Mais dicas de livros de crônicas

vamos_ler_363_portalA seção “Vamos Ler!” da revista Ultimato 363 (novembro-dezembro 2016) publicou dicas de livros de crônicas. Confira mais uma dica abaixo.

 

África – Amor e Dor

Curtis A. Kregness

144 páginas

Editora Vida Nova

2005

O livro é a biografia da enfermeira e missionária brasileira Analzira Nascimento, que trabalhou dezessete anos no continente africano. O cenário dos capítulos é a guerra civil angolana. África – Amor e Dor é uma história que fala de sofrimento e esperança, de sacrifício e salvação. O biógrafo Curtis Kregness é um jornalista americano radicado no Brasil, que trabalha como missionário, tradutor e escritor. O também escritor e missionário Russell Shedd, que apresentou a obra, a recomenda não só por ser a biografia de Analzira, uma missionária que ele denomina “visionária”, mas também porque mostra a íntima ligação do Brasil com Angola, nação com a qual os brasileiros têm uma incalculável dívida que a escravatura de milhões de angolanos criou. África – Amor e Dor é leitura indispensável para quem ama a história, a literatura, a obra missionária e, sobretudo, a Igreja do Senhor Jesus.

Por Atilano Muradas

 

Rede Transformação – experiências e vivências no Norte e Nordeste brasileiro

Para acessar o documento, faça o download do arquivo aqui.

Estudo bíblico | Amigos leais… nem sempre legais

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Para ler o estudo bíblico desenvolvido a partir do artigo “As feridas leais de um amigo”, de Ricardo Barbosa, publicado na edição 363 da revista Ultimato, acesse

> Amigos leais… nem sempre legais

Quando nada mais houver

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“As the deer”, quadro de Yang Chien-hou. Retirado de “The Bible Through Asian Eyes”

Por Rubem Amorese

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará […] Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado […] Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

1Co 13.8-13

 

Quando o coração descansar;

Quando o guerreiro já não cingir a si próprio;

Quando o braço já não sustentar a espada,

E já não for aonde quer;

Quando a memória falhar;

Esquecendo as batalhas;

E os “grandes feitos” passarem

E se tornarem eufemisticamente eméritos;

Quando queridos “forem à luta”,

Porque agora é o seu momento;

Quando nada mais houver,

Quero me aquietar lá atrás.

Lá no fundo, no meio simples,

Quero ser comum,

Quero ser mais um

A te adorar.

 

No silêncio – natural de se esperar

De quem já foi e não é mais:

A voz de não se ouvir;

Sabedoria em desuso,

Experiência sem contexto,

Conselho inaplicável

Que, gratuito, também não se dá;

Quando tudo for assim,

Quando nada mais houver,

Quando eu não souber de mim;

Quando, enfim, me vir comum,

Quando apenas for mais um,

Naquele banco do fundo;

Quero saber que estás comigo,

E te sentas ao meu lado;

Que me amaste, a mim também;

E que ainda és meu abrigo,

E me recebes como amigo,

A te adorar.

 

Porque quando tudo houver passado,

E o coração descansar

Dos conflitos do atalaia;

Quando o brilho se apagar;

E a força esmorecer;

E a mão tremer;

E a voz falhar;

E a vista confundir;

Quando nada mais houver,

Então seremos eu e tu, somente;

Lá na cadeira do fundo.

Sem tarefas, cargos ou afagos;

Sem enganos, aparências, vaidades;

Sem os outros (só a Ângela), mais ninguém.

Seremos apenas nós três – Oh, quanta excitação!

 

Então conhecerei

Como também sou conhecido na eternidade,

Já presente em ti.

A fé, a esperança e o amor

– Estes três, do que me deres ou tomares – restarão.

E também o meu louvor, a minha adoração.