillion, base mitológica da Terra-média, começa com uma melodia cósmica. Espírito celestes, chamados de Ainur, as primeiras criações do deus Ilúvatar, entoam canções em uma bonita harmonia, preenchendo o Vazio com sua música” (2012, p. 130): “Havia Eru, o Único, que em Arda é chamado de Ilúvatar. Ele criou primeiro os Ainur, os Sagrados, gerados por seu pensamento, e eles lhe faziam companhia antes que tudo o mais fosse criado. E ele lhes falou, propondo-lhes temas musicais; e eles cantaram em sua presença, e ele se alegrou.” (TOLKIEN, 2011, p. 3). Do mesmo modo, C.S. Lewis acreditava na importância da música e na percepção sonora. Em As Crônicas de Nárnia Aslam entoa a canção da criação que se propaga como seiva trazendo vigor, força e energia ao mundo vazio do Nada:

“O leão andava de um lado para o outro na terra nua, cantando a nova canção. Era mais suave e ritmada do que a canção com a qual convocava as estrelas e o sol; uma canção doce, sussurrante. À medida que caminhava e cantava, o vale ia ficando verde de capim. O capim se espalhava desde onde estava o Leão, como uma força, e subia pelas encostas dos pequenos montes como uma onda. Em poucos minutos deslizava pelas vertentes mais baixas das montanhas distantes, suavizando cada vez mais aquele mundo novo. Podia-se ouvir a brisa encrespando a relva. (LEWIS, 2011, p. 59)

Sublime canção entoada pelo Leão, cântico criativo, elemento vital que flui como sangue, maravilhoso e enigmático, que esvoaça vivo e alegre pelas terras de Nárnia.

De acordo com Stephen H. Web (2006) a antiga filosofia atribui a visão ao conhecimento e associa a escuridão ao terror, por conseguinte, no decorrer dos anos acabamos subestimando o que C.S. Lewis compreendia como fundamental: o papel do som na construção do conhecimento. Para Web “Os visitantes [de Nárnia] aprendem a confiar no que ouvem e a duvidar do que veem. Em outras palavras, Nárnia educa os sentidos” (2006, p. 25). O dicionário LAROUSSE Ática da Língua Portuguesa define música como a “Arte e a técnica de combinar sons. Qualquer conjunto de sons” (2001, p.681). Para Stephen “As Crônicas são, entre outras coisas, uma exploração complexa e corajosa da natureza do som” (2006, p. 27). Para Lewis, o som era tão fundamental para o significado tanto quanto a lógica.

             Deveras, “Somos criaturas interativas e uma das maneiras mais profundas pela qual expressamos nossos pensamentos é através da música” (SMITH, 2012, p. 134).

A música pode comunicar concepções ideológicas, visão de mundo e questões fundamentais da vida com implicações sobre o pensamento e comportamento humano. […] a cultura, à qual os indivíduos têm acesso na vida cotidiana, não é uma mera verificação de artefatos ou de símbolos solidificados, mas é um processo dinâmico de forças muitas vezes contrastantes, que guiam escolhas interpretativas” (MININNI, 2008, p. 47). De acordo com Mininni, os aspectos da vida cotidiana têm grande relevância sobre o pensamento. Os fatos do dia a dia, a linguagem verbal e as palavras escritas são instrumentos comunicativos que têm grande importância na formação de imagens na mente. Portanto, a comunicação está diretamente relacionada com as particularidades fundamentais dos aspectos da vida cotidiana (id.2008, p.52). O ponto comum corresponde ao fascínio pela informação e a compreensão do mundo dos homens.

A banda de rock U2 destaca-se no cenário musical com sua “rebeldia subversiva” que confronta o sistema alienante da vida pós-moderna. Uma “eufonia dissonante” que ressoa em contraposição aos pacatos agiotas da estruturação e manutenção do status quo. Os quatros roqueiros de Dublin são aqueles que transpassam marcos, e rompem as “[…] fronteiras num mundo que a Igreja tem negligenciado” (STOCKMAN, 2006, p. 44). A honestidade com que o grupo lida com as questões de fé e com a justiça social confrontam uma espiritualidade irrelevante e uma fé letárgica.

Clive Staples Lewis, renomado crítico literário e uma das maiores autoridades em literatura inglesa, também foi um notável educador (Greggersen, 2006). Lewis, o pensador cristão de Belfast, de popularidade mundial, cuja obra infantil As Crônicas de Nárnia, além de ser uma fonte de inspiração para pessoas de todas as idades, [Ah, e bandas de rock] é uma fábula que sinaliza esperança e um caminho a seguir. Um conto que fala sobre salvação, resgate, redenção e restauração (Ditchfield, 2003). Uma narrativa imaginativa que conduz o leitor a um manancial de recursos pedagógicos (GREGGERSEN, 2010), que encoraja o comprometimento da fé para com a transformação da realidade, posto que sua pedagogia é conscientizadora, diretiva, prática e criativa.

Cinco irlandeses que oportunizam novas experiências e descortinam novas possibilidades, e que abrem as portas da viabilidade e da visibilidade por meio de suas obras. Duas artes que, muito mais que apenas entretenimento, revelam-se como autênticas fontes de conhecimento que incentiva o leitor a ir além si mesmo. De fato, a correspondência entre ambas é potência em dose dupla.

Sabe-se que a democracia ainda está se consolidando no Brasil, pelo menos. Ela é construída com a participação e intervenção social dos indivíduos, dos grupos sociais e de espaços de interação crítico-dialógica. Nesse sentido, a transformação da realidade depende da participação e comprometimento efetivo de cada um de nós e de desenvolvermos uma cultura de consciência democrática que representa um grande passo para prática e para o exercício da cidadania e representa um desafio vinculado ao engajamento intelectual.   Nessa perspectiva, Gene Veith toca num ponto fundamental: “pensamos com nossa imaginação” (2006, p. 16). O pensamento de Veith tem uma implicação medular que acredito ser um dos pilares para uma verdadeira transformação da realidade: o pensar certo, ou, o pensamento correto. O certo não é meramente uma questão moralista, muito menos diz respeito apenas a uma visão utilitária baseada em resultados práticos, mas está fundamentada na vontade de Deus, o Criador dos céus e da terra, no Deus imutável, justo, perfeito e infinitamente amoroso. O que pensamos e o que alimenta a nossa mente afeta diretamente o modo como entendemos a realidade e vivemos em sociedade.  LaHaye disse acertadamente que “Os olhos são veículos da mente e a mente é o caminho direto para nosso centro emocional, o coração” (2009, p. 202). A revolução da consciência democrática começa, sobretudo, quando temos o senso da valorização humana e isso, imperiosamente, envolve o modo como pensamos.

Colin Duriez disse que “Lewis estava convencido de que, através das histórias, o mundo real transforma-se em um lugar mais mágico, pleno de significado” (2005, p. 118). E é o que acontece quando temos acesso ao conto de Lewis. Segundo Duriez Lewis disse que “as crianças não desdenham os bosques reais porque leram sobre bosques encantados: a leitura faz com que todos os bosques reais sejam um pouco encantados” (id. 118). O conto de Nárnia viabiliza a ver a realidade de maneira real e legitimo, promove uma experiência encantadora de leitura, oportuniza um novo modo de pensar [o pensamento correto] sobre as questões importantes acerca da vida e possibilita corresponder as “afinidades profundas” entre a nossas experiências do cotidiano e a fé cristã e corresponder essa mesma fé no atual cenário caracterizado pela complexa realidade humana. É como receber um par de óculos cujas lentes tivessem o poder de metamorfosear o nosso mundo transformando-o num maravilhoso mundo novo – uma espécie de visão mágica – e nos devolvesse aquela “genuína visão das coisas”. Isso acontece porque Nárnia nos oportuniza a “transgredir” os condicionamentos e estereótipos de maneira radical e contemplar a possibilidade de transpor barreiras. É a “porta que dá acesso a outro mundo – um limiar que pode ser atravessado, permitindo-nos entrar num reino maravilhoso e explorá-lo” (MCGRATH, 2013, p. 285). E esse Reino é uma realidade espiritual presente e o seu Poder é avassalador, forte e poderoso. (LADD, p. 136 e 138). A dimensão de uma consciência cristã comprometida com Deus, reorientada intelectualmente com um propósito de “olhar para a sociedade com o olhar teológico” (GRENZ & OLSON, 2001, p. 137) que é a dimensão da cidadania visa  reconsiderar a importância do ensino como viabilidade do conhecimento e da verdade dado o seu caráter intervencionista no mundo e os contos de Lewis têm esse caráter ao oportunizar a reflexão sobre conduta, ética, religião e fé. Lewis oferece essa possibilidade de uma didática prazerosa e original, uma prática educacional criativa e construtiva que visa formar homens e transformar indivíduos. Sabemos que para que a sociedade seja preservada e aperfeiçoada os valores objetivos são fundamentais objetivos, ou seja, “a convicção de que certas posturas são realmente verdadeiras, e outras realmente falsas” (LEWIS, 2005), e esses valores objetivos mantêm a sociedade em equilíbrio.

Eu ainda não achei o que procuro

O U2 é uma banda de rock que, com certa regularidade, versa sobre temas espirituais. Segundo Stockman (2006), o Cristianismo evangélico foi a base do trabalho da banda irlandesa. Entretanto, sua arte e sua fé não se restringe ao “mundo cristão evangélico”, sua mensagem, tal como diz a música do Catedral é “pra todo mundo ouvir”. Ainda assim, além da preocupação com a justiça social e compenetrados numa agenda bíblica radical que tem inflamado sua vida e trabalho, o U2 também está interessado com a verdade eterna:

Por mais de vinte anos, o U2 tem feito sua parte na confrontação do poder da desesperança e do niilismo ao apontar a seus ouvintes a realidade transcendente do céu, do inferno, de anjos, demônios, libertação, redenção, graça e paz. Suas letras descortinam um mundo para além das coisas que podem ser vistas e racionalmente compreendidas. A música não é um amontoado de palavras simplistas, que falam sobre estar salvo com Jesus, em um mar de rosas. Ao contrário: suas canções lidam com dor e frustação, sem dar espaço à desesperança” (STOCKMAN, 2006, p. 11).

A canção I Still Haven’t Found What I’m Looking For do U2 oportuniza refletir sobre a experiência do desejo não satisfeito. Como uma ode davídica ou como um poema lírico a canção discursa entre riffs, acordes, tambores e pratos, sobre o realismo de estados e circunstâncias, períodos de necessidades, dúvidas, provações, louvor e anseio por uma intimidade com Deus. É um hino de fé e esperança em ritmo de rock’n roll:

Eu escalei as montanhas mais altas,

Eu corri pelos campos,

Só para estar com você

Só para estar com você.

 

Eu corri,

Eu rastejei

Eu escalei os muros da cidade

Só para estar com você

Mas ainda não achei

O que estou procurando

Ainda não achei

O que estou procurando

 

Beijei lábio de mel

Senti a cura na ponta dos dedos dela

E queimou como fogo

Esse desejo que queima

 

Falei com a língua dos anjos

Segurei a mão do diabo

Estava quente na noite

Eu estava frio como pedra

Mas eu ainda não achei

O que procuro

O que estou procurando

Mas eu ainda não achei

O que procuro

 

Eu acredito na vinda do Reino

Todas as cores

Sangrarão numa só

Mas, sim

Eu ainda estou correndo

 

Você quebrou os laços,

Soltou as correntes,

Você carregou a cruz

Acredito nisso

E a minha vergonha

Sabe que acredito!

Mas ainda não achei

O que procuro

 

A procura do U2 tem algo a nos ensinar. Sabe-se que vícios criam uma ilusão virtual da realidade e não podem satisfazer a aspiração mais profunda do coração humano. Nesse frenesi o homem tem se esforçado para experienciar o contentamento do desejo não satisfeito com as alegrias efêmeras. Tem percorrido os campos das inverdades, corrido desenfreadamente em busca do sucesso acima de qualquer outro valor, rastejado sob peso das ideologias totalitárias, se abrigado nas trincheiras da despersonalização humana e da exploração alheia. Sem nenhum absoluto ao qual se apoiar o homem moderno tem adotado padrões de comportamento completamente hedonistas e relativistas. As condutas ímprobas nas instituições públicas e privadas marcados pela corrupção desde o alto escalão criam o ambiente propicio para favoritismos, status especial, a exclusão do mais fraco, extorsões, desvios, roubos, escamoteações, aliciamentos, etc. Tudo isso são marcas de uma sociedade corrompida e imoral. Os princípios elementares deste mundo têm ditado o estilo de vida e o padrão de moralidade da sociedade moderna que dia após dia faz de tudo para destronar Deus, concomitantemente em que procura meios para cultuar falsos deuses. Russel Shedd disse que “A corrupção universal se deve ao fato de os homens negarem a Deus. Não é apenas o homem ateu que nega a existência de Deus, mas também aquele que vive e age como se nunca tivesse que prestar contas ao Senhor” (2007, p. 783). Joseph Frank disse que para Dostoiévski “não acreditar em Deus e na imortalidade da alma é estar condenado a viver num universo carente de todo sentido” (2008, p. 227). Aliás o próprio romancista russo advertiu em Os Irmãos Karamazov que “sem Deus, tudo é permitido” (Yancey, 2004). Nesse sentido, as obras da carne não têm conseguido satisfazer o anelo que existe no coração humano. Existe um vazio no coração do homem que as coisas do mundo não podem preencher. Por mais que se empenhe em preenchê-lo com os espólios do mundo o homem ainda continuará a procurar esse quê.

Não obstante, ressignificando o ideal de força, a mídia cria estratégias ludibriosas cujos pixels projetados pela janela eletrônica transformam-se numa força intangível (das elites) causando um efeito deformador e perturbador que oculta a realidade dos telespectadores colocando toda a massa em estado de manipulação e sujeição (MININNI, 2008). Utilizando-se de técnicas da espetacularização da publicidade a mídia fomenta as necessidades narcisistas numa sinfonia regido pelo mercadejar da satisfação da carência humana, pelo estímulo do exibicionismo e a ebulição da bazófia.

Dobrando-se aos falsos deuses o homem tem aberto espaços para os ídolos e seus efeitos devastadores. Isso nada mais é do que frutos geradores de homens alucinados que se esforçam em satisfazer aquele anseio profundo com os pratos dos rudimentos de um mundo alienado e separado de Deus, cujo anfitrião Satanás tem conduzido pela mão essa sociedade de gélidos incautos, levando-os ao banquete da  satisfação instantânea e aos prazeres torpes: é a sociedade procurando meios de saciar o desejo não satisfeito. De acordo com Timothy Keller “Em vez de aceitar nossa natureza finita e nossa dependência em Deus, procuramos desesperadamente angariar a certeza de que ainda temos poder sobre nossa vida” (2010, p. 98). Entretanto, Dostoiévski, embora esteja morto, por meio da fé ainda fala: “o homem tem um vazio no seu coração do tamanho de Deus, que somente Ele pode preencher” (Melo Apud Dostoiévski, 2012, p. 32). A propósito já dizia a banda Fruto Sagrado em ritmo de Rock’n roll: “Que o vazio no peito é do tamanho de Deus”. É por isso que ele procura por algo e não encontra. Afinal, como escreveu Salomão: “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Eclesiastes, 1:2). Isto é, tudo aquilo que se encontra “debaixo do sol” é terreno, temporal e perecível (Shedd, 2007).

[Talvez quando o Bono disse numa conversa com o pastor Eugene Peterson e David Taylor, que observava muita desonestidade na arte e na vida cristã (*) ele estivesse também se referindo a uma espiritualidade acomodada com a estrutura de valores do mundo, de uma certa insensibilidade da realidade, uma inversão do real, ou seja, o inverso do que realmente seja essencial.]

A reflexão da realidade sob a perspectiva da existência de Deus traz um novo significado em todas as demais questões práticas. E aqui não é diferente. Antes de falar sobre a convicção de um outro mundo, surge na canção o elemento da hesitação. Não se trata de ausência da fé, mas de uma condição que corresponde a “presença inteligente da dúvida” [conceito que tomei emprestado de Augusto Cury] que de acordo com ele “[…] esvazia o orgulho” (2006, p.22). O sentimento de desespero é eficaz no sentido de mostrar ao homem a sua própria debilidade. No Salmo 13 encontramos Davi com um turbilhão de sentimentos invadindo seu ser: diante do silêncio de Deus, em vista do seu pedido de socorro, Davi pergunta por quatro vezes: “até quando, Senhor?” Sobre isso Paul Golden diz que:

As emoções francas de Davi podem ser desconfortáveis para alguns leitores. Entretanto, como observaram Kenneth Baker e Waylon Bailey: Deus é amigo do que duvida honestamente, que ousa conversar com Ele em vez de falar sobre Ele. A oração que inclui um elemento de questionamento a Deus pode ser um meio de aumentar a fé daquela pessoa nEle. Expressar dúvidas e clamar sobre situações injustas no universo mostram a confiança que a pessoa tem em Deus de que Ele deveria ter uma resposta para os problemas insolúveis da sociedade” (2013 , s/p).

 

Envolto nesse mar de obscuridades e incertezas Bono enxerga a luz que tem poder para dissipar as trevas. Sem demora a letra diz: Eu acredito na vinda do Reino. De acordo com J.P. Moreland “A capacidade de uma pessoa crescer em Cristo depende, em certa medida, do que ela é capaz de ver nas Escrituras e no mundo ao seu redor” (2013, p.12). A canção traz a ideia fundamental de reestruturar ou remodelar toda a vida e cosmovisão num sentido cristocêntrico: A canção fala do Cristo Crucificado, da fé na vinda do Reino, na realidade escatológica e de seu significado verdadeiro na história humana: um Reino de Justiça, e, sinaliza esperança frente a tensão escatológica da consumação do Reino do “ainda não”. Esse reino maravilhoso aponta para o reino da nova dispensação, para a boa nova de libertação e restauração. A canção declara fé na onisciência divina, convicção na ação redentora de Jesus que quebra elos e solta as correntes – A fé vence mundo: “A fé substancia a realidade de Deus” (SHEDD, 2007, p. 1719). Jesus derruba as estruturas de valores do mundo.

Em 1920 Lewis admitiu que a cosmovisão ateísta promovia uma “visão sombria e sem sentido da vida”. O ateísmo não apenas carecia de virtude ou graças particulares como também era insignificante e não respondia aos anseios e questões do coração humano (MCGRATH, 2014). C.S. Lewis compreendeu que o desejo intenso é a Alegria (Joy) que aponta para o Criador (NICHOLI, 2005, p. 93). Nenhum relacionamento humano ou prazer do mundo poderá satisfazê-lo, porque esse desejo intenso é mais desejável do que qualquer outra satisfação. De acordo com Gabriele Greggersen “Este conceito, bastante peculiar no seu pensamento é explicito nas suas memórias, Surprised by Joy ou Surpreendido pela Alegria. Trata-se do sentimento de procedência e participação de um outro mundo ou de transcendência” (2006, p.117/118). Quando refletiu sobre o vazio do coração humano Blaise Pascal perguntou: “Se o homem não é feito para Deus por que só se sente feliz em Deus?” (Melo Apud Pascal, 2012, p. 32). Para Lewis se houver no homem um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazê-lo, a explicação mais provável é que ele foi feito para outro mundo.  Nesse sentido, o Cristianismo se encaixa perfeitamente com a Alegria (Joy). Para Lewis o Cristianismo é a bússola moral e intelectual que capacita o homem a contemplar as coisas de modo maravilhoso, conexa e coerente (MCGRATH, 2014, p. 28). Lewis compreende que o Cristianismo é fundamental para discernir o sentido da vida. É como uma lente que amplia a visão fazendo-o enxergar e compreender as coisas com mais detalhes. Para o renomado palestrante de Oxford e Cambridge e para os quatro ex-alunos roqueiros da Mount Temple as coisas que há no mundo jamais poderão satisfazer o desejo profundo do coração humano. Existe uma jornada a fazer. Há uma vida eterna para viver. Existe uma alegria eterna que o mundo não pode dar.

Em Jesus Cristo podemos encontrar infinito amor, direção e sentido para a vida não obstante os obstáculos, as perplexidades e confusões (v. João 16:33 e v.1João 5:11-13).

 

A legitimidade do relacionamento ele e eu

[…]

Somos um

Mas não somos os mesmos

Temos que carregar um ao outro

Carregar um ao outro

Um

[…]

O amor é a lei suprema

[…]

Um amor

Um sangue

Uma vida

Você tem que fazer o que deve

Uma vida

Um com o outro

Irmãs, Irmãos

[…]

Sobreviver, sobreviver, sobreviver

O homem é uma “figura paradoxal” (FERREIRA, 1995, p. 11). Cada pessoa é o eu (base da identidade e da integridade) que no seu relacionamento com o tu tem comunhão. Ferreira diz que a pessoa, “se contrasta, inevitavelmente com coisa, […], considerado como categoria íntima, espiritual, não é grandeza que se capte só pela estatística, mas pela comunhão, pelo valor” (1995, p. 15). Para Ferreira o ser humano relaciona-se por tomadas de decisões, “se ele existe, relaciona-se”. É uma decisão que leva em conta as necessidades do outro. É um relacionamento que exige uma tomada de decisão tendo como base o amor de Deus implantado em nossos corações. Em Walk On o U2 diz que “[…] o amor não é uma coisa fácil”. De fato, há riscos quando nos envolvemos com outro. Dentre outras coisas esse risco pode significar a interferência das prioridades do outro em detrimento das nossas. Essa decisão nos tira do comodismo, do conforto e segurança e faz com que nos envolvemos em doação para com o nosso semelhante. Nessa perspectiva, a letra One do U2 ajuda-nos a refletir sobre a legitimidade do relacionamento ele e eu e conceber o nós que é “[…] uma categoria mais complexa”, de acordo com Ferreira.

Em Romanos 5.5 está escrito que “[…] Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele mesmo nos outorgou”. Assim, o cristão não deve ser acomodado quando se trata de ajudar a quem precisa: Somos um. Um só corpo (v. Efésios 4:5). É preciso “carregar um ao outro”. Santo Agostinho, o Pai da Igreja Ocidental, disse que “Os que vivem sem amor são pesados para si mesmos, enquanto que, os que amam, carregam-se mutualmente” (2005, p. 50). A cena que logo me lembro é a da passagem bíblica do bom samaritano que se despiu de toda vaidade e ante paixão e se envolveu com o homem caído e ferido abrindo mão de seus compromissos em auxílio ao necessitado. Timothy Keller diz que “Foi uma imensa compaixão, que o levou a atender a várias necessidades da vítima. Foi uma compaixão que ofereceu amizade e amparo, tratamento médico emergencial, transporte, grande ajuda financeira e até uma visita subsequente” (KELLER, 2016, p. 1,13). De acordo com C.S Lewis “Os amores humanos podem ser imagens do amor divino” (2009, p.13). De fato, o amor divino conforta e protege. Para Lewis o Amor-Doação de Deus é “o amor Absoluto em ação de Deus no homem” (id. p.177):

[…] no homem, o Amor-Doação de Deus lhe permite amar aquilo que não é naturalmente amável: os leprosos, os criminosos, os inimigos, os idiotas, os ressentidos, os arrogantes e os cínicos. […] E como sabem todos os cristãos, existe mais um modo de doar a Deus: cada estranho que alimentamos ou vestimos é Cristo. E aparentemente isso é Amor-Doação para Deus, saibamos ou não (id. 2009, p.178).

 

C.S Lewis e U2 pontuam algo muito importante: a necessidade de apreender iniciativas. Para o U2 “você tem que fazer o que deve”. A ideia é que não há outra opção: conviver para sobreviver é fundamental. Bem disse Ferreira (1995, p.18) “O homem isolado, absolutamente só, é algo que não existe”. Não se trata de algo imposto, ao invés disso, concerne uma característica inescusável da vida humana. É você que precisa tomar a iniciativa para amar, para compartilhar, para repartir. Para Lewis o Amor-Doação pontualmente pressupõe ação. O amor que vem de Deus é ativo – toma a iniciativa e age com misericórdia, com benignidade, ama o que não é amável, é longânime e paciente. De acordo com Mickelsen (2010, p. 415) “Uma vez que todos os membros recebem sua vida de Cristo, eles todos se pertencem mutuamente”. Nessa perspectiva somos impulsionados a viver segundo os passos de Jesus, apegados à sua vontade e debaixo da sua graça redentora, movidos pelo amor enquanto compromissados em criar ações reais para consolidação de uma vida melhor, mais justa e eticamente humana. Em virtude de estarmos unidos a Jesus e enraizados nEle (conf. Colossenses 2. 6) e de respirarmos o seu fôlego divino é que servimos a comunidade em amor e nos entregamos a Cristo para que Ele seja em nós: palavras, gestos e sinais. Isso representa a conscientização de uma espiritualidade integral. Uma vez que temos em nossas mãos a Palavra geradora, as Sagradas Escrituras, podemos chegar a lugares improváveis e tal como o brilho da sarça ardente, ao proclamar Aquele que é “a verdadeira luz, que, vinda ao mundo ilumina a todo homem” (Jo 1:9), e aclarar os lugares escuros.

Por outro lado, ao refletir nas seguintes sentenças: Um sangue, Um amor, Uma vida, inexoravelmente penso naquele Um sangue: O único sangue vertido, de valor infinito e eficaz no qual: “[…] temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.” (Efésios 1.7). O sangue de Jesus é “[…] o infinito preço da transação que envolveu a nossa redenção” (MARTIN, p. 534); no Um amor: O amor de Deus (Ágape), ativo (benigno) e passivo (longânime) (v. 1 Coríntios 13). Deus provou o seu amor na cruz: “Deus teve a coragem de ver seu filho agonizando numa cruz. Ninguém poderá jamais acusar Deus de não amar as suas criaturas” (CURY, 2006, p.108). Amor que nos constrange e que “não deixa opção”. Não temos escolhas: É viver para Cristo! O amor é a lei suprema. Para Russel Shedd “O amor constrangedor produz: 1) Uma nova ambição (2Cor 5.15), 2); uma nova visão dos outros (2Cor 5.16); uma nova criação (2Cor 5.17).

E finalmente aquela Uma vida: “Como vida, Jesus é a Palavra que comunica luz (O conhecimento de Deus) aos homens (HARRISON, 2010, p. 211). Jesus salva (vida nova) e conduz as ovelhas ao encontro das pastagens (plenitude), (Id. 2010), (v. João 10.10).

Sim, essas sentenças me fazem refletir sobre Jesus – Steve Beard disse que “Há um rio subterrâneo profundo que corre através das faixas gravadas nos discos do U2. Elas fazem você pensar e o convidam a imaginar” (2006, p. 12). E Steve Stockman disse que as letras do U2  “[…] descortinam um mundo para além das coisas que podem ser vistas e racionalmente compreendidas” (2006, p. 11).

One fala sobre relacionamento, sobre dar-se, doar-se, sobre existência, sobre vida; e  viver é interagir, viver é se relacionar, é influenciar e ser influenciado. A lição básica é:  quando partilhamos, nossas potencialidades se concretizam.

[…] Aqui está o futuro! Os únicos limites são os limites da nossa imaginação. Sonhe o tipo de mundo no qual você quer viver. Sonhe com o volume bem alto. É isso que fazemos para nos sustentar (Bono).

 

Considerações Finais

C.S Lewis foi um notável escritor que teve a capacidade de sobrepujar o futuro e Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen jr. conseguem de maneira primorosa expor as questões que envolvem a sociedade como um todo. Suas obras representam vozes proféticas que ecoam intensamente , sentido e propósito. Todos aqueles que têm contato com elas são convidados a desenvolver uma cultura de consciência que os levam a refletir sobre as pressuposições fundamentais do pensamento e da conduta humana. Sejam nas consagradas obras do professor de Oxford ou nas inspirações musicais compostas por Bono e companhia vivenciamos os temas de modo singular nas situações vividas no cotidiano real. Tanto os personagens dos contos de Lewis quanto as letras urdidas entre acordes e melodias da banda irlandesa se entrelaçam e sintetiza a magnitude da palavra escrita, e o encontro de ambas demonstra mais uma vez a possibilidade da trama relacional entre a Literatura e a Música, ou ainda, a Arte e a Teologia. Obviamente existem muitos outros pontos em comum sobre os temas aqui tratados. Não obstante, o que apresentei é uma sucinta e particular concepção.

 

Louvai ao SENHOR, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus; fica-lhe bem o cântico de louvor (Salmo 147:1).

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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Tradução das Letras:

[I Still Haven’t Found What I’m Looking For]

U2 RATLE AND HUM. Direção: Phil Joanou. Produção: Michael Hamlyn.  Produção Executiva: Paul McGuinnes. Produção Musical: Jimmy Iovine. Direção de Fotografia, cor: Jordon Cronenweth, A.S.C. Direção de Fotografia, P&B: Robert Brinkmann. 1 DVD (99 min. Aprox.). Colorido e Preto & Branco. Produzido por Midnigth Films e distribuido no Brasil pela Paramount Pictures.

[One]

Aprendendo Com A Música: One – U2.

Disponível em<http://inglescomrock.com/musica-one-u2/>.

 

Vídeo:

(*) BONO & EUGENE PETERSON/ SALMOS.  Produzido por Fourth Line Films em associação com Brehm Textas e W. David O. Taylor. Disponível em> https://www.youtube.com/watch?v=-l40S5e90KY> . Acesso em: 20/06/2018.

 

Fotografias  e  Ilustrações:

CLAVE DE SOL. In: Wikipédia: a inciclopédia livre.  Disponível em> https://pt.wikipedia.org/wiki/Clave_de_sol> Acesso em: 03/07/2018. (cor da foto modificada).

 

C.S. Lewis e Ilustração de As Crônicas de Nárnia:

Disponível em:>http://cslewis.drzeus.net/multimedia/>.  Acesso em 03/07/2018. (Cor da foto modificada).

 

Joshua tree U2 tree art 

Disponível em: https://www.pinterest.pt/pin/328059154085459992/. Acesso em: 03/07/2018. (cor da foto modificada).

 

Lewis e U2

(Cabeçalho do Texto) – Montagem por: Cleber Santos Oliveira – U2 (Imagem da Internet) e  C. S. Lewis Disponível em: http://cslewis.drzeus.net/multimedia/> (cor da foto modificada). Acesso em 03/07/2018.

 

Óculos: Imagens da Internet (Cor da foto modificada).

 

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