[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. [Mateus 6.9]

Após ter denunciado orações pomposas e sem sentido, Cristo apresentou uma esplêndida e curta oração dele próprio. Com ela, ele nos instruiu sobre como orar e sobre o que devemos orar. Ele nos deu uma oração que engloba uma variedade de necessidades. Por si mesmas, essas necessidades deveriam nos obrigar a abordar Deus diariamente com essas poucas palavras facilmente lembradas. Nenhum de nós pode se desculpar dizendo que não sabemos como orar ou pelo que orar.

Orar a oração do Pai-Nosso todos os dias certamente é um hábito que vale a pena, especialmente para pessoas comuns e crianças. Nós podemos orá-la de manhã, à noite e à mesa da refeição – em qualquer horário. Ao fazer essa oração juntos, trazemos nossas necessidades diante de Deus.

Como foi-nos dito muitas vezes, a oração do Pai-Nosso é a melhor oração que alguém poderia ter criado ou que já foi enviada do céu. Pelo fato de Deus, o Pai, ter dado ao seu Filho palavras para a oração e lhe enviado para apresentá-la, sabemos sem dúvida que essa oração agrada ao Pai imensamente.

Já no início da oração, com as palavras “Pai nosso”, Jesus nos lembra do que Deus ordena e promete. Deus insiste que lhe prestemos o respeito, a honra e a reverência que ele merece, assim como os pais terrenos esperam de seus filhos. Deus Pai deseja também que creiamos que ele satisfará as nossas necessidades. E assim, porque confiamos que ele nos dará o que prometeu, podemos orar a ele com confiança no nome de Cristo, nosso Senhor.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana   |   Verdadeiros Cientistas, Fé Verdadeira

O livro Verdadeiros Cientistas, Fé Verdadeira acaba de ganhar o prêmio Areté 2017, de melhor livro do ano, na categoria “Apologética”.

O anúncio aconteceu na quinta-feira à noite, dia 31 de agosto, na abertura da Feira Literária Internacional Cristã (FLIC), em São Paulo (SP). O Prêmio Areté, que se destina a reconhecer e premiar a excelência em literatura cristã, é promovido pela ASEC (Associação de Editores Cristãos).

Verdadeiros Cientistas, Fé Verdadeira reúne uma preciosa coletânea de histórias de cientistas, como Francis Collins, Alister McGrath, John Houghton, Andrew Briggs, entre outros, que estão vinculados a algumas das principais universidades e organizações científicas europeias e americanas, e têm suas contribuições reconhecidas e premiadas pela comunidade científica internacional.

O blog da Ultimato coloca à disposição do leitor parte da história de Alister McGrath, contada por ele mesmo.

 

Verdadeiros cientistas não acreditam em Deus!

Essa frase de efeito soará tristemente familiar para aqueles que tiveram de lutar contra as divagações, exageros e mal-entendidos presentes no livro Deus, um Delírio, de Richard Dawkins (2006). Trata-se de um ponto de vista que se sustenta apenas pelo uso incansável de atenção seletiva e de uma retórica carregada de ataques-surpresa,* em vez de argumentos baseados em evidências. No entanto, é uma visão que muitos na cultura ocidental parecem dispostos a aceitar como a sabedoria da nossa era. Como observou Karl Marx, a frequente repetição de um postulado fundamentalmente falso gera a impressão de que ele é correto e confiável. 

Dawkins parece enxergar o ateísmo intrínseco das ciências naturais como uma verdade óbvia para todos à exceção dos idiotas inatos, ou daqueles que tiveram a mente distorcida e infestada pela noção debilitante de que há um Deus que se interessa por nós e pelo nosso bem-estar. Talvez isso nos ajude a entender sua ira, intolerância e arrogância em relação à persistência (alguns diriam ressurgimento) da crença em Deus quando os profetas secularizadores do final da década de 1960 e início de 1970 haviam previsto sua morte inevitável.

Dawkins é modesto ao fornecer detalhes autobiográficos. Contudo, se entendi seu relato de sua própria conversão ao ateísmo, um elemento essencial do processo foi uma crença cada vez maior de que o darwinismo oferecia uma explicação muito superior da natureza do mundo do qualquer outra que recorresse a Deus. Para Dawkins, a descoberta do darwinismo ocorreu quando ele era estudante na escola de Oundle e consolidou-se durante seus estudos de zoologia na Universidade de Oxford. Assim, as ciências naturais atuaram como um catalisador para sua “desconversão” do que aparenta ter sido uma forma anêmica de um anglicanismo nominal.

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Conteúdo extra oferecido como “Mais na Internet” na revista Ultimato, edição #367.

Por Ari Käfer

Em 1979, ingressei no internato da Escola Evangélica de Ivoti, RS, hoje Instituto de Educação Ivoti. Lá, tive a oportunidade de aprender a tocar instrumentos de sopro. Enquanto estive na faculdade de teologia, na EST, em São Leopoldo, RS, de 1982 a 1987, participei de encontros de coros de metais, antes de ser fundada a Obra Missionária Acordai.         

A Obra Missionária de Metais Acordai foi fundada em 1989. O primeiro presidente foi o pastor Johann Friedrich Genthner. Em 2007, eu o sucedi e permaneci na presidência até 2015, quando foi eleito o novo conselho administrativo, cujo presidente é o senhor Marcos Petri.

Ao longo da minha vida pastoral, dei aulas de instrumentos de sopro e criei coros de metais nas paróquias onde atuei. Sempre me empenhei em cativar crianças e adolescentes para essa missão. Outro enfoque é a motivação da participação feminina, pois no passado os coros de metais eram compostos majoritariamente por homens. Pela graça de Deus, pude deixar coros de metais nas paróquias de Mercedes, PR, Schroeder, SC, Blumenau, SC, Capela de Santana, RS, e agora temos um grupo motivado em Pinhão, PR, e outro em Colônia Cachoeira, PR.

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Selo da campanha editorial do mês de agosto

Durante o mês de agosto, o Portal Ultimato contou histórias sobre sobre Deus e sobre Jesus, histórias de gente pequena, gente jovem, gente de mais idade, gente que viveu no passado, gente simples, gente ‘famosa’. Histórias que acontecem no ambiente da igreja, na estrada, em casa e na comunidade. Confira o que foi publicado!

A história de uma centenária
Só tenho a agradecer e vou levando até Deus me chamar. Só não tenho pressa, se eu puder ir quando tiver 200 ou 300 anos eu vou. [Judith Salvador]

O verdadeiro menino da pipa
Tudo começou com um encontro acidental com meninos de pele e osso, dos quais nunca soube o nome. [A história por trás da foto | Liz Valente]

A cruz e a esperança no interior do centro oeste brasileiro
A cruz vazada no campus da UniEvangélica lembra aos estudantes e professores que, mesmo em mundo caótico, há esperança. A ansiedade não tem mais porque vencer. [Rita Santos]

Os meus sonhos não foram os sonhos de Deus
Pude ensinar a centenas de jovens que foram onde eu nunca poderia ter ido, e fizeram e estão fazendo, muito mais do que eu faria. [Ycléa Cervino]

Histórias que não gostamos de ouvir
As histórias bíblicas não escondem o lado humano e pecaminoso do ser humano, e não deixam de mostrar as falhas de seus “heróis”. [Billy Lane]

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Conteúdo extra oferecido como Mais na Internet na revista Ultimato, edição #367.

As reações à crise dos refugiados diferem ao redor do mundo. Alguns países têm aberto suas portas para eles, outros os veem como ameaças em potencial. Há unanimidade quanto à complexidade do fenômeno.

A igreja cristã global tem – na maior parte das vezes – buscado a via do acolhimento. Mas também há vozes discordantes e alarmistas, principalmente em torno da suposta ameaça do islamismo.

Além de dar visibilidade a essa questão tão atual, Ultimato destaca algumas das iniciativas cristãs. Abaixo seis organizações que estão atuando no Brasil falam sobre o que fazem em favor dos refugiados.

Mais no Mundo

Uma obra com começo, meio e longe do fim. Esta é a definição do programa de Acolhimento à Refugiados na Base da Missão MAIS. Dentre os mais de 200 refugiados que recebemos em nosso projeto desde 2013, algumas histórias nos marcaram, como a de um irmão Paquistanês chamado *Peter, (*nome fictício) que chegou no final do ano passado, e  nos constrangeu com uma frase ao ir conosco à um culto pela primeira vez no Brasil; “Estou acordado e pronto desde as 5:30h porque hoje é meu primeiro dia de ir à igreja em um país livre”; São sentimentos tão distantes de nossa realidade que nos confrontam e nos motivam a lutar pela Igreja Sofredora no mundo. Eu te convido a unir-se a este privilégio de alguma forma acessando  www.maisnomundo.org; existe uma Igreja que sofre todos os dias, ouse ser a resposta!

Por Luiz Renato Maia

Junta de Missões Nacionais

Há mais de 10 anos, a Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira trabalha entre imigrantes e refugiados no estado de São Paulo. Os missionários, que atuam na plantação de igrejas em cada contexto étnico, assistem os recém-chegados nas necessidades de documentos, alimentação, emprego e aprendizado da língua com objetivo de tentar proporcionar melhores condições de vida para cada um deles. Atualmente, é do continente africano, de países como Congo, Togo, Costa do Marfim, Angola e Camarões, que vem o maior número de refugiados políticos ou religiosos, cerca de 90% entre os imigrantes alcançados pelos missionários da JMN. Através do trabalho feito por Missões Nacionais eles têm não só assistência para um recomeço, mas encontram acolhimento na comunidade cristã formada por outras pessoas de seu próprio povo que também estão no país.

Para saber mais pode acessar o site ou entrar em contato pelo e-mail falecom@missoesnacionais.org.br. Para doação direta para o missionário, clique aqui.

Por Jeremias Pereira

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[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ficou indignado. Mandou buscar José e lançou-o na prisão em que eram postos os prisioneiros do rei. [Gênesis 39.19-20]

Perder a sua boa reputação e ser lançado na prisão certamente foi o pior sofrimento pelo qual José passou. Que salário infame ele recebeu por seus anos de serviço fiel! Seu caráter impecável e trabalho duro foram recompensados com punição e com uma reputação arruinada. Nós servimos, ensinamos, aconselhamos, confortamos e fazemos o que Deus nos ordena. Na maior parte das vezes, nossas ações se dirigem a pessoas desmerecedoras que nos retribuem apenas com ódio, inveja e sofrimento. Nossas vidas parecem ser desperdiçadas em sermos bondosos com pessoas que não apreciam a bondade.

Nunca espere que o mundo reconheça ou recompense sua fidelidade e seu trabalho árduo. O que acontece é sempre o oposto, como a vida de José nos mostra. Portanto, certifique-se de que você direciona seu serviço e sua vida para outro lugar. Não espere favor e amabilidade vindos do mundo. O seu favor pode rapidamente se tornar em ira furiosa.

Se você é chamado a ser pastor ou professor, ou se você ocupa qualquer posição, estabeleça este alvo para si: “Eu desempenharei meu trabalho fielmente sem esperar qualquer recompensa das pessoas a quem sirvo. Não vou supor que elas me serão gratas, mas abençoarei outros assim como meu Pai celestial distribui as suas bênçãos. Ele dá dinheiro, talentos, paz e saúde até às pessoas mais ingratas e más. Vou me lembrar do mandamento de Cristo: ‘Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês’ (Mt 5.48)”.

Essas palavras significam que devemos servir às pessoas que são ímpias, indignas e ingratas. Poucas reconhecerão nosso serviço e nos agradecerão. As outras podem até ameaçar as nossas vidas. O exemplo de José nos mostra a recompensa que podemos esperar do mundo, mesmo em frente à maior das amabilidades: ser amarrado e lançado na prisão.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.