Mutirão Mundial de Oração 2017

Nesta semana nossos corações se dobraram diante de Deus em favor dos pequeninos

“Pai nosso, que estás nos céus e também em nossos corações, olha para Maria, Ana, João e Davi que estão fora do convívio familiar e dá-lhes uma referência de pai. Estende as suas mãos sobre Estefanie, Bruno, Carolina e Taís que foram feridos emocionalmente e se revele a essas crianças como redentor, curando as suas feridas. Acolhe Pedro, Marcos, Lívia e Camila adolescentes que vivem tão expostos a adultos usuários de drogas e envolvidos em atividades ilícitas e livre-os do mal”.

Orações como esta foram feitas entre os dias 29 de maio e 2 de junho na Editora Ultimato. É isso mesmo, além de escrever, revisar e publicar conteúdo, atender clientes, desenvolver ações de publicidade e marketing, cuidar de um extenso banco de dados, vender livros, fazer cobranças, cuidar de parcerias entre outras tarefas, nós dedicamos parte de nosso expediente de trabalho à oração. E nesta semana nossos corações se dobraram diante de Deus em favor dos pequeninos. Continue lendo →

[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. (Efésios 4.13-14)

A razão humana tem prazer em encontrar erros nos mensageiros da Palavra de Deus. Ela pode detectar rapidamente se as vidas e hábitos desses mestres não são consistentes com os ensinos absolutamente puros que eles proclamam. De alguma forma, a razão pode julgar a vida deles com base na doutrina que pregam enquanto, ao mesmo tempo, rejeitam essa doutrina. Desta forma, nossos inimigos reclamam que sempre ouvem o evangelho de nós, mas não veem comportamento que combine com ele. Eles dizem que pregamos uma coisa e fazemos outra.

Mas nossos críticos devem se lembrar de que os seres humanos são apenas criaturas com a habilidade de raciocinar. Porém, Deus deu a esses seres humanos a autoridade de governar sobre toda a criação (Gn 1.28). Observe, entretanto, os bebês. Onde está essa poderosa autoridade que Deus deu a eles? As crianças são os seres mais miseráveis de todos os seres viventes. Eles não podem se ajudar nem nas mínimas coisas. Eles dependem inteiramente de ajuda externa; de outra forma, morrem. Apesar de sua impotência, os bebês ainda possuem autoridade sobre toda a criação. Apesar de não podermos ver facilmente essa autoridade, a esperança e a promessa dela permanecem. Assim, os pais tratam com carinho, nutrem e cuidam dos filhos de tal maneira que, quando crescerem e se tornarem fortes, possam empregar essa autoridade.

Assim como todas as pessoas começam a vida como bebês fracos e amadurecem com o tempo, o mesmo é verdade para todos os cristãos com respeito às questões espirituais. Dia a dia, crescemos na nossa fé e por meio dela. Continuamos crescendo até nos encontrarmos com o nosso Senhor como pessoas maduras, assim como Paulo escreveu em Efésios 4.13. Enquanto isso, Deus, o nosso Pai misericordioso, nos assiste em nossa fraqueza e continuamente nos perdoa..

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana   |   Jesus e a Terra

 

O céu na terra é o esquema e o contexto divino nos quais precisamos aprender nossa ética sobre como devemos tratar o meio ambiente.

William Brown, em seu livro “Ethos of the Cosmos” (Ethos do Cosmos), observa que a origem da palavra “ética” vem do grego ethos, que, originalmente, significava “tenda” ou “habitação”. Portanto, a palavra significa “um ambiente que possibilita e favorece um viver moral”.

Ele também chama atenção para o fato de que a primeira pergunta que Deus fez a Adão e Eva no jardim foi sobre localização e ambiente: “Onde estás?” Deus expõe o lugar deles no meio ambiente antes de confrontá-los com a pergunta moral: “Que é isto que fizeste?” Como Brown observa, o ethos e a ética confirmam a importância e “a primazia do lugar no discurso moral”. Somos chamados para a autoconsciência de onde estamos com o objetivo de analisar seriamente o que fizemos e o que estamos fazendo com o planeta.

Na Índia, no estado de Orissa, vi pessoalmente a devas­tação das frágeis vilas costeiras causada por superciclones, provocados por mudanças climáticas. Essas nuvens de des­truição nos conscientizam da nossa própria culpa por alte­rarmos o clima do planeta. Elas me fazem sentir culpado por praticar um estilo de vida tão soberbo, pelo desperdício dos recursos naturais e também pelo que nossas ações podem causar em outras partes do mundo, especialmente as mais pobres e vulneráveis. Continue lendo →

Trago um passado dentro de mim

Deus já me concedeu 73 anos de bênçãos. Papai era pastor. Inspiração para mim! Fui casada com um pastor, a quem Deus chamou para si, quando eu tinha apenas 38 anos. Uma filha e três outros filhos fizeram permanecer o amor entre nós. Casei-me, depois de nove anos de viuvez, com outro pastor. Outros quatro filhos. Mais amor. Família grande, que me tem enchido de felicidade. As marcas do passado continuam comigo. Ganhos, perdas, alegrias, tristezas. Risos, às vezes, choro. Marcas que se podem revelar em momentos menos adequados.

Minhas forças não são as mesmas de anos passados
“…nossos anos acabam-se como um suspiro”. Eu acrescentaria a essa afirmativa do sábio: “…e nossas forças se vão com esse suspiro”.  

Ainda posso fazer muito
“…na velhice ainda darão frutos!” Que bom! Ainda posso frutificar! Fazer muito para o glória do meu Deus.

Jovens e crianças me inspiram a prosseguir
Vê-los na igreja renova-me as forças, a alegria, a esperança de que o mundo será melhor.

Preciso ouvir palavras de ânimo
Ânimo é alma. A alma precisa de alimento. E “as palavras agradáveis… revigoram a saúde e a alegria de viver”.

Noemí Lucília Soares Ferreira, 73 anos, mora no Rio de Janeiro (RJ). Continue lendo →

Uma árvore com fotos de crianças ao lado do painel com informações sobre MMO estão na entrada da Editora

Há mais de dez anos a Editora Ultimato participa do Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças e Adolescentes Socialmente Vulneráveis – uma campanha realizada há 22 anos no Brasil pela Rede Mãos Dadas. Os “ultimateiros”, como são chamados os colaboradores de Ultimato, trazem fotos dos filhos, sobrinhos e outras crianças para serem alvos das orações. Na verdade, a ideia é que isso nos incentive a orar por tantas outras crianças que vivem em situações difíceis e das quais nem sempre lembramos.

Baseado em Lucas 11.1, o tema desta edição é: “Ensina-nos a orar”. Assim como discípulos, que já estavam andando com Jesus há certo tempo, pediram que Ele os ensinasse a orar, nós também precisamos aprender orar; orar pelos pequeninos e por que não com eles?

A campanha quer mobilizar pessoas, projetos e instituições em um grande movimento de oração em prol de crianças e adolescentes. Se você quer participar, ainda dá tempo. Você pode levar a campanha para sua igreja ou fazer isso em casa, com a família. Veja mais informações e baixe gratuitamente todo o material da campanha aqui.

[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero
Você conhece os mandamentos: “Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe”. [Lucas 18.20]

Deus age de tal maneira que um cristão que não pode ler a Bíblia ainda consegue aprender os Dez Mandamentos, o Credo Apostólico e a oração do Pai-Nosso. Os princípios essenciais da Escritura e todo o resto que um cristão precisa saber estão resumidos neles. Eles são escritos com tal brevidade e clareza que não há desculpas. Ninguém pode reclamar da quantidade ou da dificuldade. Na essência, as pessoas só precisam conhecer três coisas para serem salvas.

Primeiro, precisam saber o que devem e o que não devem fazer. Segundo, após perceberem que sozinhas não são capazes de fazer o bem ou de deixar de fazer o mal, elas precisam saber onde encontrar a força para isso. Por último, elas precisam querer essa força e saber como consegui-la. É como estar doente: para começar, é preciso saber qual é a enfermidade e o que se pode ou não fazer; a seguir, é preciso saber onde encontrar o remédio certo; finalmente, o doente deve querer esse remédio e obtê-lo ou ter alguém que o traga a ele.

Assim, os Dez Mandamentos ensinam as pessoas a reconhecerem sua enfermidade, mostrando o que não podem fazer. Eles as ajudam a se enxergarem como pecadoras. O Credo Apostólico, por sua vez, mostra onde encontrar o remédio – a graça – que vai ajudá-las a se tornarem fiéis, capacitando-as a guardar os mandamentos. Ele destaca que Deus e sua misericórdia são oferecidos em Cristo. Finalmente, a oração do Pai-Nosso ensina como desejar e obter tudo isso por meio da oração metódica e humilde. Dessa maneira, as pessoas receberão a cura e serão salvas.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana   |   John Stott

 

O pluralismo se deve, principalmente, a três fatores: o declínio da igreja como instituição, o crescimento de religiões alternativas e a fragmentação da natureza da crença.

 

O que faremos sobre isso?

As duas respostas mais comuns a essa pergunta retratam extremos opostos. Uma é a imposição, a forte tentativa de coagir as pessoas a aceitarem o estilo de vida cristão por meio das leis. A outra é a laissez-faire*, a decisão derrotista de deixar as pessoas em paz e não interferir ou não tentar influenciá-las de modo algum. Precisamos olhar cuidadosamente para essas alternativas, junto com alguns exemplos históricos, antes de irmos para a terceira e melhor opção.

IMPOSIÇÃO

Aqui estão cristãos com um zelo por Deus louvável. Eles acreditam na revelação divina e se importam profundamente com a verdade e com a vontade de Deus reveladas nas Escrituras. Eles anseiam por ver a sociedade refletindo isso. Assim, o desejo de conseguir esse fim por meio da força é uma tentação compreensível. Um exemplo disso foi a Inquisição, que começou em 1252 e durou 300 anos. Durante esse tempo, a Igreja Católica Romana procurava aqueles que eram considerados hereges e, usando a tortura e outros meios coercivos, tentava fazer com que eles confessassem as heresias. Caso não confessassem, eram levados a julgamento e depois eram mortos, muitas vezes na fogueira. Hoje ficamos envergonhados de tais métodos, com razão, pois são incompatíveis com a fé cristã. Já mencionei a incompatibilidade de qualquer regime autoritário com o cristianismo e a Inquisição é um outro exemplo disso.

Porém a política de imposição é inaceitável para aqueles que defendem uma doutrina bíblica dos seres humanos. Continue lendo →