Por Antonia Leonora van der Meer

Dia a dia temos sido confrontados com notícias trágicas da fuga de inúmeros refugiados de guerra, procurando uma oportunidade para sobreviver na Europa, América do Norte ou mesmo no Brasil.

Tem havido reações muito negativas, temendo que no meio dessas vítimas haja um número significativo de elementos radicais que vão trazer problemas e ameaças. Infelizmente, aqui no Brasil, tem crescido entre os evangélicos manifestações muito preconceituosas em relação aos refugiados, aos árabes em geral e a todos os muçulmanos, vistos como povos extremamente violentos e ameaçadores.

Fico muito preocupada com essas reações. Imagino como Jesus avalia essa atitude. Ele ama pessoas de todos os povos, línguas, tribos e nações e nos enviou para levar-lhes a boa nova do seu amor. Não o fizemos no passado e não podemos fazê-lo com o coração cheio de preconceito.

Tenho recebido notícias incríveis de alguns países europeus onde igrejas estão crescendo e se reavivando com o grande fluxo de refugiados muito abertos e receptivos para o evangelho. Há batismo de centenas de uma vez em lugares públicos.

Em seis igrejas na Alemanha, no último ano, 1500 muçulmanos refugiados converteram e batizaram-se. Um pastor comentou: “Os íranianos são os mais abertos. Eles tomam a iniciativa de procurar as igrejas”.

Um pastor na Suécia comentou: “Em cada igreja que conheço na Suécia, em todo o lugar, há sírios, afegãos, iranianos e curdos vindo às igrejas e buscando conhecer a Jesus”.

Já um pastor dinamarquês disse: “Quando chegam à Dinamarca querem se conectar com uma igreja. Eles literalmente vêm, batem à porta e dizem: ‘Posso conhecer mais do Cristianismo? Posso conhecer mais de Jesus?’”

Como vamos encarar a vinda de refugiados muçulmanos ao Brasil? Como uma ameaça? Ou como uma oportunidade para a igreja lhes acolher, mostrar o amor de Jesus e deixar que Ele mesmo lhes mostre a verdade?

  1. Bom dia
    Eu concordo plenamente, Muitos cristãos estão falando mal desses refugiados. Para alguns parece ate o fim do mundo, como se fossem bombas sendo jogadas no Brasil. e esquecem que eles também tem que ser evangelizados

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