No melhor ritmo
Rei do universo
22/08/11
Há tempos compartilhamos as nossas dicas musicais com nossos leitores. Na revista Ultimato, a seção de Carlinhos Veiga, Novos Acordes, é totalmente dedicada a essa tarefa (assim como o seu blog). Aqui no Blog da Ultimato, um novo marcador reunirá nossas indicações de canções: No melhor ritmo.
Para estrear essa “editoria” virtual, trazemos uma bela canção do artista – e amigo – Gladir Cabral, “Rei do Universo”.
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Cantando o tempo 6
22/07/11
“Sinal Fechado”, Paulinho da Viola
Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe…
Quanto tempo… pois é…
Quanto tempo…
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe?
Quanto tempo… pois é… (pois é… quanto tempo…)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal…
Eu espero você
Vai abrir…
Por favor, não esqueça,
Adeus…
Cantando o tempo 5
20/07/11
Sobre o Tempo, Crombie
Quase tudo é temporal
Temporal porque está sujeito
Ao sujeito chamado Tempo
Que é mais que momentoQue não se confessa
Pois não sente culpa de nada
Não vê minha pressa
Em displicente caminhadaSegue a pé passeando
Deve ser por isso que demora
Parece que tá brincando
Pensando que não tem horaO tempo que vivo aqui
O tempo de agora
O tempo que está por vir
Que venha sem demora
A música Sobre o Tempo, do grupo Crombie, é uma delícia de ser escutada. Além da melodia que nos embala, as ambiguidades e personificações presentes na letra da canção tratam de forma leve de um assunto que geralmente nos é pesado. Mais >
Cantando o tempo 4
18/07/11
Uma imagem simples vem à mente. Profunda e bonita, como a poesia. Dois amigos, Milton e Caetano, poetas por terem o coração sensível aos seus anseios e ao desejo do mundo por sentido. Acordam cedo, ansiosos, como se fosse este o momento esperado para receberem do alvorecer a resposta que aguardavam. Sentam-se em silêncio sobre um banco de madeira, um ao lado do outro, na varanda da casa velha de uma fazenda, posta calidamente em harmonia sobre alguma das ondas do mar de morros de Minas. Um café forte na mão para aquecer o corpo, e os olhos atentos ao horizonte, que dança em cores sortidas a medida que o sol faz dengo para se levantar. Mais >
Cantando o tempo 3
13/07/11
Tempo, Resgate
“Tudo tem seu tempo determinado
Há tempo pra tudo debaixo do céu
Há tempo de espalhar e recolher
Há tempo de amar e aborrecer
E todo mundo quer saber, quanto tempo ainda resta
E todo mundo quer viver, pelo menos duzentos anos
É preciso entender, que o amor demonstrado
Na cruz traz vida eterna
Não adianta voltar o relógio pra trás
O que passou, passou
Não volta mais
E todo mundo quer saber, quanto tempo ainda resta
E todo mundo quer viver, pelo menos duzentos anos
É preciso entender, que o amor demonstrado
Na cruz traz vida eterna”
Eu lembro quando escutei essa música em um pequeno grupo na ABS (Aliança Bíblica Secundarista), nos idos de 2004… naquela época, o tempo já me preocupava há muito. Desde que me percebi saudosista, eu vi que tinha dificuldade de lidar com a realidade de que o tempo passava e isso significava que eu envelhecia e ia sempre deixando para trás fases da minha vida. Eu me lembro adolescente, quando eu achava que minha infância era a melhor época da vida, pra desmentir isso na juventude, dizendo que era a adolescência a melhor época. Agora, lutando bravamente contra o título de adulta, acho que a melhor fase da vida é (e deve ser) a que eu estou agora. Afinal, é a única que eu tenho – o presente, tudo que temos para mudar ou continuar, revolucionar ou firmar conceitos, coisa que Charles E. Hummel, autor de Livres da Tirania da Urgência, já dizia: “O presente deve ser mais que uma ponte interligando passado e futuro. Precisamos redescobrir como viver no presente. Tudo que temos ao nosso alcance é o hoje, esta hora”. Mas confesso que desde criança isso é uma coisa difícil de eu entender. Mais >
Cantando o tempo 2
08/07/11
“Coelet” foi a primeira canção do Roberto Diamanso que ouvi. Isso em 2001. Lembro-me que foi um sentimento de surpresa. A qualidade da música mexeu com meu espírito. O CD era emprestado. E após a experiência só fui ouvir novamente o cantor anos depois. Não sabia como e não tinha dinheiro para adquirir suas músicas.
Hoje me sinto feliz em não somente poder ouvir facilmente as canções do Diamanso, como também por ter vivido profundas experiências de convivência e amizade com ele.
Os versos da canção de Diamanso sempre começam com a expressão “Antes que…”:
“Antes que não tenha rima…”
“Antes que venha aquela atrevida…”
Antes que se parta o copo de ouro…”
O “antes” só não nos leva ao desespero porque a poesia termina com o “lembra-te do teu Criador”.
“Coelet” não apenas marca minha entrada no rico mundo artístico deste cantor, mas também é um memorial de Eclesiastes para minha vida. “Lembra-te do teu criador enquanto és moço”, diz o capítulo 12 deste igualmente surpreendente livro bíblico. Ao mesmo tempo que nos remete à sensação de efemeridade do tempo, nos dá a dimensão do Absoluto hoje, agora, aqui. O tempo, por mais fugidio e poderoso, não é o Senhor. É servo tanto quanto eu.
“Antes que seja tarde…” para mim significa “antes que eu perca a grande oportunidade de me encontrar com o Absoluto, que põe ordem em todas as coisas”. Há esperança: minha memória me ajuda a ver e perceber que o meu criador continua vivo, e que continua me amando com a mesma intensidade do início. E esse Deus que é amor me faz entender a vida e o tempo como gotas de uma fonte que nunca seca.
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Lissânder Dias do Amaral, casado, jornalista, é editor de web da Editora Ultimato. Colabora também na área de comunicação com a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) e a Rede Mãos Dadas.
Sou uma procrastinadora. E você?
07/07/11
Sim, eu assumo. Sou uma procrastinadora. Esse texto, por exemplo, era para ter sido escrito há, pelo menos, dois dias. Adiei, na esperança de que meu colega de trabalho, Lissânder Dias, o escrevesse e, assim, eu pudesse dar prioridade a tantas outras tarefas que ocupam a minha longa lista de afazeres.
As desculpas para o atraso na publicação de um texto tão simples são muitas: tarefas “mais importantes”, desconcentração pelo barulho na redação, procedimentos internos, chats, notícias que chamaram a atenção… Mas a verdade é que não sei estabelecer prioridades e, por isso, trabalho como uma “apagadora de incêndios”: quando uma coisa não pode mais ser postergada, eu vou lá e faço, sob pena de a coisa “pegar fogo” de verdade. Mais >


