No podcast # 13 Carlinhos conversa com o cantor e compositor Gladir Cabral sobre o CD Água no Deserto.

Além de escutar algumas faixas, você poderá ficar por dentro de como foi a experiência de Gladir na gravação deste álbum.

Gerson Borges, Afa Neto e Carlinhos Veiga

Nesse último final de semana estive em Salvador, dividindo um show musical com os companheiros Afa Neto e Gerson Borges. Foi uma programação especial realizada pela Igreja Presbiteriana da Aliança, na Pituba. Um bom público esteve presente circulando entre as barraquinhas de comidas típicas e participando das brincadeiras. Eu fui acompanhado por uma banda reduzida formada por Pedro Barbosa (baixo) e Ismael Rattis (percussão).

Gostei muito de ouvir o som do Afa Neto, que além de letras muito interessantes traz  uma linguagem musical totalmente brasileira, traduzindo toda baianidade. A banda que o acompanha é muito boa e transpira essa identidade musical.

Sobre o Gerson, nem é preciso dizer muito. Ele é sensacional. Sua musicalidade e sua poesia já foram destacadas no podcast que fizemos e que está postado nesse site/blog. Além de ser acompanhado em algumas canções pela banda do Neto, deu um show quando fez algumas músicas apenas no violão e voz.

No domingo eu, Pedro e Ismael participamos no culto em duas igrejas. Pela manhã na Igreja Batista Independente e na tarde e noite de volta na IP da Aliança.

Agradecemos o carinho dos amigos-irmãos que, como sempre, nos receberam de maneira tão carinhosa. Voltar a Salvador é sempre muito bom…

Por Nelson Bomilcar

Do cerrado para o Brasil

INFLUENCIADO PELOS RITMOS DE SUA TERRA, O GOIANO CARLINHOS VEIGA FAZ DA MÚSICA REGIONAL O SEU VEÍCULO PARA FALAR DE DEUS

Carlinhos Veiga é um filho do Centro-Oeste brasileiro. Nascido em Goiânia (GO) e radicado na capital federal, recebeu da família não apenas a fé, mas uma forte influência musical, baseada nas cantorias e serenatas de que participou sob as estrelas das noites do cerrado. Tanto talento começou a chamar a atenção em 1986, com sua participação no grupo musical Expresso Luz. Desde então, o artista – que também é pastor e jornalista – vem expressando a beleza da vida com Deus e do Deus da vida através dos ritmos de sua terra. Ótimo instrumentista e compositor, Carlinhos introduziu a viola caipira, o charango e a viola de cocho ao seu trabalho, que já deixou como acervo os álbuns Terra, Menino, Mata do Tumbá, Santa folia e Flor do cerrado. Casado com a flautista e cantora Cláudia, o artista apresenta-se em muitos espaços culturais, além de estar presente nos eventos de Mocidade para Cristo, ministério com o qual colabora há muitos anos. www.carlinhosveiga.com.br

Divulgação

Nos dias 25 e 26 de junho de 2010, acontece a segunda edição do Prosa e Canto Festival, na Chácara Formiga, próximo à cidade de Anápolis (GO). É um festival de musica promovido por cristãos comprometidos com a valorização da arte e da cultura brasileira. Os shows acontecem a partir das 19h no palco central.

Eu estive presente na edição do ano passado e volto por lá nesse ano. Para mim, o Prosa e Canto tem tudo para crescer e fortalecer ainda mais o movimento cultural brasileiro bonito do qual fazem parte o pioneiro Som do Céu (Mocidade Para Cristo), Nossa Música Brasileira (Jovens da Verdade), Ajuntamento das Tribos (Comunidade S8), além de outros espaços internéticos como os sites Plataforma, Cristianismo Criativo, MC3, entre outros.

Na edição 2010 do Prosa estarão presentes Rubão e Cia, Josimar Bianchi, Expresso Luz, Baixo e Voz, Banda Zao, Turma do Bolinha, Rádio MPC, Indio Mesquita, Elen Lara, Lu & Dread Zion, Naum Esteves, Valvir Soares, Banda Tes, entre outros (o que me inclui, é claro!).

Para conhecer mais, acesse o site www.prosaecanto.org.

Neste podcast Carlinhos conversa com Marcos Fernandes, líder da banda Sal da Terra, sobre o CD Boas Novas.

Este CD, que é o décimo da banda, mostra um pouco do sertão que o Brasil não conhece. Novidades, beleza… boas novas!

Conheça no podcast #11 o CD Nordestinamente do músico e compositor Gerson Borges.

Muito xote e baião. Uma homenagem ao Nordeste. Escute agora.

Nesta semana, tive uma triste incumbência: a de sepultar um poeta! De uma hora para a outra, a saúde lhe faltou, e, depois de muita luta, partiu, levando consigo um pedaço de muita gente.

Eu não convivi muito com ele. Nossos encontros foram quase sempre na escadaria da igreja, enquanto subíamos rumo às classes de escola dominical. Sempre ao seu lado, havia gente interessada nos causos que fugiam completamente do trivial: artes cênicas, poesias, discos voadores, viagens por esse mundo de meu Deus e coisas tais. Outros, por causa de seu jeito um tanto estranho, o ignoravam.

O poeta era considerado muito polêmico e um inconformado com o sistema. Brigava insistentemente pelo mundo ideal, empunhando suas armas: as palavras e as artes. Por isso, era tido por estranho e esquisito… Alguns chegavam a rir-se dele pelos cantos, com a mão sobre a boca. Sobre isso, lembro-me das palavras de Bob Marley: “Vocês riem de mim, porque sou diferente; eu rio de vocês, porque são todos iguais…” Acho que, por dentro, o poeta dava gargalhadas de todos nós – os pseudo-normais.

Enquanto a cerimônia de despedida acontecia e as palavras de testemunho iam sendo ditas, lembrei-me de G. K. Chesterton: “Geralmente se diz que os poetas não são confiáveis do ponto de vista psicológico, e geralmente faz-se uma vaga associação entre cingir a cabeça com uma coroa de louros e fazer loucuras […] A imaginação não gera insanidade. O que gera insanidade é exatamente a razão. Os poetas não enlouquecem; mas os jogadores de xadrez sim”. Para Chesterton, os homens não enlouquecem sonhando; por isso, os críticos são muito mais loucos que os poetas. “A poesia mantém a sanidade, porque flutua facilmente num mar infinito; a razão procura atravessar o mar infinito, e assim torná-lo finito. O resultado é a exaustão mental…”

Viver como um poeta é viver sob outra ótica, observando a vida de outra maneira, diferente da lógica que nos escraviza e adoece. Poetizar é descobrir rasgos de luz e virtude nos entremeios, por entre as cascas rotas e exauridas, marcadas pela dura vida. Poetizar é sonhar e deixar-se embalar pelos sonhos que apontam para uma outra realidade, tão real quanto, mas mais prazerosa e deliciosa. É não desistir de viver e de extrair beleza de onde parecia nada mais oferecer. Por isto, o poeta é tido por louco: ele vê o que o calculista não consegue enxergar; ele absorve imagens, cheiros e sons daquilo que a mente lógica não consegue abstrair além da utilidade prática. Nem tudo o que é belo serve para algo; talvez sua vocação seja apenas inspirar poesias e belezas no coração tomado pela sensibilidade.

Chesterton acertou em cheio quando disse: “O poeta apenas pede para pôr a cabeça nos céus. O lógico é que procura pôr os céus dentro de sua cabeça. E é a cabeça que se estilhaça”. Talvez aí esteja a explicação para muito teólogo que perde a sanidade e a humanidade pelo estilhaçar de uma mente que queira tornar lógica a poesia de Deus.

O poeta se foi, voando para abraçar aos céus… para ser abraçado pelo Pai. Sua poesia ficou, como sementes para nos instigar e nos inspirar a uma vida mais bela. Inspirações e pirações de quem amou a vida e amou a Deus.