É véspera de Natal. Neste domingo as igrejas que seguem o calendário litúrgico acenderão a quarta e última vela do Advento: a vela do acolhimento. Somos convidados a acolher a Jesus e a celebrar a solenidade de seu nascimento. A vinda de Jesus, o Verbo Encarnado, que trouxe ao mundo perdido nas trevas do pecado a luz que liberta homem de sua angustiante prisão.

A pergunta que me vem à mente é a seguinte: como acolherei o Natal? Os personagens bíblicos tiveram, cada qual, experiências distintas na noite do nascimento de Jesus. Os pastores viram o Anjo e a milícia angelical adorando a Deus em retumbante glória. Ficaram aterrorizados (Lc 2.9). Mas, depois que os seres celestiais lhes revelaram o local onde Maria e José cuidavam do recém nascido, ao verem o menino, voltaram glorificando e louvando a Deus (Lc 2.20). Glória e louvor!

Os magos do Oriente viajaram longos dias seguindo uma estrela que lhes servira como sinal de Deus. Um misto de revelação natural com revelação especial, orientação divina por meio da natureza com verdades apreendidas nas profecias bíblicas dos antigos profetas. Chegaram para visitar o Rei dos reis, como seria natural, em Jerusalém, cidade dos palácios e do poder (Mt 2.1). Mas a lógica humana estava equivocada. O menino se encontrava num estábulo da pequenina e insignificante Belém. Era para lá que a estrela apontava. Obedientes os reis do Oriente, se dirigiram à humilde gruta e ofereceram seus tesouros a Jesus, adorando-o prostrados (Mt 2.11). Reverência e adoração!

O rei Herodes, também teve sua relação com o menino Jesus. Por mais que dissesse aos magos que também queria adorá-lo, seu sentimento e desejo foi totalmente outro. Ao saber que Jesus era o Rei dos Judeus, prometido por meio das Escrituras, procurou de todas as formas tirar a vida daquela criança. Sentia-se inseguro, imaginando que um novo líder ameaçaria a sua glória e posição de realeza. Recebeu a revelação mas, diferentemente, não ofereceu adoração. Ameaça e desprezo!

Qual sentimento nos move esta data? Encontramo-nos para oferecer reverentemente adoração e louvor ao Filho de Deus – Jesus Cristo? Ou a sua glória e o seu Reino ameaçam nossos anseios, projetos e desejos? O que o Natal de Jesus realmente evoca em nós?

Que neste dia voltemos mentes e corações para considerar sobre a vida que idealizamos, nossos anseios e expectativas. Que as reflexões próprias dessa época do ano direcionem nossas vidas no novo ano que se avizinha, assim como a estrela direcionou os magos ao lugar correto – a presença de Jesus. Glória a Deus!

Um Feliz Natal!

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