Cuidado com os ladrões

Há algum tempo, dei uma palestra sobre relacionamento familiar em Rondonópolis, MT. Depois da palestra, fui convidado por um grupo para ir jantar um delicioso peixe na brasa. Em meio a conversas e risadas, um casal de noivos que estava sentado ao meu lado me fez a seguinte pergunta: “Professor, vamos nos casar no mês que vem. Sabemos que não existe mágica para um casamento funcionar. Porém, queríamos saber se o senhor teria alguma dica para nos dar. Gostaríamos de cultivar um bom relacionamento desde o começo”.

Pensei por alguns segundos antes de responder e depois olhei bem para eles e disse: “Tenho sim!”.

O casal ajeitou-se na cadeira como se fosse participar de um momento especial, arregalou os olhos e aproximou-se para ouvir-me melhor. Então eu disse: “Se vocês querem ter um casamento harmônico desde o início, “não tenham nem televisor nem computador em casa” nos primeiros dois anos de casado!”. Mais >

Maridos: sejam sujeitos às suas mulheres

Fui criada num lar evangélico e a palavra de Efésios 5.22 foi comentada muitas vezes, tanto em casa quanto na igreja. Sempre me senti extremamente desconfortável com a interpretação passada, pois tinha sempre um enfoque machista.

A expressão “o marido é o cabeça, mas a esposa é o pescoço, que a vira para onde quer” é muito comum, e demonstra como tal conceito ainda gera desconforto e incompreensão. O fato de haver uma divisão de assunto entre os versículos 21 e 22 faz com que se perca a fluência natural do texto escrito.

Quando em encontros para casais, meu esposo inicia uma palestra provocativamente com a frase do título (maridos: sejam sujeitos às suas mulheres), logo surgem intensas reações! Na forma literal, não há esse versículo na Bíblia. Porém, em Efésios, imediatamente antes de falar sobre a submissão da mulher, Paulo afirma: “Sujeitem-se uns aos outros” (Ef 5.21). Ora, “uns aos outros” significa que os maridos devem sujeitar-se às suas esposas da mesma forma que elas, aos maridos. Mais >

Ninho vazio: boas novas ou desespero?

“Enfim sós!” — foi o que falei para minha esposa ao nos despedirmos de nosso filho no aeroporto. Ele havia se casado no dia anterior e estava indo com a esposa para o exterior para continuar o doutorado por mais 3 anos e meio. Nossa filha mais velha se casara oito anos antes e agora estávamos somente minha esposa e eu em casa. O chamado tempo do “ninho vazio”.

Para muitos casais, esse é um tempo de desfrute da vida a dois. Todavia, para outros, é um tempo de pesar e luto. Por quê?

Quando iniciamos a jornada conjugal, temos muitas expectativas: sobre o outro, sobre o relacionamento e a busca de um paraíso isento de perturbações. Logo vão surgindo algumas frustrações e a realidade se nos apresenta menos “cor-de-rosa” — o que pode ser superado por meio da arte do diálogo, pouco cultivada em muitos relacionamentos. Mais >

Por onde e com quem andamos no último ano!