Anderson LisaQuem esteve no Nossa Música Brasileira 2014 certamente ficou maravilhado com a arte conceitual que decorou o espaço dos shows e outros ambientes do acampamento Jovens da Verdade. Tinha mão de artista muito bom naquilo ali, sem dúvida!

Um belíssimo painel amarelo com ilustrações em preto remetiam às temáticas que marcam o evento: música e natureza. Por sobre os desenhos, os dizeres NMB em alto relevo, pacientemente trançado com barbantes. Uma revoada de livros-pássaros saía do palco em direção à porta principal do salão, como se arte ali compartilhada pelos músicos ganhasse o mundo. Tudo isso intercalado com arranjos coloridos em fitas e linhas espalhadas pelas paredes e tetos.

Que criou tudo isso? Foram Anderson Monteiro e Lisa Cláudia. Uma parceria que deu certo não apenas nas criações artísticas mas, sobretudo, na vida. Eles são casados e pais de duas meninas. Anderson é artista plástico, ilustrador e designer do produto e gráfico; Lisa é arquiteta e urbanista, ligada a fotografia e as artes de um modo em geral. Para saber mais sobre o trabalho deles, visite os sites a www.avozdatela.blogspot.com.br e www.lisaclaudia.blogspot.com.br.

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MarrakitaEis que ecoam no Planalto Central novas ondas sonoras. É a banda Marrakitá, formada por Marcos dos Santos (bateria), Carlinhos Alayon (guitarra), Jota Cohen (baixo) e João Pedro Mansur (guitarra e voz). Eles são de Brasília.

O quarteto começou a se reunir para compartilhar suas experiências musicais em meados de 2013. O resultado sonoro agradou tanto que desejaram levar aqueles encontros despretensiosos mais longe. Rapidamente passaram a desenvolver sua identidade musical, compor, arranjar e, pasmem, a gravar seu primeiro EP. A grande inovação nesse trabalho, além do som, é que propuseram lançar as músicas do EP “Ao vivo em Casa” em webclipes pelo Youtube. Isso vem acontecendo semanalmente em julho e agosto de 2014.

As influências do Marrakitá são amplas: vão do jazz à música eletrônica, da poesia concreta aos roteiros de cinema.

Publico hoje a canção “Engarrafamente”, de João Pedro Mansur.

O vídeo teve a captação do áudio feita por Ricardo Ponte e Marcelo Elias, mixagem e masterização de Ricardo Ponte.
 A 
direção e montagem do vídeo por André Marinho, 
iluminação de André Marinho e Léo Dino e as 
câmeras de André Marinho, Léo Dino, Marco Oliveira e Leonardo Oliveira.

 

 

No próximo dia 25 de junho Carlinhos Veiga e banda lançam no Teatro dos Bancários o seu mais novo trabalho: Parceiragens. Esse é o oitavo CD da carreira de Carlinhos, que também tem um DVD lançado: “Chão”. O show de lançamento contará com a participação especial de Leonel Laterza, Dudu Sete Cordas, Pedro Martins, entre outros.

Show_netO repertório do show é composto basicamente pelas canções do novo trabalho Parceiragens, mesclado com músicas dos antigos CDs que se tornaram conhecidas por premiações em festivais e por veiculações nas rádios da Capital Federal.

Carlinhos Veiga (voz, violão e viola caipira) será acompanhado por sua banda formada por Cláudia Barbosa (flauta transversal e vocal), Felipe Viegas (piano, violão e vocal), Enos Marcelino (acordeom e vocal), Eline Márcia (vocal), Pedro Feitoza (baixo), Leo Barbosa (percussão) e Ismael Rattis (bateria e percussão).

O show acontece às 20h30, no Teatro dos Bancários, na EQS 315/316, Asa Sul, em Brasília. Ingressos na bilheteria do teatro. Outras informações pelo fone (61) 9218-1302.

 

PARCEIRAGENS

Parceiragens é o oitavo CD gravado por Carlinhos Veiga, que também possui um DVD – “Chão”. Diferente dos demais, foi elaborado a partir de uma criação coletiva, razão pela qual leva esse título. É o primeiro trabalho que Carlinhos grava por meio de um crowdfunding – um financiamento coletivo. Muito embora tivesse o repertório praticamente definido, os arranjos elaborados e ensaiados, faltavam os recursos financeiros para a produção do CD. Assim, lançou mão do financiamento coletivo, por meio do site “Catarse” e saiu à luta. Em 45 dias conseguiu a adesão de aproximadamente 270 pessoas que participaram do projeto adquirindo os CDs, os downloads antecipados, além de outras recompensas de acordo com o apoio financeiro escolhido. Com esse projeto foi possível levantar quase 120% do valor inicialmente estipulado.

Outra característica do Parceiragens, é que das 12 músicas que compõe o repertório, nove delas foram feitas pelo Carlinhos em parceira com músicos e poetas de várias partes do país; a canção “A casa dos meus sonhos” é de autoria do colombiano Santiago Benavides, com versão feita por Carlinhos (eles fizeram em 2013 uma série de 12 apresentações por várias cidades brasileiras). Essa diversidade de parcerias confere ao trabalho uma riqueza de estilos, harmonias e temáticas, tornando-o bastante eclético.

A gravação do CD contou com vários músicos brasilienses que deram uma contribuição singular, conferindo grande beleza aos arranjos. Participaram das gravações os músicos que fazem parte da banda de Carlinhos: Leo Barbosa, Felipe Viegas, Ismael Rattis, Enos Marcelino, Pedro Feitoza, Claudia Barbosa e Eline Márcia. Além destes, outros instrumentistas e cantores que compõem parte da “prateleira de cima” da música brasiliense e nacional fizeram participações especiais: Pedro Martins, Juninho Ferreira, Pedro Vasconcellos, Kalley Seraine, Sandra Vargas, Dudu Sete Cordas, Dido Mariano, Renato Galvão, Felix Junior, Leonel Laterza e Marcio Lucena. Parceiragens teve a produção do músico Thiago Pinheiro.

O CD foi gravado em janeiro de 2014 no estúdio Sinal Music, em Brasília (DF), por Thiago Pinheiro, com a assistência de Marcus Lira. A mixagem foi realizada nos estúdios Acorde Produções em São Paulo (SP), e DaJazz Records Studios, no Colorado, EUA. Quem cuidou da masterização foi o premiado engenheiro de som David Glasser, do Airshow Mastering, Colorado, EUA. O projeto gráfico e as ilustrações são do artista gráfico Marcelo Bittencourt, de Curitiba. Produção Executiva e Direção Geral de Carlinhos Veiga.

 

 

Hoje recebi uma triste notícia: seu Melão, o homem do circo do Som do Céu, o simpático senhor das maçãs do amor, já não está entre nós. Deus o chamou ontem para participar do verdadeiro som, no céu. Hoje sepultaram seu corpo em Belo Horizonte, numa cerimônia simples acompanhada pelo amigo Marcelo Gualberto, diretor executivo da MPC.

Seu MelãoSeu Perone, esse é o nome dele, virou figura emblemática desse acampamento. Por anos, desde o segundo Som do Céu (há 29 anos atrás), era ele quem arranjava o circo e participava ativamente do evento acompanhando a montagem da tenda e servindo as deliciosas maçãs do amor.

Na edição desse ano almoçamos juntos num dos dias e ele pode me contar a sua história pessoal e familiar, sua trajetória como artista circense, sua vivência com músicos consagrados que iniciaram no circo suas carreiras (Cascatinha e Inhana, Chitãozinho e Xororó, Agnaldo Timóteo entre vários outros). Disse que conheceu o Carequinha (“o bom menino não faz pipi na cama…”) e me contou que esse admirado palhaço era primo da atriz Elizabeth Savalla. Foi um papo longo, bom, entrecortado por boas gargalhadas e momentos de emoção.

Agora, recebo a notícia: Deus chamou o seu Melão. O seu Melão que sempre me abraçava quando eu descia do palco dizendo: gosto demais de sua viola!

Estou triste, mas é uma tristeza que tem seus dias contados, pois também iremos para lá, aqueles que tem Jesus por seu Salvador pessoal. Um dia também seremos convocados para o verdadeiro Som do Céu, e então encontraremos seu Melão, Janires, Jorge Redher e muitos outros, reunidos na presença do nosso Deus. Essa é a certeza que me move!

(Fotografia de Lisias Abreu)

Água maoNo dia 22 de março comemoramos o Dia Mundial da Água. Vivemos um tempo onde precisamos estar atentos para a realidade de que os recursos naturais são maravilhosos, um grande presente de Deus, mas eles são finitos. A destruição do ecossistema pelo ser humano tem trazido consequências gravíssimas e compromete a vida futura.

Segundo o suplemento do Correio Braziliense desse sábado, 22 de março, “centenas de milhares de famílias, principalmente nos países subdesenvolvidos, ainda não tem saneamento básico. Pelo menos 1,5 milhão de crianças morrem a cada ano por causa de doenças relacionadas a recursos hídricos contaminados”. Além do mais, temos visto que o consumo excessivo e o descaso ambiental já começam a dar seus sinais, levando cidades brasileiras a pensar seriamente em racionamentos de água. Precisamos nos conscientizar e valorizar esse precioso presente de Deus para a humanidade: a água. Um bem que precisa ser cuidado.

Para marcar esse dia, trago o vídeo do grupo Expresso Luz, cantando a canção “Água”, uma bela composição de Rubão Lima. Curta aí…

 

Tavares Correia

Recentemente tive o privilégio de voltar a Garanhuns (PE). Fui muito bem recebido no Hotel Tavares Correia. Lugar lindíssimo, muito bem cuidado, natureza privilegiada e atendimento maravilhoso. As aves cantam vigorosamente entre as árvores daquele imenso jardim. Coisa linda de se ver e ouvir.

Ali fui surpreendido com um fato histórico que me emocionou bastante. Aproximadamente no ano de 1949, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, passou por Garanhuns em uma de suas apresentações musicais e se hospedou naquele mesmo hotel. Dizem que era o seu preferido na região. Ao passar pelos belos jardins, em frente a recepção, viu um trio de forró formado por crianças se apresentando para os hóspedes que chegavam. Gostou tanto que convidou os meninos a entrar e tocar um pouco para ele.

Eram “Os Três Pinguins”, formado pelos irmãos Moraes, Valdomiro e José Domingos, este último de apenas 8 anos, também conhecido como “Neném do Acordeom”. Gonzaga gostou tanto desse pequenino sanfoneiro, um virtuose, que disse a ele: “Me procure no Rio de Janeiro que eu te darei uma sanfona nova”.

Oito anos depois, um adolescente bateu na porta de Gonzaga, no Rio de Janeiro. Era o Neném de Garanhuns. A promessa foi cumprida imediatamente e o acordeom foi entregue.

Assim, nasceu uma amizade que durou anos e que enriqueceu sobremaneira a cultura musical brasileira. Naqueles jardins, no agreste pernambucano, se deu o primeiro e memorável encontro de dois gigantes: Luiz Gonzaga e Dominguinhos, nome artístico com o qual foi rebatizado Neném, pelo mestre Gonzaga. Aí, está a foto do local onde esse encontro se deu, para você se emocionar comigo.

 

Cartoon Crowd Links, Layered System Close-UpNo final de 2013, decidi gravar um novo um novo CD. Tinha escolhido o repertório, tinha a banda já ensaiada, alguns arranjos prontos. Faltavam-me basicamente os recursos financeiros para a gravação. Foi quando me lembrei que há alguns anos atrás uma amigo me apresentou o crowdfunding.

Mas o que vem a ser isso? Crowd – multidão; funding – financiamento. Em outras palavras, um financiamento coletivo onde as pessoas investem em seu projeto que, depois de pronto, é oferecido como recompensa aos “investidores”. Uma fantástica invenção dos tempos da internet.

O financiamento coletivo tem sido a saída para muitos artistas que desejam divulgar sua arte, mas que não encontram respaldo do governo ou de empresas investidoras. Via de regra, quem consegue esses apoios são os nomes já consagrados ou aqueles que contam com a grande mídia. O crowdfunding acaba tornando mais democrático o acesso aos financiamentos por meios não tradicionais. Como exemplo, cito o que um dos sites especializados nesse ramo publicou nas redes sociais recentemente: “Completamos 13 milhões de reais arrecadados para mais de 850 projetos! Enquanto a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro repassou 13 milhões para 5 grupos.”

Os crowdfundings surgiram inicialmente nos EUA, mas rapidamente se espalharam pelo mundo. São vários os sites brasileiros na atualidade que oferecem meios e ferramentas para que o financiamento coletivo aconteça. Basta pesquisar um pouquinho o logo você descobre. Eu optei em fazer o meu projeto pelo Catarse.

Graças a Deus, o projeto foi escrito, aprovado, entrou no ar e conseguimos concluí-lo com sucesso (veja aqui). Levantamos toda a grana e no momento estamos trabalhando na pós-produção do CD. Já gravamos as músicas. Agora, enquanto são mixadas e masterizadas, estamos correndo atrás da capa, dos registros, das demais recompensas que serão oferecidas aos apoiadores (camiseta, show, nomes no site etc).

Com o sucesso do nosso projeto, várias pessoas me perguntaram como foi a minha experiência. Essa foi a razão que me levou a escrever esse texto trazendo algumas dicas aos interessados em emplacar também seus projetos num crowdfunding. Compartilho alguns aprendizados logo abaixo:

  1. O financiamento coletivo é uma prova de fogo, pois mede o alcance do seu trabalho. De certa forma o artista se expõe. Acaba tendo uma visão de até onde sua arte chegou, o tipo de público que atinge. Para muitos revela maravilhosas surpresas, mas pode-se correr o risco da decepção;
  2. O envolvimento num projeto assim demanda tempo, dedicação e criatividade. Cada vez mais surgem projetos de crowdfunding. A tendência é de todos os projetos, com o tempo, caírem numa vala comum, numa mesmice, terem o mesmo jeitão, não apresentando nada de novo e relevante. Para fugir desse perigoso erro será necessário um grande esforço criativo que fortalecerá ainda mais o novo trabalho e a identidade do artista. Agora, uma coisa é certa. O artista precisará dedicar pelo menos cerca de duas horas diariamente para fazer contatos, alimentar as redes sociais, trabalhar novas artes e mídias etc. Não dá para lançar o projeto e deixá-lo ali sozinho, fazendo o serviço;
  3. Comece seu trabalho de divulgação pelos contatos mais próximos. Assim que lançar o projeto, foque inicialmente os familiares, os amigos e naqueles que são o apoio, a base do seu trabalho – seus grandes incentivadores. Tem que ter a “cara de pau” de pedir a colaboração dos chegados. Eu utilizei o e-mail para isso, além de alguns telefonemas e contatos pessoais. Você verá que uns responderão animados, outros questionarão, outros ficarão em silêncio. Não esquente a cabeça. Tudo isso faz parte do jogo. Artista que não se expõe, não mostra seu trabalho, nunca ouvirá críticas, mas também não crescerá o quanto poderia e deveria. Esse contato é importante para avaliarmos nossa caminhada à medida que nossa arte é avaliada;
  4. Use todos os meios que tiver ao seu alcance para divulgar o projeto. Quando elaborei o “Você quer fazer o som do Carlinhos Veiga funcionar?” tive a impressão que tudo aconteceria por meio das redes sociais, especialmente o Facebook e Twitter. Mas depois, na prática, vi que é preciso utilizar todos os meios possíveis: telefonemas, conversas pessoais, e-mails, panfletagens nos shows, reportagens em jornais e revistas, entrevistas e matérias nos blogs, tvs, rádios etc. E quando concluí o projeto, descobri que muitos admiradores do trabalho ainda não haviam sido informados sobre este novo CD, apesar de todo esforço. Muitos desconhecem ainda o que seja crowdfunding e outros tantos nutrem desconfiança com projetos que envolvem finanças via internet. Ou seja, a divulgação demanda muito esforço e é preciso ir além do mero contato pelas redes sociais. Algumas pessoas desejarão contribuir pessoalmente ou através de transferências bancárias para evitar informar dados do cartão pela internet. Portanto, corra atrás…
  5. Ao utilizar as redes sociais, muito cuidado! Se por um lado você precisa botar a boca no trombone não deixando de anunciá-lo um só dia, por outro lado muito cuidado para não ser exaustivo, para não cansar seus seguidores. Encontrar o meio termo não é fácil. Uma das saídas é falar sempre a mesma coisa, mas de maneiras diferentes e criativas. Prepare muitos vídeos, fotos bem produzidas, textos interessantes, tudo isso com o fim de anunciar seu novo trabalho. Assim você reforçará a mensagem sem cansar o público e ainda por cima poderá criar uma expectativa: “o que virá da próxima vez?”. Uma das estratégias de divulgação que escolhemos foi o lançamento de um novo vídeo a cada semana, com um testemunho dos músicos participantes no CD e integrantes da banda. Outra idéia que valeu a pena foi pagar os impulsionadores de divulgação do Facebook para alcançar outros públicos com os vídeos mais importantes da campanha. Utilizando esse recurso dezenas de milhares de usuários do Face tiveram contato com o projeto. Tem um certo gasto, é verdade, mas vale a pena!
  6. Abuse da criatividade ao elaborar seus vídeos. Quanto mais interessante, maior será seu potencial de viralizar na internet. Mas use de bom senso para não se tornar apelativo, pois uma idéia errada ou mal compreendida pode botar tudo a perder;
  7. Mantenha contato com seus apoiadores à medida que o projeto avançar. Compartilhe as novidades, criando uma expectativa sobre o que virá. O silêncio poderá ser prejudicial em futuros projetos;
  8. Por fim, seja criterioso no cumprimento do que prometeu em seu projeto. Alguns investirão por quem você é. Outros, pelo que você disse que ofereceria. Assim, é importante trabalhar para entregar todas as recompensas no prazo estipulado. Não vacile! Estou nessa fase, nesse exato momento e empenhado em cumprir tudo que prometi. Leve em consideração que algumas empresas que produzirão as recompensas, as fábricas de CDs, gráficas, podem atrasar suas entregas. Assim, antecipe-se para não sofrer com esses atrasos.

No mais, você estará contribuindo para a difusão das artes em nosso país. Vale a pena, vale todo o esforço! Vamos nessa…