Johny ChanJohny Chan é um jovem empresário de São Paulo. Brasileiro, descendente de taiwaneses, é cristão e apaixonado por música de todos os estilos – do erudito ao pop contemporâneo. Ele é o criador do Brasilidade Cristã, um ministério de apoio que divulga os artistas cristãos brasileiros através das mídias sociais. O Brasilidade acaba de lançar seu aplicativo na internet. Numa manhã de domingo, nos encontramos em Suzano para um bate-papo.

 

Novos Acordes: O que é Brasilidade Cristã?

Johny Chan: É um ministério que Deus colocou no meu coração. O objetivo do Brasilidade Cristã é simplesmente propagar a musica cristã brasileira, em suas diversas vertentes, através das mídias sociais – Facebook, Youtube, Twitter e Instagram. Esse ministério nunca teve como propósito comercializar alguma coisa. O tempo que eu gasto, os deslocamentos que eu faço, tudo vem do meu bolso. Quase sempre as pessoas me convidam a ir aos eventos para cobrir. Estando lá eu gravo com meu celular e depois posto na rede.

 

NA: Como surgiu?

JC: No começo não tinha a ideia de começar algo assim. Eu tinha interesse em gravar os cantores que gosto e depois postava no meu canal particular no Youtube. Depois passei a divulgar a agenda dos artistas na minha página, no Facebook. Isso foi em 2008. O Jorge Caetano, esposo da cantora Ju Bragança, viu isso e sugeriu que eu fizesse algo diferenciado, criando uma página que reunisse todo esse material. No começo eu relutei. Não via como conciliar minha agenda pessoal familiar e de trabalho com algo assim. Mas um tempo depois acabei cedendo. O Brasilidade Cristã está no ar há dois anos e meio. Hoje divulga as agendas dos artistas e vídeos com canções dos diversos segmentos da música cristã no Brasil.

 

NA: Você começou com qual estilo musical?

JC: Eu sempre segui os artistas da MPB cristã e gostava de gravar suas apresentações. Fui percebendo que era um grupo fechado, não muito conhecido do público em geral. Depois passei a transitar em diferentes espaços e tive contato com vários outros estilos mais populares que levam milhares de pessoas em shows grandões. Então tive a idéia de ampliar os horizontes e reunir essa diversidade de estilos num mesmo local. Entendi que à medida que fosse divulgando um artista ou grupo, pessoas que só ouviam determinados estilos teriam a oportunidade de conhecer diferentes vertentes da musica cristã. Muitos não tem acesso a outros tipos de música porque a divulgação não chega até eles. À medida que você mescla os mais populares com os menos conhecidos, as pessoas vão se abrindo para novas sonoridades. Assistem um trecho das apresentações no Brasilidade Cristã e, a partir daí, podem chegar ao site do artista.

 

NA: E como tem sido essa experiência?

JC: Eu nunca imaginei que fosse transitar no meio da black music, do pessoal do rap, do soul, dos corais no estilo americano do negro spiritual. Eu, descendente de taiwaneses, transitando no meio desses grupos, antes desconhecidos por mim… Tem sido muito legal. Aprendi que se quero música negra, vou num lugar; se quero MPB, vou em outro lugar, e assim por diante. Hoje você encontra shows grandes com uma diversidade enorme de estilos. Musica de adoração, de conscientização social, música “cristocêntrica” (como alguns a chamam), uns voltados para o mercado, outros para a arte… É difícil unir todas essas vertentes. Não dá para juntar tudo e dizer – isto é musica cristã brasileira. É um conceito muito difícil de ser definido atualmente.

 

NA: Que tipo de vídeo que você posta?

JC: Algumas pessoas me procuram para dizer que está na hora de eu ter uma equipe com duas ou três pessoas, várias câmeras e uma bela edição. Eu digo que esse nunca foi o enfoque do Brasilidade Cristã. Eu busco fazer o melhor, mas não faço clipe. Apenas faço o registro de algumas apresentações ao vivo, como uma pessoa que vai a um evento e filma em seu celular. Tento captar da melhor maneira possível aquele momento. Com o tempo fui adquirindo mais experiência, aprendendo a enquadrar e a focar melhor. Mas é um vídeo sem edição, um registro do momento. Sempre tenho a consciência de pedir autorização aos artistas antes de subir para as mídias sociais. Já fui em eventos que não me autorizaram postar musicas completas, mas pequenos trechos das canções. Levo isso a sério e sempre procuro respeitar os direitos autorais dos artistas.

 

NA: Recentemente o Brasilidade Cristã lançou um aplicativo para celulares.

JC: Pois é, foi uma surpresa para mim. É algo bem recente. Eu tenho um vínculo com o pessoal de uma empresa especializada em comunicação via mídias sociais, a Pippa. Essa empresa criou a logo do Brasilidade e faz as artes para mim. Sempre recorro a eles e acabaram tornando parceiros do projeto. O aplicativo foi um presente que eles me deram. Eu agradeço ao Nio Felipe, o diretor responsável. Sabendo da minha visão como ministério, ele quis abençoar o Brasilidade me presenteando com esse aplicativo que está disponível no Google Play e na Apple Store. Sem dúvida é um caminho, uma porta que Deus abriu. O aplicativo reúne todas as informações do Brasilidade no Facebook, Instagram e a biblioteca do canal no Youtube. Toda vez que posto um novo material, ele é atualizado automaticamente no aplicativo.

 

 

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