Numa “visita ao passado missionário”, Maria Arlete Dias escreveu para o Projeto Redomas sobre as histórias anônimas das mulheres de grandes missionários. Confira abaixo parte de seu texto:

Por Maria Arlete Dias*

Seria muito interessante uma conversa de uma mulher cristã do século XXI com uma do século XIX, ambas da sociedade ocidental. Penso que os paradigmas se chocariam tanto que a do passado se tornaria uma revolucionária militante dos direitos da mulher em seu tempo, e a contemporânea, uma historiadora (antropóloga ou teóloga), igualmente preocupada com as injustiças, as violências, as ideologias sociais, evidentemente exteriores à Bíblia, mas que foram dadas como teologia. Se acreditamos nas palavras de [René] Padilla de que não temos uma teologia latino-americana, sul americana, e daí mais próxima da nossa realidade e dos nossos conflitos socioculturais e pessoais pós-modernos, eis aí uma questão que não pode desmerecer nossa atenção: O que é a mulher americana (brasileira, particularizando um pouco mais) à luz da Bíblia e enquanto missionária?

Com base nas minhas leituras sobre o tema, dados, convivência, conversas e experiência de campo, resumo aqui, da perspectiva da mulher enquanto esposa de missionário, o que passamos no campo missionário, a partir de uma visão íntima de nossa vida como missionária, também esposa e mãe.  Tarefas múltiplas que vêm no pacote de se estar “ao lado” de um grande homem de Deus. Para tanto, me proponho a olhar os lares de quatro grandes e conhecidos missionários no século XIX que inegavelmente marcaram a história da igreja/missões e até hoje inspiram novos obreiros. Estes são: William Carey, Hudson Taylor, Adoniram Judson e David Livingstone. Evidentemente, atendendo ao tema, não é deles que pretendo falar, mas sim de suas esposas sem nome na história. São quatro mulheres, com histórias que se cruzam no que diz respeito a sofrimento, morte, abandono e invisibilidade.

Confira a história de Dorothy Carey, Maria, Ann Judson (Nancy) e Mary Livingstone no Projeto Redomas.

*Maria Arlete é missionária, bacharel em Teologia, professora licenciada em Sociologia e especialista em gestão escolar. Casada com o Pr. Ricardo Dias, serviu como missionária da Missão Novas Tribos do Brasil por 15 anos (1997-2012) entre os índios da etnia Matses.

Agradecemos a Francisco Carvalho pela sugestão.

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