Dos Editores

Um “mapa” do discipulado: chegou mais um Stott

imag_como_ser_caixascapa_como_ser_cristao_reduzidoUltimato acaba de receber o lançamento de dezembro: Como Ser Cristão – um guia prático para a fé cristã. Nas palavras do autor, um “mapa do discipulado”.

E o livro não poderia ser escrito por ninguém a não ser John Stott.  Como Ser Cristão é   um livro na medida certa para:

> aqueles que aceitaram Jesus Cristo e querem saber como viver a fé cristã;
> aqueles que estão se preparando para ser membros de uma igreja;
> aqueles que são cristãos e querem resgatar as bases da fé cristã.

Veja o que o próprio Stott disse sobre o nosso lançamento:
 

Antes de sair para um passeio de carro ou a pé pelo campo, geralmente é sábio consultar um mapa para se ter clareza quanto ao lugar aonde se pretende ir e o que existe ali para se ver. O mapa do discipulado cristão que tento desenhar inclui três áreas, que chamei de “O começo da vida cristã”, “ Em que creem os cristãos” e “A conduta do cristão”.

 
Para saber mais, acesse o hotsite do livro.

Quando nada mais houver

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“As the deer”, quadro de Yang Chien-hou. Retirado de “The Bible Through Asian Eyes”

Por Rubem Amorese

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará […] Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado […] Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

1Co 13.8-13

 

Quando o coração descansar;

Quando o guerreiro já não cingir a si próprio;

Quando o braço já não sustentar a espada,

E já não for aonde quer;

Quando a memória falhar;

Esquecendo as batalhas;

E os “grandes feitos” passarem

E se tornarem eufemisticamente eméritos;

Quando queridos “forem à luta”,

Porque agora é o seu momento;

Quando nada mais houver,

Quero me aquietar lá atrás.

Lá no fundo, no meio simples,

Quero ser comum,

Quero ser mais um

A te adorar.

 

No silêncio – natural de se esperar

De quem já foi e não é mais:

A voz de não se ouvir;

Sabedoria em desuso,

Experiência sem contexto,

Conselho inaplicável

Que, gratuito, também não se dá;

Quando tudo for assim,

Quando nada mais houver,

Quando eu não souber de mim;

Quando, enfim, me vir comum,

Quando apenas for mais um,

Naquele banco do fundo;

Quero saber que estás comigo,

E te sentas ao meu lado;

Que me amaste, a mim também;

E que ainda és meu abrigo,

E me recebes como amigo,

A te adorar.

 

Porque quando tudo houver passado,

E o coração descansar

Dos conflitos do atalaia;

Quando o brilho se apagar;

E a força esmorecer;

E a mão tremer;

E a voz falhar;

E a vista confundir;

Quando nada mais houver,

Então seremos eu e tu, somente;

Lá na cadeira do fundo.

Sem tarefas, cargos ou afagos;

Sem enganos, aparências, vaidades;

Sem os outros (só a Ângela), mais ninguém.

Seremos apenas nós três – Oh, quanta excitação!

 

Então conhecerei

Como também sou conhecido na eternidade,

Já presente em ti.

A fé, a esperança e o amor

– Estes três, do que me deres ou tomares – restarão.

E também o meu louvor, a minha adoração.