Chegamos aos 50 anos. Em janeiro de 2018 celebramos meio século de publicação da revista Ultimato.

Data não menos importante e também celebrativa, aconteceu em 2008, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, que chamamos “Ultimato 40 anos — Encontro de Amigos”, em Viçosa, MG. Logo depois, na edição 315, de novembro e dezembro daquele ano, publicamos boa parte do conteúdo apresentando naqueles dias: Uma sociedade cada vez mais descrente, mais pluralista, mais midiática e mais doente.

Reunimos cerca de 400 amigos, de várias partes do país, entre colunistas, autores, assinantes, parceiros e visitantes. Confira abaixo alguns momentos do Encontro, como o culto de abertura e as mesas-redondas realizadas durante aqueles 3 dias em 2008.

> Veja abaixo o vídeo do “Culto de Abertura” e da “Ceia“.

 

Os “Momentos Ultimato” foram destinados a contar um pouco da história destes 40 anos. O fundador e diretor-redator da revista, pastor Elben César disse que a editora se sustentou até hoje à base de oração. “Oramos muito… pedimos a Deus sabedoria, equilíbrio, capacitação.” O pastor Elben terminou essa primeira parte com um pedido: “Lembrem-se de nós em suas orações… por favor, com entusiasmo!”

Veja abaixo o vídeo dos “Momentos Ultimato”.

 

Confira abaixo as quatro mesas-redondas que aconteceram no Encontro.

> Veja abaixo o vídeo da mesa-redonda 1. Robinson Cavalcanti, Paul Freston e Alderi Souza de Matos abordaram o tema “Há 40 anos! E hoje?”.

 

> Veja abaixo o vídeo da mesa-redonda 2. Valdir Steuernagel e Alexandre Brasil discutiram o tema “Oportunidades de alcançar a juventude trabalhar com ela”.

 

> Veja abaixo o vídeo da mesa-redonda 3. Ricardo Gondim e Ricardo Barbosa abordaram o tema “Oportunidade de ser ‘cura de almas’”.

 

> Veja abaixo o vídeo da mesa-redonda 4. Rubem Amorese e Mark Carpenter abordaram o tema “Oportunidades de reevangelização”.

Livro da Semana  | Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas

 

Sabemos que Deus é digno de confiança, mas carregamos marcas profundas de medo e insegurança em nossa história e não sabemos o que significa confiar.

 

É o apóstolo Paulo quem diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Seguramente havia muitos contra ele. Tudo o que atuava contra ele, pessoas e circunstâncias, possuía um grande poder para levá-lo a duvidar de que Deus era realmente por ele.

Os problemas que enfrentou, as injustiças que sofreu, as portas que se fecharam, os amigos que o abandonaram, tinham grande força de provocar na sua alma um profundo sentimento de insegurança, medo e rejeição e a necessidade de desenvolver mecanismos de controle para se proteger. Muitos, por muito menos, abandonaram a fé. Porém, não foi isso o que aconteceu com Paulo.

É importante observar que Paulo não diz: se Deus é por nós, nada irá acontecer contra nós. A pergunta que ele faz é: “Quem será contra nós?”. Se Deus é por nós – para colocar de modo mais pessoal: se Deus é por mim, se ele está trabalhando e lutando a meu favor, se o Todo-Poderoso está do meu lado, se o Emanuel, o Deus conosco, é por mim, o que todas estas coisas ou pessoas podem fazer contra mim? O que todos os abandonos, traições, injustiças e prisões podem fazer contra mim?

Certamente eles irão fazer com que eu fique abatido, entristecido, afligido. São reações normais, esperadas por quem passa por esses tipos de situação. Certamente Paulo teve esses sentimentos. Mas isso não significa ser tomado pela paralisia do medo e da insegurança, por sentimentos de revolta ou de ter sido abandonado. Paulo não se sentiu rejeitado ou abandonado por Deus, nem desenvolveu um sentimento de revolta e cinismo em relação a sua fé. […]

Uma consequência desses sentimentos é a dificuldade de estabelecer relações de confiança. Ao longo da vida aprendemos a controlar nossos relacionamentos, a domesticar as emoções e a reprimir os desejos pelo medo de sermos feridos pelas forças que atuam contra nós. Cultivamos certa suspeita das pessoas que nos cercam e chegamos a duvidar do amor e do cuidado de Deus.

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Uma adaptação editorial do “dilema Tostines” poderia ser: o livro é bom porque vende mais ou vende mais porque é bom? Nesse caso, modestamente, as duas coisas. E, é bom lembrar, tem muita coisa ruim vendendo muito e uma quantidade enorme de coisa boa vendendo quase nada. 
Enfim, vamos aos mais vendidos da editora em 2017. Alguns são velhos conhecidos. Outros, foram lançados em 2017. A nossa gratidão aos leitores, inclusive daqueles livros que não aparecem nessa lista…

 

O Discípulo Radical
John Stott • 120 páginas • 2011

Para muitos, é uma grande surpresa descobrir que os seguidores de Jesus Cristo são chamados de “cristãos” apenas três vezes na Bíblia. Claro, sabemos que tanto as palavras ‘cristão’ como ‘discípulo’ implicam relacionamento com Jesus. Mas, por que “discípulo radical”? O Discípulo Radical apresenta oito características do discipulado cristão que são comumente esquecidas, mas ainda precisam ser levadas a sério. Com um texto profundamente bíblico, tocante e de fácil leitura, John Stott mostra a essência do que significa ser um discípulo radical.

 

Cristianismo Equilibrado
John Stott • 88 páginas • 2017

Estamos divididos ou somos desequilibrados? Partidarismo e polarização não são novidades entre os cristãos. As frases “eu sou de Paulo” ou “eu sou de Apolo” são repetidas todos os dias, agora com novos sujeitos, novos adjetivos e em diferentes plataformas. Em Cristianismo Equilibrado, John Stott aponta não apenas questões que dividem os evangélicos, mas também o perigo do extremismo e da falta de discernimento. Em edição ampliada, com uma longa entrevista com o autor, a obra responde também a questões contemporâneas que desafiam a unidade da igreja.

 

Até Que Tenhamos Rostos 
C. S. Lewis • 256 páginas • 2017

Apontada por muitos como a obra definitiva e mais madura de C. S. Lewis, Até que Tenhamos Rostos apresenta de maneira brilhante e criativa o mito de Cupido e Psique. Um romance sobre a luta entre o amor sagrado e o amor profano, em uma análise fascinante da inveja, traição, perda, ciúme, conversão e outros dilemas do coração humano. Uma história rica, com personagens que “conhecemos” diante de escolhas e dificuldades que também “reconhecemos”. Nos lembra da nossa fragilidade e da presença de um poder superior sobre as nossas vidas.

 

Cuide das Raízes, Espere Pelos Frutos
Elben M. Lenz César • 484 páginas • 2017

Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos é um livro especial. Trata-se de uma seleção preciosa de meditações diárias do pastor Elben César – ainda não publicadas em devocionário – marcadas pela profundidade bíblica e pela facilidade de aplicação prática. Ao longo do ano, dia a dia, somos guiados por alguém que foi “como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeirão [cuja] folha fica verde; e, no ano de sequidão, não deixa de dar fruto” (Jr 17.6). Um versículo, uma leitura e meditação para cada dia do ano.

 

Crer é Também Pensar
John Stott • 88 páginas • 2012

Qual o lugar da mente e da razão na vida cristã? A fé não é um assunto apenas do coração? As experiências e emoções são mais importantes que o conhecimento intelectual? São respostas a estas e outras perguntas que nos guiam neste clássico livro do teólogo e escritor inglês John Stott. Em meio a uma sociedade e igrejas saturadas pelo emocionalismo e pela autoajuda, Crer é Também Pensar mostra, à luz das Escrituras, como relacionar a adoração, a evangelização, o serviço — enfim, a vida cristã — com a capacidade de pensar.

 

Como Ser Cristão – Um guia prático para a fé cristã
John Stott • 200 páginas • 2016

O que é a fé cristã e como desenvolvê-la em meio a tantas possibilidades religiosas e igrejas diferentes? Como Ser Cristão – um guia prático para a fé cristã é um livro na medida certa para aqueles que aceitaram Jesus Cristo e querem saber como viver a fé cristã, para aqueles que estão se preparando para ser membros de uma igreja e para aqueles que são cristãos e querem resgatar as bases da fé. É uma espécie de mapa de navegação para os cristãos. E, melhor: todos os capítulos são acompanhados de um guia de estudo para uso individual ou em grupo.

 

Desafios da Liderança Cristã
John Stott • 88 páginas • 2016

As pressões sobre os líderes cristãos são intensas e muitas vezes implacáveis. Existem as frustrações do trabalho, as tentações e a solidão – problemas que podem levar-nos ao desânimo. Desafios da Liderança Cristã responde algumas destas questões essenciais: como perseverar sob pressão, como manter o frescor espiritual, como lidar com as pessoas e como ser líder quando se é relativamente jovem. Um raro livro sobre liderança de leitura fácil e profunda, devocional e prático. E, melhor, escrito por dos mais notáveis e reconhecidos líderes do século 20.

 

A Reforma — O que você precisa saber e por quê
John Stott | Michael Reeves • 96 páginas • 2017

A Reforma – O que você precisa saber e por quê, vai direto ao ponto: a redescoberta do ensino dos apóstolos e o movimento que definiu o novo rumo da igreja protestante. A obra apresenta um quadro de todo o período, bem como uma análise do papel dos cristãos na luta pela verdade. Não celebra um cisma. Em vez disso, estabelece as verdades bíblicas e o que cabe a cada um de nós na passagem dessa verdade para as próximas gerações. O livro traz ainda as 95 teses de Martinho Lutero e um guia de estudos que pode ser usado individualmente ou em grupo.

 

Por Que Sou Cristão
John Stott • 144 páginas • 2004

Para John Stott, não foi ele que encontrou Cristo, mas Cristo o encontrou. Ele tornou-se cristão não porque a fé cristã é atrativa, mas porque é verdadeira; não porque merecesse ser salvo, mas porque Cristo tomou os seus pecados — e os de cada um de nós — sobre si mesmo. Por Que Sou Cristão mostra que a resposta para o paradoxo existente no coração humano e a chave para a verdadeira liberdade e plenitude só podem ser encontradas em Cristo. E ele faz o maior de todos os convites a cada um de nós e espera pacientemente a nossa resposta.

 

Leituras Diárias das Crônicas de Nárnia
C. S. Lewis • 488 páginas • 2016

Leituras Diárias das Crônicas de Nárnia – Um Ano com Aslam reúne uma seleção preciosa de 365 trechos dos sete livros mais amados de C. S. Lewis, que se tornaram clássicos da literatura mundial e também ganharam o cinema. Em meio a aventuras encantadoras, encontramos também inspiração, sabedoria e orientação sobre o verdadeiro significado da vida. Ao longo de um ano inteiro, as perguntas e reflexões no final de cada leitura diária nos ajudam a conhecer o mundo de Nárnia e compreender melhor o nosso próprio mundo.

Livro da Semana  | Simplesmente Cristão, por N. T. Wright

 

Mesmo tendo boas intenções, é difícil evitar que façamos uma imagem de Jesus conforme a nossa própria imagem

 

Jesus: a chegada do reino de Deus

O cristianismo diz respeito a algo que aconteceu. Algo que aconteceu a Jesus de Nazaré. Algo que aconteceu através de Jesus de Nazaré.

Em outras palavras, o cristianismo não diz respeito a um novo ensino moral — embora estivéssemos moralmente perdidos e precisássemos de orientações novas ou mais específicas. Não estamos negando que Jesus e alguns de seus primeiros seguidores deixaram lições morais revigorantes e racionais. Apenas insistimos que esse ensino moral faz parte de uma estrutura maior — a história de algo que aconteceu e transformou o mundo.

O cristianismo não se restringe ao exemplo moral oferecido por Jesus, como se nossa principal necessidade fosse observar uma vida de intenso amor e devoção a Deus para que pudéssemos imitá-la. Se essa era a principal intenção de Jesus, pode ter produzido algum efeito. A vida de algumas pessoas tem realmente mudado simplesmente por observar e imitar o exemplo de Jesus. Mas, por outro lado, poderíamos nos sentir frustrados. Posso observar Richter tocar piano ou Tiger Woods jogar golfe, mas isso não significa que eu possa imitá-los. Só me faz perceber que não consigo e que jamais conseguirei.

O cristianismo também não é uma nova rota estabelecida por Jesus para que as pessoas possam “ir para o céu quando morrerem”. Trata-se de um equívoco baseado na noção medieval de que a finalidade principal de toda religião seria simplesmente garantir que você vá para o céu, que quando acabar a peça você ficará do lado certo na pintura da Capela Sistina (isto é, no céu e não no inferno). Mais uma vez, não estamos negando que as ações que praticamos em vida ou nossas crenças não tenham consequências futuras. Porém, não era esse o propósito da obra de Jesus nem é essa a “finalidade” do cristianismo.

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500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria. [Salmos 90.12]

Até compreender quão séria e urgentemente Moisés orou nessa passagem, eu não entendia que nós devemos pedir a Deus que nos ensine a contar os nossos dias. Eu pensava que todos tinham tanto medo da morte quanto eu. Contudo, de 10 mil pessoas, somente dez devem pensar que contar os dias é importante. O restante das pessoas vive como se Deus não existisse e a morte não acontecesse.

Mas essa não é a pior parte. Algumas pessoas que estão prestes a morrer acreditam que continuarão vivendo. Outras, oprimidas pela miséria, sonham com a felicidade. Outras ainda, que estão em perigo extremo, pensam estupidamente estar em total segurança. A ilusão delas é a parte mais triste de tudo.

Assim, Moisés adequadamente nos ensina que devemos contar os nossos dias. Não devemos perguntar a Deus quanto tempo exatamente ainda nos resta. Em vez disso, devemos orar para que possamos tomar consciência de quão miserável e curta é a nossa vida. A morte e a ira eterna de Deus nos ameaçam a todo segundo.

Às vezes encontramos pessoas realmente preocupadas com a brevidade da vida. Elas estão ocupadas com pensamentos sobre sua morte iminente, mesmo não tendo orado para ter esse conhecimento. Mas a maioria das pessoas não está ciente de que seus dias são numerados. Elas vivem como se o presente durasse para sempre. De tal modo, para a maioria de nós, orar da maneira como Moisés sugere nessa passagem é imprescindível.

Para celebrar os 500 anos da Reforma Protestante, o Blog publicou, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Exceto na região norte, Ultimato marcou presença em todas as outras regiões do país em 2017. Do interior de Minas Gerais – da “roça”, como dizem os mineiros – para Maringá (PR), Natal (RN), Anápolis (GO), Vitória (ES), Campinas (SP) e Águas de Lindoia (SP), Ultimato apoiou diversos encontros e esteve presente em alguns, promovidos por organizações parceiras. Dentre os temas abordados, pautas que Ultimato acredita: missões, juventude, igreja, pastores e líderes, vocação, missão integral, arte e cultura, etc.

Vale destaque para a participação recente no VIII Congresso Brasileiro de Missões (CBM), que aconteceu em outubro, em Águas de Lindoia (SP). O CBM é o maior e mais representativo evento de missões do país e Ultimato fez a cobertura dos principais momentos do congresso. Confira aqui.

Além da venda de livros, os eventos são oportunidades para Ultimato estar mais perto de leitores e assinantes; conversar com colabores e articulistas da revista e do portal Ultimato Online; fazer contatos editoriais, comerciais e com organizações parceiras; e, claro, coletar e produzir conteúdo a partir dos temas abordados nos encontros.

Confira abaixo os eventos nos quais Ultimato esteve representada:

VOCARE
Maringá, PR
Abril de 2017

CBM
Águas de Lindoia, SP
Outubro de 2017

Congresso ALEF
Natal, RN
Outubro de 2017

Congresso Miqueias Brasil
Vitória, ES
Julho de 2017

FLIC
São Paulo, SP
Setembro de 2017

Encontro de RENAS
São Paulo, SP
Outubro de 2017

Prosa & Canto
Anápolis, GO
Julho/Agosto de 2017

ABC2
São Paulo, SP
Novembro de 2016

CTPI
Campinas, SP
Agosto de 2017

Livro da Semana  | Contando e Cantando – Conhecendo as Histórias de Hinos Cristãos

 

Muitas adaptações musicais têm sido feitas para “Pequena Vila de Belém”.  A tradução para o português data de 1930.

 

Pequena vila de Belém” é a tradução portuguesa do apreciado e tão divulgado hino americano “O little town of Bethlehem”, escrito por Filipe Brooks para uso da Escola Dominical da sua igreja, no Natal de 1868.

Nascido em piedoso lar cristão onde o culto doméstico era reverentemente realizado todo dia, e onde as crianças eram incentivadas a decorar os belos hinos de louvor a Deus, tão numerosos e tão largamente usados no seio das igrejas evangélicas, Brooks, ao ingressar na escola, já sabia de cor duzentos hinos. Esse ambiente favorável desenvolveu-lhe harmoniosamente os dotes poéticos com que o berço o dotara e, embora não se tivesse dedicado à poesia, antes de coração se votasse à carreira eclesiástica e se tornasse notável orador sacro, veio a ser mais conhecido por este singelo, mas expressivo hino do Natal do que por todos os alentados volumes de esplêndidos sermões que deixou.

De ascendência puritana por ambos os lados, nasceu em Boston, Massachusetts, Estados Unidos, em 1835; graduou-se pela Universidade de Harvard, em 1855, e pelo Seminário Episcopal de Alexandria, Virgínia. Ordenado em 1859, exerceu o pastorado sucessivamente em Filadélfia e Boston e, em 1891, depois de ter recusado o cargo de pregador em Harvard, foi eleito bispo de Massachusetts. Nunca se casou. Faleceu em Boston em 1893.

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