Por Héber Negrão*

Desde a sua primeira edição do Congresso para Evangelização Mundial em 1974, o Movimento Lausanne tem causado muita influência no Brasil. Naquele congresso tivemos representantes como o rev. Robinson Cavalcanti, que foi um fiel porta-voz da visão de Lausanne no solo tupiniquim. Posteriormente no Lausanne III na Cidade do Cabo, vários líderes cristãos brasileiros estiveram presentes e, segundo Antonia Leonora Van der Meer, o resultado prático foi a vinda de Christopher Wright para o Congresso Brasileiro de Missões de 2014. Além disso, tivemos o brasileiro Marcos Amado por 5 anos como Diretor Regional do Movimento Lausanne para a América Latina.

Ziel Machado afirma que muitos estudantes e líderes cristãos laicos foram influenciados pelas ideias estabelecidas no Pacto de Lausanne. Bertil Ekström disse que este mesmo documento tornou-se referência para muitas organizações e missionárias em nosso país, tais como AMTB, APMB e até mesmo o COMIBAM, a nível de América Latina. Para Ronaldo Lidório o Movimento Lausanne trouxe para o Brasil um renovado compromisso com as etnias menos evangelizados.

Em 2016 ocorreu o 3º Encontro de Líderes Jovens do Movimento Lausanne na Indonésia com a presença de aproximadamente 50 líderes jovens brasileiros. Daniel Bianchi, o atual Diretor Regional de Lausanne para América Latina, que adotou a estratégia de iniciar um grupo pequeno de representantes de Lausanne em cada país latino, disse a abordagem para o Brasil será diferenciada porque os brasileiros voltaram da Indonésia empolgados em dar prosseguimento ao movimento por aqui. Bianchi já organizou uma Equipe Executiva de Lausanne no Brasil e o próximo passo é escolher um Conselho de Referência para andar com a Equipe Executiva.

Com isso são muitas as possibilidades para o Movimento Lausanne continuar crescendo e influenciando aqui no Brasil. Hoje nós somos privilegiados por receber o periódico bimestral “Análise Global de Lausanne” totalmente em português (uma das duas línguas estrangeiras no qual ele é publicado). Com a estrutura que a igreja brasileira tem podemos receber consultas internacionais de algumas das 36 redes temáticas do Movimento Lausanne. Dentre as quatro visões de Lausanne está “uma igreja evangélica em cada povo” e nosso país tem uma variedade de etnias que ainda carecem de uma presença evangélica. Jovens líderes brasileiros que ingressaram no programa Geração de Líderes Jovens estão sendo preparados para levantar a bandeira de Lausanne nos próximos anos em nosso país.

Um dado interessante levantado por Bianchi é que a maioria dos latinos tem uma visão de que o Movimento Lausanne tem mais a ver com eventos do que propriamente com movimento. Para darmos prosseguimento à visão de Lausanne em nosso país precisamos restaurar a compreensão de que ele é um movimento e, enquanto tal, não precisa necessariamente de eventos para que cresça. O Movimento Lausanne precisa, sim, de pessoas comprometidas com Cristo e com seu Reino para dar prosseguimento à influência que Lausanne já tem causado em nosso país desde 74.

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