Livro da Semana   |   A Missão Cristã no Mundo Moderno

Qual deveria ser a relação entre evangelismo e ação social no contexto de nossa responsabilidade cristã total?

 

Se admitirmos que não temos liberdade nem para focalizar na evangelização a ponto de excluir o cuidado social, nem para tornar o ativismo social um substituto do evangelismo, precisaremos definir a relação entre os dois. Há três tentativas principais de se fazer isso.

Primeiro, alguns consideram a ação social um meio de evangelismo. Neste caso, evangelismo e conversão são os objetivos principais, mas a ação social é um meio preliminar útil e efetivo para alcançar estes objetivos. Em sua forma mais ostensiva, isto faz do trabalho social (seja alimentação, saúde ou educação) o açúcar no comprimido, a isca no anzol, ao mesmo tempo em que, em sua melhor forma, dá ao evangelho uma credibilidade que, de outra maneira, ele não teria. Em qualquer dos casos o cheiro de hipocrisia permeia nossa filantropia. O que nos impele a nos engajarmos nisso é um motivo francamente dissimulado. E o resultado de fazer do nosso programa social um meio para outro fim é que produzimos os chamados “cristãos cesta básica”. Isso é inevitável se nós próprios temos sido “evangelistas cesta básica”. Eles herdaram essa ilusão de nós.

Não é de se admirar que Gandhi tenha dito, em 1931: “Considero que o proselitismo disfarçado de trabalho humanitário é, no mínimo, doentio […]. Por que eu deveria mudar de religião devido ao fato de um médico que professa o cristianismo como sua religião ter me curado de alguma doença?”. Continue lendo →

Na semana passada duas notícias falsas inundaram as redes sociais e balançaram alguns evangélicos. A primeira, no Brasil, foi ilustrada pela foto do juiz Sergio Moro, supostamente debruçado sobre a Bíblia, após a sentença de condenação do ex-presidente Lula. A segunda, nos Estados Unidos, afirmava que o conhecido tradutor da Bíblia “A Mensagem”, Eugene Peterson, havia mudado sua posição e apoiava o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O barulho aconteceu depois de uma entrevista concedida ao Religion News Service.

Estrago feito, tanto lá (Christianity Today e Washington Post) como cá (Veja e Piauí), as “notícias” foram desmentidas.

Confira a seguir os números da pesquisa da Pew Research Center sobre o que acontece quando notícias falsas são compartilhadas na internet e também as novidades publicadas na seção Ultimatoonline, da edição 366, da revista Ultimato.

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Conteúdo exclusivo complementar à seção Vamos Ler! da edição 366 da revista Ultimato

Bíblia de Estudo NTLH

1504 páginas

Sociedade Bíblica do Brasil

2005

A Bíblia de Estudo NTLH, além de oferecer bons recursos e ferramentas que ajudam a compreender melhor as narrativas bíblicas – notas explicativas, notas de seção, introdução aos 66 livros, mapas e quadros temáticos, concordância e dicionário –, tem uma linguagem acessível, de fácil compreensão, simples como a de Jesus de Nazaré, aquele que veio ao mundo para descomplicar a nossa vida.

Por Bebeto Araújo

 

A Bíblia de Estudo Anotada Expandida

Charles C. Ryrie

1.504 páginas

Mundo Cristão

2013

Durante anos a minha Bíblia preferida de estudo pessoal era a Bíblia de Estudo Scofield. Guardo-a com carinho… e com uma capa surrada! Porém, nos últimos tempos tenho usado a Bíblia Shedd e A Bíblia de Estudo Anotada Expandida. Ambas têm notas mais amplas e um comentário mais investigativo e aprofundado. O texto bíblico que uso para pregar é da versão NTLH, por aproximar a compreensão do texto ao coração do povo. Estudar e pregar a Palavra inspirada é minha paixão.

Por Eliseu da Cunha

Bíblia Shedd

Russell P. Shedd

1.968 páginas

Edições Vida Nova

1998

A Bíblia Shedd, com anotações do doutor Russell P. Shedd, possui uma introdução em cada livro, além de um minucioso esboço de sua estrutura, mais de 10 mil comentários em notas de rodapé, concordância bíblica, quinze mapas coloridos, cronologia bíblica e tabela de pesos, dinheiro e medidas. Tradução de João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Por Eliseu da Cunha

 

Bíblia A Mensagem

Eugene Peterson

1790 páginas

Editora Vida

2011

Ao longo do tempo eu tenho gostado das novas traduções da Bíblia. Gostei muito da Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH) e gosto muito da Nova Versão Internacional (NVI) – é a que uso na igreja e para estudo. Mas a Bíblia que tenho amado ler é A Mensagem. É uma Bíblia para leitura devocional, uma delícia para mim. Ela desperta o interesse em continuar lendo, nos pega de jeito, fala ao nosso coração. A linguagem atual e descontraída que A Mensagem usa me remete ao tempo em que a revelação foi escrita. Como acreditamos que a Bíblia nos revela Deus e nos leva a Cristo, importa que essa mensagem de amor e salvação seja simples, compreensiva e atual. Queremos conhecer a Deus, saber como ele é, e Jesus nos revela quem é Deus e a sua vontade para nós. E A Mensagem nos traz Jesus e sua mensagem para bem pertinho.

Por Ivone Lima F. Botelho

Conteúdo exclusivo oferecido como “Mais na Internet” na edição 366 da revista Ultimato

O Congresso Brasileiro de Missões (CBM), realizado de três em três anos há mais de vinte anos, é talvez o mais eficaz instrumento de mobilização e integração da força missionária brasileira. Também é nos congressos onde são discutidos de forma mais abrangente os desafios contemporâneos da missão. Nestes tempos atuais há desafios novos e complexos, como a questão do islamismo e dos migrantes, ao lado de desafios antigos (“boa parte dos 6 mil povos ainda não evangelizados demanda um trabalho de décadas”). Há também mudanças na força missionária: muito mais jovens engajados e a presença da chamada “‘diáspora brasileira’ – um grande exército de irmãos que estão saindo pelo mundo por questões acadêmicas ou profissionais”. O entendimento da igreja como uma igreja missional dá o devido pano de fundo: “Uma igreja que entende que seu papel é ser uma testemunha da salvação cósmica do reino de Deus, que virá com a volta de Cristo”. Participam da entrevista publicada na edição de julho/agosto de Ultimato o presidente da AMTB, Cassiano Luz, e alguns dos preletores que estarão presentes na 8ª edição do CBM, de 23 a 27 de outubro de 2017. Em seguida você pode ler algumas perguntas e respostas da entrevista.

É possível medir o avanço do movimento missionário brasileiro desde o último CBM?

Ronaldo Lidório – O movimento missionário brasileiro vive dias de boa intensidade em algumas novas frentes e de tensão em outras. A intensidade pode ser percebida pelo crescente interesse dos jovens pelo assunto da vocação e seu envolvimento nas causas do Reino. Podemos perceber esse interesse em encontros como o Vocare, Povos & Línguas e Conplei Jovem, além das juntas missionárias denominacionais, como a da Igreja Batista, Presbiteriana, Assembleia de Deus e outras. E ainda no prático envolvimento jovem em projetos de evangelização e desenvolvimento social nas mais diversas frentes e organizações missionárias. O levante da juventude brasileira talvez seja o diferencial nos últimos anos. Por outro lado, o movimento missionário vive uma tensão, que é fruto da nossa época: o interesse por ações mais imediatas, e não de longo prazo. É uma tensão porque boa parte dos 6 mil povos ainda não evangelizados demanda um trabalho de décadas, que envolve o aprendizado da língua, cultura e convivência prolongada. Os projetos de curto prazo, tão úteis ao reino e abençoadores aos campos missionários, devem existir e aumentar, mas não substituem as ações de longo prazo. Em uma perspectiva estatística, a AMTB apresentará durante o CBM 2017 o resultado de uma ampla pesquisa sobre a força missionária brasileira. Os apanhados parciais apontam para um importante crescimento do número de missionários transculturais nos últimos dez anos, o que é empolgante.

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[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. [Salmos 51.1]

Você deve orar quando estiver no calor da tentação – quando sua mente estiver ocupada com pensamentos de luxúria ou de vingança. Se alguém estimulá-lo a orar sob essas circunstâncias, a sua mente frequentemente insistirá que você é impuro – como se os seus pensamentos sujos não deixassem espaço para a oração. Mas você não deve esperar a tentação terminar nem esperar os pensamentos de lascívia e outros pecados desaparecerem totalmente da sua mente para começar a orar.

No exato momento em que você sentir a tentação mais forte e estiver menos preparado para orar, vá a um lugar onde possa ficar sozinho. Ore a oração do Pai-Nosso ou qualquer outra oração na qual você consiga pensar para defender-se do Maligno e de suas tentações. Então você sentirá a tentação diminuir, e Satanás fugirá. Aqueles que pensam que você deveria esperar até a sua mente ficar livre de pensamentos impuros para orar só ajudam Satanás, que já está muito forte. Esperar para orar é uma abordagem anticristã à oração. É um ensino que vem do Maligno.

Para proteger a si mesmo de acreditar nesse tipo de ideia equivocada, você deve seguir o exemplo de Davi nesse salmo. Mesmo depois de Davi admitir seu terrível pecado com Bate-Seba, ele não fugiu de Deus. Ele não disse o que Pedro tolamente disse enquanto estava no barco: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!” (Lc 5.8). Em vez disso, Davi confiou na misericórdia de Deus e começou a orar: “Senhor, mesmo sendo um pecador, tenha misericórdia de mim”. O momento em que você mais sente os seus pecados é exatamente o momento em que você mais necessita orar a Deus.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana   |   Crer é Também Pensar

 

A expressão “crer é também pensar” não significa exaltar a mente em detrimento da fé, mas de torná-la discípula de Cristo.

“Você tem certeza? Isso não vai colocar em risco a sua fé? A universidade não é algo muito perigoso para um cristão sincero?”; “Se você conseguiu entrar nessa universidade é porque você é inteligente, mas como pode uma pessoa que pensa crer nessas histórias da Bíblia?”; “Você precisa pensar menos e crer mais!”; “Tenho certeza que, quando você começar a pensar de maneira séria, aos poucos vai abandonar essas crendices primitivas sobre Deus, Jesus e a Bíblia!”

Frases como estas me foram ditas em um curto período de tempo, colocando-me numa experiência de “fogo cruzado”. De um lado, amigos da igreja preocupados com a minha possível perda da fé por ter entrado na universidade; de outro, os meus novos colegas de curso, surpresos por verem um cristão num ambiente onde imperava uma forma materialista–dialética de ver a vida e tudo mais.

Diante de tantas surpresas, passei a me questionar se minha fé em Jesus Cristo e na Bíblia, como Palavra de Deus, implicava um suicídio intelectual. Ampliei estes questionamentos me perguntando se a maneira cristã de ver a vida teria alguma contribuição para a sociedade em geral. Busquei na memória aquilo que havia aprendido da história do povo de Deus, desde os tempos do Antigo Testamento, passando pela caminhada de Jesus na Palestina, o surgimento da Igreja, chegando até as histórias das missões modernas. Esta visão panorâmica me ajudou a ver que a integração entre o crer e o pensar sempre fora fonte de permanente tensão para os cristãos, tanto em relação a Deus como em relação ao seu entorno social. Foi assim no passado e é assim em nossos dias. Continue lendo →

​Em todo o mês de julho (seis anos após a morte de John Stott – em 27 de julho de 2011) o Portal Ultimato realizará a campanha editorial Igreja viva. Ao longo das semanas, vamos publicar e disponibilizar gratuitamente um vasto conteúdo (estudos bíblicos, artigos, trechos de livros) útil para igrejas, grupos pequenos e cristãos em geral. Junto com a ABU Editora, a Ultimato reúne o maior acervo de Stott no Brasil.

Selecionamos frases ilustradas sobre a Igreja, extraídas de livros de Stott.
Você pode baixar gratuitamente e compartilhar à vontade em suas redes sociais. Aproveite!