Programa de Enriquecimento Matrimonial

O Programa de Enriquecimento Matrimonial – PEM, acontecerá na cidade de Três Corações/MG nos dias 18 a 20 de setembro na Igreja Presbiteriana do Brasil daquela cidade. Para participar neste evento você deve contatar  com a Daniela pelo e-mail: danynabak@me.com

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ENCONTRO DE CASAIS EM JOINVILLE

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EIRENE do Brasil estará promovendo um encontro de casais (Programa de Enriquecimento Matrimonial) no dia 29 de agosto na Igreja Luterana em Joinville – distrito de Pirabeiraba. Para participar neste evento você deve contatar o Pr. Luis Wasserberg pelo e-mail: ldwasserberg@gmail.com ou pelos telefones: (47) 3424.6450. Cel. (47) 9718.6666.

UMA OPORTUNIDADE PARA QUEM QUER DIALOGAR SOBRE O TEMA!

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TIMIDEZ É DOENÇA?

Ana chegou ao consultório acompanhada de sua mãe. Era uma adolescente de 16 anos, bastante obesa e com muitas espinhas no rosto. Logo que começamos a conversar percebi que ela era pouco comunicativa e que todas as perguntas que eu dirigia a ela, a mãe se encarregava de responder.

– Ela é muito tímida! – repetia a mãe constantemente.

Terminada aquela entrevista, eu pedi que Ana retornasse a uma segunda conversa sozinha. Nesta segunda conversa ela foi aos poucos se soltando e, apesar de estar sempre cabisbaixa e com um riso nervoso constante, conseguimos interagir bem mais. Nos encontros que se sucederam Ana já pode expressar um pouco mais de seus sentimentos e não se mostrou como a mãe insistia em descreve-la: TÍMIDA!

Podemos pensar um pouquinho no que aconteceu. Timidez é doença? Pelo menos este foi o motivo pelo qual a mãe trouxe Ana ao consultório.

O grande psicólogo Carl Gustav Jung, no início do século nos apresentava uma teoria dos temperamentos, na qual descrevia dois tipos básicos: os extrovertidos e os introvertidos, sendo estes últimos os que reputamos por pessoas tímidas. A idéia embutida em todas as teorias sobre temperamentos é que as pessoas já nascem com certas predisposições para comportar-se desta ou daquela forma.

No meio cristão, o famoso autor Tim la Haye fez muito sucesso na década de 80 (em alguns lugares faz até hoje), com seus livros sobre temperamento controlado pelo Espírito Santo, no qual ele retoma, não a teoria do início do século de Jung, mas a teoria de Hipócrates e divide as pessoas em 4 temperamentos. Muito comum então era, no início dos anos 80, encontrar pessoas que se auto-explicavam (ou auto-escondiam) através dos temperamentos de La Haye / Hipócrates, e ainda aqueles que queriam sempre explicar o comportamento dos outros pelos mesmos pressupostos.

O comportamento humano não é algo que se esgote em explicações simplistas, que muitas vezes causam mais danos que benefícios (um destes é a pessoa tentar desculpar-se de todos seus maus comportamentos através de teorias deterministas: “eu nasci assim…”).

A grande questão em jogo é saber: nascemos com comportamentos pré-determinados ou nossa personalidade é resultado de um longo processo de interação com diversos sistemas que nos influenciam e são influenciados por nossa presença de forma dialética?

A timidez é um bom recurso para respondermos esta questão!

No caso de Ana que eu citei acima, sua “timidez” era, na verdade, uma resposta equilibrada à sua interação com a mãe. A ansiedade da mãe fazia com que ela falasse compulsivamente, não dando espaço para que a Ana pudesse se expressar, o que causava um desequilíbrio na forma de expressão desta última.

As famílias são um sistema de relacionamentos que busca constantemente um equilíbrio em suas formas de interação. Este equilíbrio é dinâmico e está sempre buscando novas organizações. Gosto de ilustrar sempre a família como se fosse um “móbile”, daqueles que penduramos de enfeite no quarto do bebê. É algo em equilíbrio, mas ao mesmo tempo em constante movimento, com os elementos ligados entre si por meio de fios invisíveis. Quando tocamos em um elemento do móbile, todos os outros são afetados.

No caso da timidez o que ocorre é o que denominamos de ‘POLARIZAÇÃO’. Que é isto? Explico: uma polarização é uma forma de busca de equilíbrio dentro do sistema no qual elementos distanciam-se em direções opostas a fim de que todo o sistema possa continuar harmoniosamente. Seria como de uma peça do móbile fosse colocada mais para a ponta da trava que a sustenta e logo a peça que fazia o contra-peso tem que ser afastada também para a extremidade para que se alcance novamente o equilíbrio.

Quando um elemento na família ocupa muito espaço social (fala muito, toma muitas iniciativas, etc.) os demais membros, ou pelo menos um membro específico, terá que equilibrar isto apresentando algum tipo de retração social – o que popularmente conhecemos por TIMIDEZ!

Assim, como no caso de Ana, a timidez pode ser provocada, não por fatores biológicos, mas por fatores interacionais. A mãe de Ana falava por ela, era sua boca – não havia sentido de Ana ocupar um espaço que já estava ocupado. Ela ocupava o espaço do silêncio, que provavelmente não era ocupado por ninguém na família. Assim a mãe “falava pelas duas” enquanto Ana “calava pelas duas”, isto é uma polarização.

Se a timidez tivesse apenas componentes biológicos, seria determinista, ou seja, seríamos tímidos todo o tempo – o que na realidade não acontece. Fatores biológicos são imutáveis (como a cor dos olhos, estatura, etc.), mas fatores condutuais não. Você mesmo(a) caro(a) leitor(a) já deve ter experimentado a sensação de ser bastante inibido em uma determinada situação social e ser bastante expansivo em outra. Eu, por exemplo, posso enfrentar uma platéia de 1.000 pessoas quando dou palestras e conferências, sem nenhum constrangimento, mas algumas vezes fico constrangido de entrar em uma loja e perguntar o preço de uma mercadoria a um vendedor ou de entabular uma conversação em uma festa na qual não conheço ninguém – nestes momentos sinto-me tímido. Então eu pergunto: em qual classificação de temperamentos eu me enquadro?

Prefiro entender que a timidez, como qualquer outra conduta social, é resultado da interação de vários fatores e que se manifesta nas inter-relações, que são diferentes em cada caso.

Finalmente uma palavra sobre o que fazer para quebrar as polarizações e re-equilibrar o sistema, evitando que haja “tímidos” e “expansivos”, mas que haja um pouco de cada em todos. O primeiro passo é renunciar as posições polarizadas.

As pessoas expansivas devem dar espaço para as menos expansivas de se manifestarem. Isso às vezes pode ser difícil, ter que agüentar o silêncio do outro em oposição à nossa ansiedade de falar e resolver rápido as coisas. Por outro lado sair do comodismo de ficar quieto e reivindicar seu espaço de manifestação também exige um esforço. São processos longos de aprendizado, mas que conduzem a um melhor ponto de equilíbrio – pelo menos onde as pessoas vão estar mais próximas umas das outras neste equilíbrio. E no final é isto que importa: QUE ESTEJAMOS PROXIMOS UNS DOS OUTROS, solidários e capazes de transmitir afeto e calor humano.

Lembrando sempre que podemos contar com a força sobrenatural do Espírito Santo que nos capacita a extrairmos forças para as mudanças de onde não temos forças! Que a graça de Deus nos habilite a mudarmos para termos famílias e sermos pessoas mais equilibradas.

EU NÃO QUERO MICKEY MOUSE!

Nossos dias tem se tornado de uma complexidade crescente no que concerne à educação dos filhos. Em virtude disso, muitos casais têm se tornado resistentes à ideia da paternidade/ maternidade e optam por ‘curtirem a vida’ sem o ‘incomodo’ dos filhos.

Pensamento contrário a esse tem o salmista quando afirma que os filhos são ‘herança do Senhor, uma recompensa que Ele dá’ e ter muitos filhos é motivo de felicidade (Salmo 125: 3-5).

Assustadoramente um número crescente de pais tem ‘terceirizado’ o precioso processo de transformar o indefeso recém-nascido em um ser apto para enfrentar a realidade alguns anos mais tarde. Precocemente deixam os filhos aos cuidados de babás, creches, pré-escolas e, depois uma série de agentes ‘modeladores’ do que acreditam ser ‘o melhor’ para os infantes: escolinhas de ballet, de futebol, de natação, de música, etc. Até o cuidado espiritual dos filhos deixam a encargo dos professores da escola dominical!

Porque estes pais agem desta forma? Porque não tem tempo para um envolvimento maior na vida dos filhos, pois estão em busca de seu ´sucesso profissional’ ou de sua ‘realização pessoal’. Certamente não somos cegos à realidade de um número significativo de famílias de baixa renda, nas quais o trabalho remunerado de ambos os pais é imprescindível para a provisão dos recursos mínimos para a dignidade familiar, todavia geralmente essa NÃO é a realidade da classe média, que coloca os filhos em escolas particulares caras e ainda preenche o tempo de contra-turnoescolar com atividades de ‘aperfeiçoamento’ ou ‘entretenimento’.

Muitos pais estão tão envolvidos com suas ocupações profissionais que já não tem tempo sequer para ouvirem as ‘bobagens’ que seus filhos querem lhe narrar quando chegam a casa à noite – afinal estão cansados e ‘precisam’ atualizar-se com as notícias do dia.

A maior parte dos pais justifica essa dedicação ao trabalho como um meio de proporcionar aos filhos um maior conforto futuro e a possibilidade de um lazer que ‘valha a pena’. Outro dia conversando com uma família perguntei se o pai alguma vez já tinha soltado pipa com o filho ou construído com este um carrinho de rolimã? A resposta foi NÃO! Mas estavam economizando para irem com os filhos à Disney! Então eu perguntei ao filho se ele preferia o Mickey Mouse ou brincar com o pai, e o pai ficou surpreso em saber que o filho preferia a companhia dele.

O grande desafio aos pais de hoje é ‘não se conformarem’ aos valores desta sociedade do consumo de lazer, mas ‘transformarem’ suas mentes para experimentarem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus expressa na simplicidade (Romanos 12:2). Com absoluta certeza trata-se de caminhar na contramão de tudo que a mídia e o meio tentam impor em nossas mentes a respeito do que seria a ‘verdadeira felicidade’. Para a sociedade atual a felicidade é sinônimo de consumo, mas para Deus a felicidade é sinônimo de RELACIONAMENTO!

É tempo dos pais, especialmente aqueles pais que querem nortear sua conduta pelos valores cristãos, iniciarem uma pacífica subversão e ocuparem mais tempo com seus filhos em parques, rolando no chão e brincando de pega-pega, que nos corredores dos shoppings; presenteá-los mais com pipas e carrinhos de rolimã artesanais que com celulares de última geração; lerem com os filhos a Bíblia e orarem com eles ao invés de assistirem noticiários sangrentos com eles ao lado.

Pais, mães, não se deixem enganar, seu filho precisa mais de você que do Mickey Mouse!

Uma reflexão séria sobre pornografia

Recentemente fui convidado a falar sobre o tema “Pornografia”. A entrevista foi transformada em uma série de três pequenos vídeos, os quais você pode assistir a seguir:

O que é pornografia e quais seus danos? (parte 1)

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A pornografia vicia? (parte 2)

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Há pornografia “leve” e “pesada”? (parte 3, final)

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PS.: Tenho que antecipadamente alertar e pedir desculpas aos leitores/ouvintes, pois os vídeos editados foram originalmente direcionados para um público adolescente. Você vai encontrar uns “efeitos sonoros” de fundo. Os autores do projeto acreditam que desta forma captariam mais a atenção do referido público. Sei que para alguns isso será um pequeno incômodo (pelo menos para mim foi), mas como não tenho acesso à gravação original e somente a esta versão editada, não posso retirar os mesmos. Conto com sua compreensão e espero que este detalhe não atrapalhe a compreensão do conteúdo.

O Perdão

 

Muitas pessoas que são traídas por seus cônjuges passam a viver vidas amarguradas e fechadas em si mesmas, acreditando que jamais poderão voltar a confiar no outro e, por conseguinte, jamais terão novamente vidas plenas. Todavia quando o infrator realmente se arrepende de seu feito e pede perdão, é necessário buscar um caminho de reconstruir o que foi demolido pelo dano.

Sei também que o processo de construção da confiança é sempre um processo lento, mas deve ser perseguido com perseverança. Há sempre três estágios intimamente ligados numa situação de “traição” (ainda que virtual). O primeiro é o perdão, o segundo é a restauração da confiança e o terceiro é o esquecimento.

1. O perdão

O PERDÃO é algo que fazemos em benefício de NÓS MESMOS! Por quê? Porque o perdão nos livra da compulsão da repetição, ou seja, ficamos livres de ficar repetindo para nós mesmos que fomos machucados, que fomos enganados, que estamos sofrendo por causa disto, que somos criaturas infelizes, que o outro é mau, etc. Nos livrarmos disso é sempre sinal de saúde emocional! Quando eu posso, honesta e sinceramente, dizer “fui ferido(a), fui magoado(a), não merecia isso mas aconteceu, agora quero parar de repetir isso e DECIDO perdoar o outro”, então passo para uma nova dimensão – a dimensão da liberdade que posso experimentar.

Entretanto somos relutantes em perdoar porque perdoar é ARRISCAR-SE a ser ferido novamente. E se o outro fizer de novo? Vou passar por idiota? Como vai ficar minha auto-estima? É preciso correr este risco se queremos gozar de saúde emocional. Temos que estar conscientes que, se o outro repetir o erro, o maior prejudicado será ele mesmo, pois estará cada vez mais se isolando na marginalidade, perdendo os relacionamentos mais significativos e tornando-se uma pessoa fechada em si mesma, amarga e que provavelmente vai terminar a vida sozinha e abandonada, pois nenhuma pessoa ÍNTEGRA cria vínculos profundos com quem constantemente machuca os que lhe são preciosos. Creio que foi por isso que Jesus nos incentivou a perdoar 70 x 7 – para NOSSA saúde emocional. Se perdoamos ficamos mais saudáveis e o outro, cada vez que erra fica mais doente.

2. A confiança

A CONFIANÇA é passo seguinte. Ela só vai acontecer se a pessoa que nos ofendeu demonstrar, através de atitudes concretas, que sua vida foi mudada e que houve aprendizagem com o erro. São os pequenos detalhes que devemos observar e que vão restaurando a confiança. A forma de olhar, a ternura, o diálogo – tudo isso deve ir mudando. Claro que não muda de um dia para o outro; é um processo lento e progressivo. Entretanto devemos estar abertos à possibilidade do ver mudanças no outro e atentos aos detalhes que evidenciam estas mudanças. Muitas vezes as pessoas dizem “o outro não vai mudar nunca”, e repetem isso tantas vezes (acho que para elas mesmas se convencerem) que comunicam ao outro uma DESESPERANÇA. Devemos lembrar que as Escrituras nos alertam que “não devemos ser como os que não têm esperança”! E quando comunicamos desesperança ao outro em relação à sua mudança, também o outro acaba ACREDITANDO nisso e não se esforçando o suficiente para mudar. Fecha-se um círculo vicioso onde o outro não muda: eu deixo de acreditar na mudança, comunico desesperança e esta comunicação provoca uma paralisação e uma não mudança no outro.

3. O esquecimento

Por último, o ESQUECIMENTO é algo que virá com o tempo. E aqui temos que fazer uma distinção bem clara. Não é o esquecimento dos FATOS e sim a mudança das EMOÇÕES ligadas aos fatos. É como se eu lembrasse o fato, mas ele NÃO causasse mais DOR EMOCIONAL. Eu lembro que fui machucado, que fui ferido, mas que isso hoje já não me dói mais. Que houve uma mudança em minha atitude mental em relação o ocorrido – que chamamos de RE-significação. Isso faz parte de um processo de aprendizagem e crescimento pessoal para chegarmos cada vez mais próximos da “estatura de Cristo”, ele que é chamado de “varão de dores e que sabe o que é padecer”.

Se você foi ferido(a) por uma traição e o outro lhe pediu perdão de forma sincera e agora você deseja restaurar seu relacionamento, continue nessa caminhada de crescimento, EM MEIO À DOR, pois os mais belos cristais são apenas os que suportam as mais altas temperaturas!

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Carlos “Catito” Grzybowski