Por Adriana Degaspari

Quem me conhece, sabe o quanto amo tomar um cafezinho. O encontro com minha vocação tem tudo a ver com meu encontro com o café. Assim como aprender a apreciar um bom café foi algo meio turbulento, entender meu lugar no mundo também foi assim. Para vocês terem ideia, aprendi a tomar café durante um estágio do meu curso de Farmácia, no hospital. Em meus plantões de madrugada eu acabava dormindo na maca do paciente e, depois de duas advertências, eu precisei aprender a me manter acordada, pelo menos, para atender as chamadas no setor.

Com o hábito de tomar café, aprendi também que ele é ótimo para ser apreciado a dois, três ou mais, e que na roda do café sempre surgem boas conversas sobre a vida e todas as suas implicações.

Trabalhei e estagiei em vários ambientes de minha profissão: Hospital, Posto de Saúde, Indústria, Distribuidoras e Farmácia. Em todos esses lugares, o momento mais esperado era a hora do café e era aí que eu trabalhava minha mente e meu coração ainda mais. A pausa para o cafezinho sempre foi uma grande oportunidade para ouvir, compartilhar, impulsionar, discipular, instigar, orar e chorar junto com outras pessoas. Havia momentos em que eu tive que “agendar” minha semana para conversar com pessoas para dar conta desses momentos e, aos poucos, fui entendendo que era isso que Deus estava preparando para mim. Gosto de estar, conversar e compartilhar com pessoas para instigá-las a encontrarem suas vocações e descobrir seu lugar no mundo.

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CCO/Frrepik.com

No Dia das Mulheres, a homenagem de Ultimato às leitoras é um Portal cheio de conteúdo escrito por mulheres e sobre mulheres. Além de uma devocional e um estudo bíblico voltado especificamente ao público feminino, há artigos e reflexões sobre desvalorização, preconceito, conquistas, mudanças, identidade, carreira, vocação e desafios. Vale a pena conferir e divulgar.

Mulheres: as conquistas dos últimos 50 anos e os desafios atuais [Isabelle Ludovico]
Jornada dupla de trabalho, divisão das responsabilidades no lar, assédio, violência… Como a identidade feminina é afetada por tudo isso? Leia mais>>>

Da academia à teologia, a mulher vive entre o preconceito e a desvalorização [Gabriele Greggersen]
As mulheres em geral procuram os cursos menos valorizados, ou são menos valorizadas por procurarem esses cursos? Leia mais>>>

Mulheres que conciliaram trabalho e pregação, contemplação e caridade [Rute Salviano]
Para as Beguinas, mais importante que a contemplação do mestre era seguir seu exemplo. Leia mais>>>

Eva e a identidade feminina [Isabella Passos]
Por que, em alguns meios, a representação de Eva criou no imaginário uma figura da mulher apenas como um ser sedutor e enganoso? Leia mais>>>

A dignificação do feminino em seis mulheres na Bíblia [Cayo César Santos]
Qual o caminho bíblico para que a luta pela valorização da mulher não caia em intolerâncias ou polarizações? Leia mais>>>

Deus é o meu empregador [Denise Araújo]
Queremos que a nossa vocação seja uma fórmula, uma carreira, uma profissão com descrição de cargo, um “ministério”, mas não é. A vocação é a obra da nossa vida. Leia mais>>>

Inikiru Suruwahá: uma história de sobrevivência e sonhos [Inikiru Suruwahá]
“Deixe a mulher falar, ela tem uma voz; Deixe a mulher fazer, ela tem capacidade; Deixe a mulher sonhar, ela pode realizar.” Leia mais>>>

Medo de amar (na vida e em música) [Amanda Almeida]
E quando escolhemos nos manter longe da possibilidade do amor? Leia mais>>>

Uma lista de leitura sobre mulheres [Isabelle Ludovico]
Livros para entender algumas das principais mudanças sobre as mulheres nos últimos 50 anos. Leia mais>>>

Por Denise Araujo

Muitas vezes, nós queremos que a nossa vocação seja uma fórmula, uma carreira, uma profissão com descrição de cargo, um ‘ministério’, mas não é. A vocação é a obra da nossa vida.
[Denise Araujo]

“Meu sonho era ser missionária, mas Deus me chamou para ter uma atividade profissional.” Não estava esperando ouvir isso? Nem eu. Cresci em um lar cristão, mas só fui me entregar totalmente ao Senhor quando eu tinha treze anos. Foi nessa época que senti Deus me atraindo e mostrando que a minha vida deveria ser para conhecê-lo e torná-lo conhecido. Minha experiência de conversão foi bastante radical. Não demorou muito para sentir queimar em mim o chamado para missões transculturais. Fui voluntária com a Cru, no movimento entre estudantes secundaristas e universitários. Participei de três projetos missionários de férias e vários seminários de evangelismo de final de semana. Além disso, fui intérprete voluntária dos treze aos vinte anos com grupos de americanos que vinham fazer missões aqui no Rio de Janeiro, através de parceria com a Convenção Batista Carioca.

Da esquerda para a direita: Michael W. Goheen, Denise Araujo e Paulinho Degaspari, no VIII Congresso Brasileiro de Missões | Foto: AMTB

Eu desejava cursar Teologia, mas também fazer uma faculdade. Acabei entrando no seminário decidida a cursar outra faculdade ou pós-graduação quando terminasse.  Importante dizer que em 2005 comecei a trabalhar no escritório da Junta de Missões Mundiais, como assistente do Projeto Radical – Voluntários sem Fronteiras. Na época, o projeto tinha apenas três turmas e só enviava voluntários para a África. Meu trabalho consistia em ser o suporte dos missionários ali no escritório. O grande diferencial do projeto era que equipes eram enviadas para aldeias quase 100% muçulmanas, testemunhando o amor de Cristo da forma mais encarnacional possível. A convivência com esse molde de missões encarnacional foi me conquistando… Aos poucos fui percebendo que Deus estava abrindo outra porta para mim, porta pela qual eu nem imaginava passar.

Quando concluí o curso de Teologia, comecei a procurar outra faculdade ou pós-graduação que fosse profissionalizante. Nessa minha busca lembrei de como gostava de fazer interpretação voluntária quando era adolescente. Eu nem sabia se ser intérprete era profissão ou não, se era necessário ter formação específica. Fiz uma busca rápida no Google, achei um curso e me inscrevi para receber mais informações. Fui selecionada e comecei a estudar, conciliando com meu trabalho na JMM. Com o tempo fui me identificando cada vez mais com a profissão e vendo como ela casava com a minha personalidade. Semestre a semestre eu era desafiada a me aprimorar, estudar mais e desenvolver minhas habilidades. Continue lendo →

A matéria de capa da revista Ultimato, edição 370, apresenta a difícil relação entre a fé cristã e a sociedade hoje.

Uma abordagem bíblica, teológica e pastoral sobre questões como sexualidade e política,  entre outros campos da cultura, ocupam 10 páginas da edição de março-abril da revista Ultimato.

O blog da Ultimato reúne abaixo um pouco do acervo digital sobre essas questões.

Confira.

 

Estamos francamente decepcionados!,          Elben César

Eu quero falar sobre política… indignado!,          Valdir Steuernaguel

Indignação: dever cívico e cristão,                  Alderi Souza de Matos

É tempo de lamentarEdição 364

 

PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

Seis princípios cristãos para tempos de crise política, Paul Freston

O mandato político de todos nós, Paul Freston

Aproximemo-nos o máximo possível da nossa utopia políticaPaul Freston

A mui santa participação políticaRobinson Cavalcanti

País apodrecido, igreja insípidaRobinson Cavalcanti

Começar de novo — superando o pecado estruturalRobinson Cavalcanti

Política, cultura e ética no Brasil: um problema históricoAlderi Souza de Matos

Cristãos e política: uma relação imprescindívelAlderi Souza de Matos
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Livro da Semana  | Cinema e Fé Cristã

 

QUANDO PERGUNTAMOS A UMA PESSOA o que ela achou de um filme, duas das respostas mais frustrantes de se escutar são: “gostei” e “não gostei”.

Especialmente quando acompanhadas de uma incapacidade de explicar o porquê. Porém, quando tem um conhecimento básico das estruturas da narrativa de uma história, o espectador bem informado consegue ver um filme e desfrutar da história. Afinal, ele pode empregar, ao mesmo tempo, o seu senso crítico para entender o que o filme está tentando dizer sobre a maneira como devemos viver ou não.

Já falamos que as histórias não existem em um vácuo ou sem sentido. Os filmes comunicam os mitos e valores culturais dominantes. Esse efeito cultural é muito mais profundo do que o excesso de sexo e violência. É algo que se estende à filosofia por trás do filme. A maneira como vemos o mundo e as coisas em termos de “certo” e “errado” é incorporada pela estrutura redentora da própria narrativa.

Não é preciso que o público esteja consciente de que o filme está comunicando uma mensagem ou maneira de ver o mundo. A criação de uma história leva o espectador a ter experiências dramáticas e passar a ver as coisas do modo como os roteiristas querem que ele as veja. Algo similar ocorre na definição de forma visual, cor e composição de um pintor para guiar os olhos e a mente de uma pessoa e fazer com que ela veja apenas o que o pintor quer.

Faremos uma breve análise desses elementos estruturais, com filmes que ilustram cada um deles.1 Para isso examinaremos dois filmes que possuem um tema similar, mas apresentam visões de mundo opostas e também são de gêneros opostos: Amadeus, a tragédia vencedora do Oscar de 1984, sobre o homem que matou Mozart (no filme, embora isso não tenha ocorrido na vida real); e O Show de Truman (1998), comédia com Jim Carrey sobre um homem ingênuo que descobre que sua vida é exibida como um show na televisão para o resto do mundo. Continue lendo →

Conteúdo Mais na Internet da sessão Arte para Todos, edição #370 da revista Ultimato.

Surto de Febre Amarela no Brasil

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo vetor do gênero Aedes aegypti. [Leia mais]

Emergência epidemiológica de febre amarela no Brasil – dezembro de 2016 a julho de 2017

Ainda que o sistema de saúde tenha sido alertado para ampliar as coberturas vacinais e a vacinação preventiva, e intensificar a vigilância no período sazonal da doença, o Brasil em 2017 passaria pelo maior surto da história recente da febre amarela, colocando novamente à prova a capacidade de resposta do serviço de saúde pública brasileiro. [Baixe aqui]

A mortandade de animais

A atual epizootia (epidemia em animais) de febre amarela silvestre, que afeta macacos e acidentalmente o homem, tem sido a maior epizootia de febre amarela que se tem notícia no Brasil, com mais de 7 mil animais mortos em 1412 locais confirmados na região Sudeste. Em diversos lugares a população de macacos desapareceu completamente, especialmente os bugios (gênero Alouatta sp.), deixando as florestas silenciosas.