Se perguntarmos para nossas mães, é bem provável que digam que nós, os filhos, somos “presentes de Deus” para elas. E se nos perguntarem sobre elas, a recíproca vai ser verdadeira.

Em maio, o portal Ultimato está repleto de artigos sobre família, na campanha “Família, graças a Deus”. Aproveitando que o dia das mães vem aí, perguntamos aos nossos leitores: o que sua mãe te ensinou?

Deixe seu comentário por aqui ou em nossas redes sociais, que logo mais ele aparecerá no blog. Enquanto isso, é hora de ficar maravilhado com quanta coisa boa as mães de quem trabalha aqui na Ultimato têm para ensinar. Uma preciosa coleção!

Com a palavra, os ultimateiros:

 
“Minha mãe me ensinou sobre união. Sou grata a ela por não ter separado minhas irmãs e eu quando meu pai faleceu. Ela lutou, criou as quatro filhas sozinha, com a ajuda de Deus, e nos ensinou a trabalhar”.
Tânia

“Não faça aos outros o que não queres que te façam”.
Lucinea

“Minha mãe me ensinou que oferecer às visitas um bom lanche ou refeição, seja um prato bem elaborado ou improvisando com pouco que você tem, é uma boa maneira de demonstrar o quanto você aprecia a companhia dessa pessoa, que tem prazer na visita dela e a quer de volta outras vezes”.
Phelipe Continue lendo →

Livro da Semana   |   Carlos Catito Grzybowski e Jorge E. Maldonado

 

Quando uma decisão é tomada unilateralmente, frequentemente resulta em crise. O difícil caminho do diálogo.

A vida do primeiro casal não estava isenta de crises. A primeira e mais profunda delas acontece exatamente quando eles, em sua rotina, deixam de buscar a Deus como casal e passam a ouvir outras vozes que pretensamente têm instruções a lhes dar para a vida.

A crise nesta vida paradisíaca se inicia quando a serpente se encontra com a mulher, que está sozinha, sem a companhia do esposo. É interessante observar que a serpente escolhe exatamente esse momento, pois quando estamos sozinhos ficamos mais vulneráveis. Por isso o sábio afirma em Eclesiastes 4.9-10 que é sempre melhor serem dois. O fato de estar sozinha faz com que a mulher tome uma decisão sem consultar seu cônjuge – e essa decisão se mostra equivocada.

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Uma homenagem de Ultimato aos artistas plásticos

Se o ensaísta russo Fiódor Dostoiévski estiver certo quando disse que “a beleza salvará o mundo”, ousamos dizer que os artistas terão uma grande parcela de contribuição.

Hoje, 8 de maio, Dia do Artista Plástico, Ultimato abusa da licença poética para homenagear aqueles que “nos salvam” do nosso mundo, por vezes, ‘pequeno’, cinzento e caótico, e adornam a vida com cores, formas e beleza.

A seguir, listamos sete artistas plásticos que já deram um toque especial em alguma edição da revista Ultimato. Vale a pena apreciar seus trabalhos:

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[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Entretanto, cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus. Esta é a minha ordem para todas as igrejas.
— 1 Coríntios 7.17

Os cristãos têm liberdade. A fé e a vida cristã não estão restritas a uma determinada fase ou contexto de vida. Antes, estão acima de todos os contextos, estão em todos os contextos e perpassam completamente, do início ao fim, todos os contextos da vida.

Portanto, não é necessário que você aceite ou desista de qualquer posição na vida para receber a salvação. Permaneça em qualquer lugar onde o evangelho o alcance. Você pode permanecer lá e ser salvo. Não é necessário que você abra mão do seu casamento e corra do seu cônjuge não cristão por amor à fé ou à salvação. Por outro lado, não é necessário que você se case por amor à fé ou à salvação. Se você é casado, seja com um cristão ou com um não cristão, seja com uma pessoa boa ou com uma pessoa ímpia, você não será salvo nem condenado por causa disso. Se você não estiver casado, você também não estará salvo nem condenado por estar solteiro. Isso tudo é livre – livre!

Como resultado, se for um cristão e permanecer assim, você será salvo e, se você continuar sendo um não cristão, será condenado. “Esta é a minha ordem para todas as igrejas”, o que significa: “Esta é a regra que ensino a todos os cristãos para os quais eu prego. Eu não os ensino a deixar suas posições na vida nem os ensino a incitar tumultos, mas sim a permanecer onde estão e viverem em paz”.

Assim, você pode ver que Paulo não distingue ou identifica posição alguma na vida como sendo abençoada, exceto esta: a de ser cristão. Quanto às outras, ele deixa as pessoas livres, visto que, em si mesmas e de si mesmas, elas não nos salvam nem nos condenam. Mas todas as posições na vida – não importa quão bem mantidas elas sejam – podem ser abençoadas por meio da fé ou amaldiçoadas por meio da falta de fé.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.
Por Jorge E. Maldonado

Apóstolo Paulo na casa de Áquila e Priscila, por J. Sadeler sobre a obra de Jodocus Winghe

O propósito deste artigo é considerar as diferentes formas nas quais se organizava a vida familiar nos tempos bíblicos, seus costumes e tradições. Esperamos que o exercício sirva como uma introdução à discussão teológica dos artigos que seguintes. É provável que o que chamamos hoje de “família”, tenha muito pouco a ver com as expressões culturais da época bíblica. Uma compreensão destas diferenças nos ajudará a retomar a tarefa sempre nova de encontrar nas Escrituras – em meio aos elementos culturais na qual esta foi escrita – os princípios e valores necessários para orientar nosso trabalho teológico e pastoral hoje em dia em nosso contexto.

O grupo social chamado família encontra-se presente em todas as culturas, desde a antiguidade até os dias atuais. Cientistas sociais que tem estudado os diferentes povos ao redor do mundo parecem concordar na observação de que em toda sociedade conhecida, quase cada pessoa vive submersa em uma rede de direitos e obrigações familiares¹. O termo descreve uma diversidade de realidades sociais, desde a rede externa de parentes, encontrada especialmente nas sociedades agrárias, até a família nuclear contemporânea e suas variações, peculiar das áreas urbanas e industrializadas do mundo.

As definições de família se forjam cultural e historicamente. Na parte norte-ocidental do mundo onde se tem experimentado por mais tempo os efeitos da industrialização, a família nuclear tende a ser normativa. Na parte sul do mundo, onde outros modos de produção e organização social coexistem e a sobrevivência depende em grande parte das redes de parentesco, o termo família tem um sentido mais amplo. Mesmo que todos tenhamos uma noção bastante universal e normativa. Continue lendo →

A capa da edição 365 da revista Ultimato é “Família, graças a Deus”.

E, o artigo que abre as 8 páginas da matéria de capa, agradece a Deus porque Ele não nos deixou sozinhos.

O artigo começa com a frase: “Senhor, somos gratos porque…”

Em seguida, são expostos algumas dezenas de razões que fazem coro com a frase inicial.

E, para cada uma das razões pelas quais agradecemos a Deus pela família, um texto bíblico.

Confira:

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Formado em Comunicação Social e Literatura Francesa, é ele quem dá o ponto final na revista Ultimato. Para ele, a leitura é como comer verduras: sabe que precisa, mas não gosta. Como assim? Isso mesmo, ele gosta do resultado: “Saber o que aquele livro contém, diz, ensina”.

O nosso segundo convidado de “Na Varanda com o Autor” é aposentado do Senado Federal e presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Planalto e avô da Amanda. Vamos prosear com Rubem Amorese?

Rubem Amorese é aposentado do Senado Federal e presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Planalto

Ultimato – Alguma pessoa ou livro, em especial, influenciou sua aproximação da leitura e da escrita?

Rubem Amorese – Sim, meu desejo de escrever surgiu com a leitura de C.S. Lewis. Depois que comecei com As Crônicas de Nárnia, devorei tudo o que encontrei dele. Havia, à época, muita coisa não traduzida, em inglês; e eu tive muita dificuldade, mas acabei melhorando meu inglês, por força dessa admiração. Mas aqui vai uma revelação (misericórdia, por favor!): não gosto de ler. Não sou um leitor compulsivo, devorador de bibliotecas. Eu gosto do resultado do esforço: o saber. Saber o que aquele livro contém, diz, ensina. Mas para chegar a isso, preciso lê-lo. E é aí que começam meus problemas. É como comer verduras. Sei que preciso, mas não gosto. Então como para não ficar doente.

A influência decisiva para escrever me veio da profissão: em 1975, morando no Rio, recém-formado, consegui um emprego na área de Comunicação, em Brasília. O cargo era de Editor Técnico. Como recusar? Topei. Mais tarde, fiz meu mestrado, na UnB, dentro da área. E fui obrigado a escrever muito. Daí, não parei mais. Pois é, prefiro escrever a ler, embora saiba que a escrita não vem sem a leitura. Continue lendo →