Ele é professor em faculdades, seminários e centros universitários na área de Teologia com foco em Língua Hebraica e Grega, Missiologia e Liderança há mais de 25 anos.

Ele também tem experiência em tradução e revisão de textos teológicos, tendo participado da equipe de tradução da Nova Versão Internacional, Bíblia A Mensagem, Almeida Século 21.

Pastor presbiteriano e doutor em Antigo Testamento, ele é atualmente um dos colaboradores mais frequentes no portal Ultimato.

O Na Varanda com o Autor de hoje é com William Lane:

Alguma pessoa ou livro, em especial, influenciou sua aproximação da leitura e da escrita?

Acredito que meu pai foi a maior inspiração. Ele era médico, mas tinha uma biblioteca razoável de obras de teologia e história da igreja. O primeiro livro que li de John Stott, Cristianismo Básico, na época ainda sem tradução no português, eu ganhei do meu pai. Fiquei com alguns de seus livros e ainda hoje me impressiono com a variedade de assuntos teológicos que ele lia. Não sou um leitor voraz, mas aprecio bons livros.

Comecei a gostar de pesquisar e escrever quando fazia seminário teológico. Depois de alguns anos como pastor e professor de teologia, comecei a publicar os primeiros artigos. Como pastor, parece-me que a maior dificuldade que tinha em escrever eram as breves mensagens semanais para o boletim dominical.

Quando a inspiração para escrever não vem…

Quando a inspiração não vem procuro ler vários assuntos ou, se já tenho um assunto em mente, procuro ler artigos, livros, textos bíblicos para me aprofundar. Algumas vezes, também, simplesmente começo escrever o que está na mente.

O que os adultos devem ler para as crianças?

Narrativas. Histórias divertidas e com uma lição significativa.

Que conselho você gostaria de ter recebido na sua juventude?

Gostaria de ter sido orientado em como planejar melhor a vida pessoal, ministério, família etc. Era outra época. Talvez os jovens não tinham tanta preocupação de um planejamento pessoal a médio ou longo prazo.

Como você lida com o envelhecer?

Recentemente em uma viagem à África, ganhei de presente uma bengala de madeira esculpida artesanalmente. Falei aos meus filhos, “olha, já comecei a ganhar presente de velho!” Na verdade, achei muito especial o presente e o seu significado. Foi-me dito que a ideia da bengala é que até na velhice, quando estiver usando a bengala, eu me lembrarei de quem a me presenteou.

Procuro celebrar com a família pelo menos alguns dos meus aniversários de forma criativa. Quando completei 50 anos, plantei com a família 50 mudas de árvores. Este mês, aos 55 anos, pedalei 55 quilômetros com dois dos meus filhos e pretendo fazer isso todos os anos enquanto conseguir.

Intelectualmente, procuro me manter atualizado tanto nas questões corriqueiras quanto em teologia e missão.

O que mais o anima e o que mais o incomoda no meio evangélico?

O que me anima no povo evangélico é o crescente engajamento, apesar de gradual e lento, com formas contextuais de evangelização e envolvimento social, atenção aos problemas humanos e sociais, e o serviço abnegado aos mais carentes.

O que desanima é ver, muitas vezes, pessoas de fé ingênua e imatura, voltada principalmente à satisfação pessoal, muito pragmática e imediatista, e de pouca profundidade intelectual.

Também é desanimador ver crentes, mesmo experientes, dependentes totalmente no que esse ou aquele pregador diz e defende.

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