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500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Vede o arrogante! A sua alma não é correta; mas o justo viverá por sua fé. [Habacuque 2.4, AS21]

As palavras dadas por Deus a Habacuque, que as gravou em tábuas, incluíam uma declaração brilhante: “O justo viverá por sua fé”. Isso significa que quem quiser ser justo e viver uma vida justa deve crer na promessa de Deus. Essa verdade não muda. Consequentemente, pessoas ímpias morrerão em sua incredulidade.

Precisamos crer no que foi escrito na tábua se quisermos viver agora e para sempre. Precisamos crer que Cristo virá com seu reino. Quando as coisas parecerem diferentes e nos sentirmos perturbados neste mundo, não podemos perder nosso rumo. A Palavra de Deus sustenta revelações que vão além dos nossos sentidos e são mais elevadas do que o nosso entendimento. Quando olhamos para a nossa situação atual nos sentimos perturbados. Pela fé, precisamos superar esses sentimentos. Mesmo quando rodeados de problemas, devemos confiar que o reino virá e será estabelecido de forma gloriosa.

Esta passagem traz um exemplo claro de como os profetas no Antigo Testamento pregavam e enfatizavam a fé em Cristo, assim como acontece no Novo Testamento. Percebemos que Habacuque foi tão ousado que condenou as obras. Ele atribuiu vida exclusivamente à fé. Está claro que Habacuque afirma que os incrédulos não terão sucesso por si próprios. Seus esforços já estão julgados. Que eles orem e trabalhem até morrer. Suas obras nada valerão, nada alcançarão e em nada os ajudarão. Enquanto isso, os cristãos viverão pela fé.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Confira o relato de Antonia Leonora van der Meer sobre o evento:

 

O IV COMIBAM foi realizado em Bogotá, Colômbia, e contou com 1.800 participantes, entre estes 160 brasileiros e 300 mexicanos. Da Interserve, fomos três: Eliezer, Sara e eu. E fomos com um bom grupo do Cuidado Integral do Missionário (CIM) da AMTB: Rúbia, Márcia, Hairton e eu. Foi muito proveitoso, com muitos contatos abençoados.

O CIM teve um encontro de dois dias antes do próprio Congresso, onde os brasileiros presentes foram muito bem acolhidos e valorizados, e assim surgiu uma integração abençoada.

Eliezer e Sara montaram o estande – a Corferias fez um bom trabalho de preparo anterior Escolhemos a opção menor, mas foi bem adequada e atraiu muitas pessoas interessadas, de vários países. Pudemos conversar com as pessoas, dar informações sobre a agência, os campos e as oportunidades, e os mais interessados preencheram uma ficha para contato posterior.

O que mais me impressionou foi a coragem, a visão e o compromisso de irmãos de Cuba e da Venezuela. Perguntei a um venezuelano como faziam com o sustento dos obreiros no contexto difícil atual, em que os templos das igrejas estão sendo desapropriados e há outras limitações. A solução encontrada foi o contato e apoio de igrejas latinas nos Estados Unidos.

As minhas responsabilidades, além de estar no estande diariamente durante várias horas, foi ministrar um seminário sobre “As dores dos que voltam”.  A sala oferecia lugares para cerca de 80 a 100 pessoas, mas havia perto de 140. Tiveram que buscar mais cadeiras. Vários compartilharam suas experiências e ouvimos testemunhos que confirmam a necessidade de um cuidado especial nessa fase da vida missionária. Nos dias seguintes pessoas me abordavam falando sobre como esse ensino foi importante. Falei também da importância de cuidados dos Filhos de Terceira Cultura (FTCs). Um FTC também compartilhou sobre as dores de sua experiência. Esperamos poder contribuir de alguma maneira com a nossa experiência. Continue lendo →

É um enorme desafio reunir, em um congresso de missões, organizações e pessoas de contextos variados e compreensões distintas sobre o mesmo tema. Cada um possui uma caminhada diferente, uma experiência singular e uma perspectiva particular da missão. Além disso, há também o contraste de idades, estratégias e focos de atuação. Tudo isso podem ser aspectos positivos ou negativos, mas no CBM eles são os ingredientes que tornam o congresso um rico ambiente para a aprendizagem e troca de experiências. Com tensões e pontos divergentes, sim, mas sem comprometer o objetivo maior: glorificar a Deus e participar da missão que ele está fazendo no mundo.

Avaliar profundamente todo o impacto do CBM e mensurar os frutos dele para a igreja e o movimento missionário brasileiro é quase impossível. Como bem disse o coordenador executivo do congresso, Alisson Medeiros, “só conheceremos na eternidade”. Contudo, isso não significa descartar uma avaliação mínima. Por isso a AMTB, organizadora do evento, insiste que todos os participantes respondam ao questionário de avaliação do CBM, disponível no aplicativo do Movimento Vocare, que pode ser baixado no Google Play. Esse esforço é no intuito de minimizar falhas e maximizar o potencial do CBM para cumprir seu objetivo de mobilizar a igreja brasileira para um maior engajamento missionário.

Entre falhas e acertos, críticas e elogios, alguns oficineiros e participantes do CBM falam suas impressões sobre o congresso. Confira:

“Qual a diferença que a força missionária brasileira fará entre os 1 bilhão de praticantes do budismo?”, me perguntou um grupo de líderes na Ásia. O CBM já deu uma resposta positiva ao incluir o budismo como uma das realidades que não podemos ignorar. Agora, após o congresso, queremos ver como a igreja brasileira responderá nos próximos anos. Ali, percebi que pouquíssimos missionários e igrejas sabem como lidar com essa realidade. Contudo, nos seminários a tarde, recebemos participantes que fazem parte de uma nova geração que transpõe o pragmatismo, e busca um melhor preparo para frutos a longo prazo, sem perder a paixão e o espírito de pioneirismo. Eu creio que o Senhor os usará para gerar modelos de glorificação a Cristo entre os budistas, que serão compartilhados nos próximos CBMs.
Mila Gomides, Campinas, SP

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Dança do Bate-Pau, aldeia Córrego do Meio, Sidrolândia, MS, 2016. Foto: Eliseu Júnior

Para elaborar o infográfico “Indígenas no Brasil – um universo pouco conhecido”, Ultimato recorreu a várias fontes sérias. Artigos e links das matérias podem ser consultados aqui.

AURELIANO, André Luís Procópio; MACHADO JR., Eliseu Vieira. Alcoolismo no contexto indígena brasileiro; mapeamento da bibliografia nacional. Antropos; revista de antropologia. Ano 4, volume 5, maio de 2012.

LIDÓRIO, Ronaldo (org.). Etnias indígenas brasileiras; relatório 2010. Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI–AMTB).

LOBATO, Edir; SANTANA, Graça. A classificação musicológica dos instrumentos musicais indígenas. In: NIMUENDAJÚ, Curt. Instrumentos musicais indígenas, a arte e a colação etnográfica. Museu Paraense Emílio Goeldi. Belém, 2014.

Censo escolar da educação básica 2016; notas estatísticas. Brasília, DF, fevereiro de 2017.

>> Muita terra para pouco índio?

>> No Brasil, população indígena é de 896,9 mil

>> Povos não alcançados no Brasil; a realidade indígena

>> Quais são os povos indígenas mais numerosos do Brasil

>> Indígenas; gráficos e tabelas

>> Instituto de geriatria cria ambulatório específico para atender índios idosos

>> O número de índios no Brasil está diminuindo?

>> Os índios que não fazem aniversário

>> Pesquisa apresenta panorama da saúde indígena no Brasil

>> Conheça o Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI

>> Boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, volume 48, nº 30, 2017.

>> Terras indígenas do Brasil

>> Professores serão qualificados para trabalho em escolas indígenas

>> Quase metade das escolas indígenas não tem material didático específico

>> IBGE aponta que 76,7% dos índios são alfabetizados

>> Cresce número de estudantes indígenas em universidades

>> Observatório da criança e do adolescente; população de crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos

>> Inquérito nacional de saúde e nutrição dos povos indígenas – 2008-2009.

>> Diagnóstico da população indígena no Brasil

Por Helen Schmidt

Depois de morar por um ano nos Estados Unidos como Au Pair* para aprimorar a língua inglesa, a brasileira Liliane Nascimento, 30 anos, nascida numa família cristã presbiteriana, não imaginava que percorreria o mundo a bordo de um navio missionário. Para ela, aprender a falar inglês era um simples requisito para trabalhar como qualquer jovem, mas tornou-se um instrumento facilitador para além do que pensava.   

De volta ao lar, depois da terra do Tio Sam, enquanto limpava a casa que morava com seus pais, no interior de São Paulo, Liliane avistou sobre a mesa do escritório de seu pai a revista Ultimato. Naquele instante, a revista atraiu sua atenção de uma forma especial. A bela chamada sobre jovens dispostos a servir a Deus a redor do mundo foi suficiente para envolver aquela moça, de vinte e seis anos na época. A partir dali, sua vida nunca mais foi a mesma.

Depois daquele encontro inusitado com uma chamada na revista, em um simples dia de faxina, demorou pouco para que Liliane percorresse mais de quinze nações compartilhando o amor de Deus de diferentes formas, por dois anos. Passando pela Ásia, em países como Tailândia, Hong Kong, Japão, Taiwan, Macau, Coréia do Sul, Singapura, Filipinas, Malásia, Camboja, Sri Lanka e Myanmar; e países do continente africano e europeu, como Alemanha, Irlanda do Norte, Inglaterra e Escócia. Por onde passou, viu e experimentou situações que mudaram drasticamente sua forma de encarar a vida e seus problemas.

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500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Cerca de três meses mais tarde, disseram a Judá: “Sua nora Tamar prostituiu-se, e na sua prostituição ficou grávida”. Disse Judá: “Tragam-na para fora e queimem-na viva!”. [Gênesis 38.24]

O povo de Deus frequentemente cai em pecado. Seus exemplos nos mostram a graça e a misericórdia infinitas de Deus. Ele salva não apenas aqueles que são fiéis e morais, como Abraão, Isaque e Jacó, mas também os que são imorais, como Judá, Tamar, Rúben, Simeão e Levi. Portanto, nenhum de nós deve confiar na justiça própria quanto à sua moralidade ou sabedoria.

Por outro lado, nenhum de nós deve desistir por causa dos seus pecados. As Escrituras louvam os exemplos de Abraão, Isaque e Jacó. Ao mesmo tempo, descrevem os piores tipos de pecadores. Vemos as virtudes das pessoas mais piedosas e os pecados das pessoas mais ímpias – porém, todas elas vêm da mesma família.

Esses maus exemplos nos ensinam sobre arrependimento, fé e perdão de pecados. Nenhum de nós deve se gabar de quão bons nós somos, mas os que têm caído em pecado também não devem desistir. A Bíblia registra os erros, as fraquezas e os pecados horríveis do povo de Deus. O propósito disso é erguer e confortar aqueles que estão deprimidos por causa dos seus pecados. Pecadores precisam ouvir: “Não desista. Deus deseja que você confie nele e creia nas suas promessas. Ele pode perdoá-lo, torná-lo santo e abençoá-lo assim como ele abençoou Judá, Tamar e outros pecadores”.

Deus não deseja que dependamos dos nossos próprios esforços ou nos desesperemos por causa dos nossos pecados. Ele quer que confiemos inteiramente na sua misericórdia e graça.
Não teríamos esperança se Pedro não tivesse negado a Cristo; se os apóstolos não tivessem ofendido Cristo; se Moisés, Arão e Davi não tivessem caído em pecado. Deus deseja confortar pecadores com esses exemplos. É como se ele estivesse dizendo a cada um de nós: “Se você pecou, dê a volta por cima. A porta da graça está aberta para você”.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.