Revista Ultimato  |  Seção ULTIMATOONLINE, edição 367

Entre as cerca de 400 mil entidades sem fins lucrativos que existem no Brasil, 1560 foram inscritas na primeira edição do “Melhores ONGs Época Doar”, uma iniciativa da revista Época e do Instituto Doar.

O objetivo da premiação é estimular e reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, bem como dar visibilidade e ampliar as possibilidades e a prática de doação dos brasileiros.

A lista das 100 melhores ONGs foi anunciada na segunda semana de agosto de 2017, apresentada em ordem alfabética. Entre elas, estão o Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral (CADI) e a Visão Mundial, parceiros e filiados à Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas).

Os mais lidos na internet

A revista Ultimato é publicada de dois em dois meses e entra em circulação na primeira semana dos meses pares. Na internet, além do acervo digital da revista, o Portal Ultimato (ultimatoonline, revista Ultimato e loja) publica diariamente artigos, reportagens, estudos bíblicos, notícias, devocionais e muitos outros recursos que estão à disposição do leitor nas diferentes mídias e plataformas.

Confira os mais lidos em junho e julho:
> Criação e evolução: qual é o problema?, Timothy Keller
> O medo do futuro é um prato cheio para o diabo, Gabriele Greggersen
> Sobre a (in)submissão do masculino, Isabella Passos
> Vozes femininas da Reforma no berço do catolicismo, Rute Salviano
> Marcas de uma igreja acolhedora, Jeremias Pereira
> 10 dicas para ler “Até Que Tenhamos Rostos”, Paulo Ribeiro
> Igreja missional e igreja missionária: qual a diferença, Michael W. Goheen
> Como auxiliar o desenvolvimento da espiritualidade da criança?, Márcia Barbutti

500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade. [Salmos 118.5]

Você precisa aprender a clamar ao Senhor. Não fique sozinho, nem deite no sofá balançando a cabeça e permitindo que seus pensamentos o torturem. Não se preocupe em como sair da situação em que se encontra nem fique meditando sobre a sua vida terrível, sobre quão miserável você se sente e quão mau você é. Em vez disso, diga: “Controle-se, seu preguiçoso! Dobre seus joelhos e levante suas mãos e olhos para o céu. Leia um salmo. Diga a oração do Pai-Nosso e diga a Deus, em lágrimas, o que você necessita”. Essa passagem nos ensina a clamar a ele. Semelhantemente, Davi disse: “Derramo diante dele o meu lamento; a ele apresento a minha angústia” (Sl 142.2). Deus deseja que você conte a ele os seus problemas. Ele não quer que você os guarde para si. Ele não quer que você lute com eles sozinho e se torture. Fazer isso só multiplicará os seus problemas.

Deus sabe que você é muito fraco para vencer os seus problemas por si mesmo. Ele deseja que você cresça se tornando forte nele. Então ele será aquele que recebe a glória. Das experiências difíceis é que emergem os verdadeiros cristãos. Sem problemas, as pessoas falam muito sobre fé e sobre o Espírito, mas não sabem realmente o que essas coisas são ou o que estão dizendo.

Você nunca deve duvidar que Deus conhece os seus problemas e ouve as suas orações. Você não deve orar casualmente ou como se estivesse falando ao vento. Isso é um deboche à oração e coloca Deus à prova. Nesse caso, seria melhor nem orar. Você deve aprender a regozijar-se na parte da passagem que diz: “o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade”. O salmista reconhece que o Senhor o ouviu e o livrou dos seus problemas.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana  |  A Religião Mais Negra do Brasil

Por Marco Davi

 

Nas denominações pentecostais, bem como em toda a Igreja brasileira, é difundida a ideia de “democracia racial” entre os membros. Os evangélicos, em geral, alimentam a ideia de que existe igualdade entre os fiéis, e isso tem sido motivo de orgulho para muitas denominações, sejam elas históricas ou pentecostais. Porém, esse mito tem sido usado para esconder o problema real do racismo na igreja evangélica brasileira.

O que vem a ser um mito? Segundo Junito de Souza Brandão, em sua coletânea Mitologia Grega, “sendo uma fala, um sistema de comunicação, uma mensagem, o mito é uma como que metalinguagem, já que é uma segunda língua na qual se fala da primeira”.6 O mito não é algo palpável, mas não deixa de existir como forma de comunicação, de identidade, de essência. O mito comunica algo que está além, inatingível. É o grito de dimensões da realidade que tem seu próprio significado.

A ideia de democracia racial torna-se um mito porque não se coaduna com a realidade experimentada pelos negros brasileiros. O problema se manifesta com mais clareza quando se observa a pouca representação dos negros nas pesquisas relacionadas com a renda e a situação econômica.

Na Igreja brasileira já se tornou corrente a ideologia que enfatiza a democracia racial como uma marca dos evangélicos brasileiros. Segundo ela, não temos igrejas separadas por raças, etnias ou cor, e isso nos faz mais harmoniosos do que os evangélicos da América do Norte, por exemplo. Porém, essa é mesmo a realidade entre os evangélicos brasileiros? Não há ideologia alguma por trás dessa premissa?

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Foto: FIDA

Comida é um tema abrangente. Pode representar encontro, partilha e celebração, como mostrou a revista Ultimato 368, assim como pode ser motivo de lamento e preocupação. Enquanto nas regiões em desenvolvimento os conflitos, as guerras e os desastres naturais causam a escassez de comida e a má nutrição, em outras partes do mundo, mesmo onde há larga produção de alimentos, muitas pessoas são afetadas pelo desperdício ou adoecem pelo consumo exagerado de alimentos pouco saudáveis.

O que a igreja tem a ver com a fome no mundo, o desperdício de alimentos, o aumento na taxa de obesidade e a má nutrição das crianças? A fim de chamar a atenção para um assunto tão importante, listamos algumas informações, artigos e recursos que podem ajudar cristãos a refletir, orar e, quem sabe, incentivá-los a desenvolver ações que respondam ao chamado da boa mordomia da criação.

30% de toda a comida produzida no mundo vai parar no lixo

1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Na América Latina e Caribe, 15% de tudo que é produzido na região é perdido ou desperdiçado, o que daria para alimentar mais de 30 milhões de pessoas. >> leia mais 

A fome e a obesidade estão aumentando no mundo

A má nutrição está diretamente ligada ao sobrepeso e à obesidade, que têm aumentado consideravelmente. Na América Latina e no Caribe, a prevalência de meninas e meninos menores de 5 anos com sobrepeso e obesidade afeta atualmente 3,9 milhões de crianças.  >> leia mais

Conflitos são grande causa da fome

Cerca de 60% das 815 milhões de pessoas que sofrem com a fome atualmente vivem em regiões de guerra. Três quartos das crianças desnutridas do mundo também estão em países afetados por confrontos. Cerca de 80% dos recursos do Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão sendo direcionados a regiões afetadas por conflitos.  >> leia mais

Má nutrição poderá afetar mais da metade população mundial até 2030

Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas sofrem de alguma forma de deficiência nutricional e cerca de 1,9 bilhão de indivíduos têm sobrepeso — desses, 600 milhões são obesos.  >> leia mais

Cerca de 3,1 milhões de crianças morrem de fome a cada ano

A má nutrição causou quase metade (45%) das mortes em crianças menores de cinco anos em 2011. Crianças que são mal nutridas sofrem até 160 dias de doença a cada ano. A desnutrição aumenta o impacto de todas as doenças como o sarampo e a malária. >> leia mais

Em países pobres, alimentar-se adequadamente é uma luta diária. Em situações de guerra, comer é uma batalha perdida.
David Beasley, diretor do Programa Mundial de Alimentos na ONU

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500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Jesus respondeu: A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. [João 6.26]

Cristo diz ao povo que eles o estão seguindo não por causa do seu ensino, mas por causa dos seus estômagos, os quais eles amam. Eles pensavam: “Jesus é um grande mestre para nós! Ele nos dará liberdade. Nós todos ficaremos satisfeitos, teremos qualquer coisa que quisermos”. Nessa passagem, o Senhor revela que tipos de seguidores seriam atraídos pelo evangelho. Ainda hoje, o evangelho atrai pessoas que pensam que ele encherá suas barrigas, satisfará seus desejos e os ajudará aqui, nesta vida.

Essa ideia é tão comum hoje que eu estou quase me cansando de pregar e ensinar a esse respeito. As pessoas, fingindo ser discípulos sinceros, vêm ouvir um sermão. Porém, debaixo dessa aparência, elas vêm motivadas apenas por ganhos pessoais. No entanto, o evangelho não foi enviado do céu para as pessoas encherem suas barrigas, terem o que desejam e fazerem o que lhes agrada. Cristo não derramou o seu sangue com esse propósito!

O evangelho proclama a glória de Deus e nos ensina como louvar o Senhor. Deus deseja que o louvemos. Ele quer que façamos o que lhe agrada. Se a honra e o reino de Deus forem a nossa prioridade, então ele não apenas nos dará a vida e tudo de que necessitamos neste mundo, como nos dará também a vida eterna.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana  |  A Espiritualidade na Prática

Por Paul Stevens

 

A primeira e a última refeição

O primeiro presente para Adão e Eva, o primeiro mandamento e a primeira bênção de Deus, é a comida: “Disse Deus: “Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês” (Gn 1.29). Mas o primeiro pecado também aconteceu no contexto do comer.

Adão e Eva estavam alojados em um jardim-santuário para desfrutar da comunhão com Deus, para promover comunhão e para serem cocriadores com Deus – tudo na presença dele. Mas, como a serpente havia indicado, a árvore do conhecimento representava a tentação de serem independentes de Deus – “ímpios” como Esaú, citando Hebreus novamente.

O primeiro casal poderia fazer uma refeição com o diabo e quebrar a comunhão com Deus, exatamente como aconteceu. Quando eles viram que ela era “boa de comer” (uma questão de provisão), “agradável aos olhos” (esteticamente bela) e “desejável para dar entendimento” (obtenção de poder), comeram. Por que o pecado entrou na família humana por meio de uma refeição comum? Seria porque não existe algo como uma refeição comum?

Falando sobre isso com grande profundidade, Leon Kass diz:

Embora a árvore do conhecimento do bem e do mal seja apenas uma metáfora – o conhecimento não dá em árvores –, a imagem sugere uma clara relação entre a autonomia e a voracidade humanas, ao representar o limite da autonomia na forma de um limite para a voracidade… Deus buscou proteger o homem da expansão de seus desejos para além do naturalmente necessário, ou da substituição do desejo dado pela natureza pelos desejos criados por nossa própria mente e imaginação. Essas perspectivas tentadoras, porém perigosas – de autonomia, escolha, independência e aspiração pelo controle pleno, e do desejo emancipado e insaciável – estão sempre presentes no centro da vida humana… Quando a voz da razão despertou, e a simples obediência foi questionada (tornando-se, portanto, não mais possível), os desejos do homem começaram a sobressair. Embora não soubesse exatamente o que isso significava, o homem imaginou que seus olhos seriam abertos e ele seria como deus, ou seja, autossuficiente, autônomo, independente, conhecedor, talvez imortal e, por fim, livre. Assim foi a promessa da serpente – a voz suave que fez a primeira pergunta do mundo e, dessa forma, perturbou sua paz para sempre.1

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Se o sabor da vida depende de quem a tempera, quem tempera a sua? Para quem anda com Jesus, ingredientes que não faltam à mesa são encontro, partilha e celebração.

Embora pareça um assunto trivial, há muitas lições nos registros bíblicos que fazem referência à comida. Por isso, a última edição de 2017 da revista Ultimato nos convida a integrar o alimento à vida cristã.

Além de mostrar a mesa como um ponto de celebração, reconciliação, partilha e justiça, comunhão e unidade, a matéria de capa “À Mesa com Jesus” serve ao leitor o artigo “Pão da vida” e “Refeição e Hospitalidade”. No primeiro, o pastor Luiz Fernando dos Santos fala do convite feito a nós para sentarmos com Jesus à mesa e comermos o alimento que ele mesmo serve ao dar-se a nós. No segundo, o pastor William Lane explica que “partilhar uma refeição com alguém significa ter ou desejar ter um relacionamento ou pacto com essa pessoa”.

A última revista do ano chama o leitor para refletir e sentar à mesa com os amigos, com a família e com Jesus. Na verdade, é Deus quem nos convida para uma refeição, chamando-nos à reconciliação e comunhão. Portanto, comamos com alegria!

Confira o sumário da revista Ultimato de novembro/dezembro.

 

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